sexta-feira, 24 de agosto de 2018

ZÉ GOMES DA ROCHA - O PREFEITO NOS VENTOS DO CENTENÁRIO DE ITUMBIARA

1 - O MILAGRE DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA


  Vista aérea de Itumbiara - foto Aero Cam
No próximo dia 28 de agosto,  marca o segundo ano de falecimento de Zé Gomes da Rocha, ex-vereador, deputado estadual e federal por Goiás e ex-prefeito de Itumbiara. Após o convívio por mais de sete anos, principalmente em seu governo no município de Itumbiara, irei registrar os marcos importantes de sua passagem pelos Palácios Castelo Branco e Doze de Outubro.
Inicialmente, o projeto seria escrever sobre sua vida política a partir de 1976, como vereador, mas como o trabalho fica mais fácil no período de convivência entre o final de 2004 e sua morte em 2016, delimitei o assunto que pretendo transformar em livro neste período.
Já foi pensado alguns títulos provisórios, como "Zé Gomes da Rocha, o Legado" e agora com este novo projeto, começo a obra com outro, que marca sua passagem em torno da celebração do centenário de emancipação política do município, comemorado no ano de 2009.

Até o ano de 2004, a questão da iluminação pública era uma das principais deficiências do serviço público no município, com inúmeras reclamações, já que não era possível investimentos e manutenção com qualidade, apesar de desde o ano 2002 ser possível a instituição da COSIP - Contribuição de Iluminação Pública para custear o serviço de competência do município.
Ainda em 2004, no mês de outubro, quando da saída do prefeito Luiz Moura, o então prefeito eleito para o período de 2005 a 2008, Zé Gomes da Rocha já articulava com a Câmara de Vereadores para a instituição da COSIP, que foi aprovada ainda no final de 2004, em um formato que não preenchia os requisitos legais, já que tinha valores fixos. Já no início de 2005, a Lei sofreu transformações e foi adequada. Questionada a constitucionalidade, não prosperou a ação e se manteve vigente, apesar de não ser utilizada nos primeiros quatro anos de gestão.
Para possibilitar a troca de onze mil pontos de energia no parque de iluminação, foram trocadas as lâmpadas antigas de vapor de mercúrio por vapor de sódio, assim como todos os braços e os postes de madeiras e ampliados mais de dois mil pontos, sem qualquer ônus para o contribuinte no período.
Procurou-se construir um projeto que também valorizava o patrimônio histórico do município, que é a Ponte Afonso Pena, que ganhou iluminação turística. Também ganhou iluminação especial a orla do Paranaíba e prédios públicos.
 O segredo do prefeito foi entrar com uma ação de cobrança na concessionária de energia elétrica no Estado, na qual saiu vencedor e com mais de R$ 24 milhões recebidos, possibilitou que o projeto da troca do parque de iluminação fosse trocado com sucesso.
A partir de 2009, com custo reduzido de manutenção e com a Lei adequada e constitucional, iniciou-se a cobrança, vigente até os dias atuais, que permite colocar a cidade entre as mais bem iluminadas do país. Esta foi uma das obras inauguradas no centenário no ano de 2009. O Prefeito marcaria a sua gestão com esta obra, que solucionou de vez o problema da iluminação pública em Itumbiara.

No próximo texto, vamos continuar abordando obras que marcaram a gestão e o centenário de emancipação de Itumbiara.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

CRISE NA ECONOMIA AFETA VALOR ADICIONADO DA AGROINDÚSTRIA E ENCOLHE IPM DE ITUMBIARA

IPM PROVISÓRIO DE ITUMBIARA SOFRE QUEDA DE 7% AFETADO PELO DESEMPENHO DA INDÚSTRIA E AGROPECUÁRIA EM 2017
    FOTO CODEGO

No último dia 16,  Conselho Deliberativo dos Índices de Participação dos Municípios (Coíndice) aprovou o Índice de Participação dos Municípios (IPM) provisório, uma prévia de como será a partilha do ICMS para o próximo ano. No geral, o Estado de Goiás manteve o Valor Adicionado, devido a crise na economia do Brasil em 2017. Itumbiara sentiu os efeitos na Indústria e na Agropecuária que provocou uma redução  de 287 milhões na geração de riquezas. Entre os grandes geradores de Valor Adicionado, só a área do Comércio manteve os valores do ano anteriores.
Com o resultado provisório, sinaliza queda na arrecadação do ICMS no próximo ano, que pode resultar em perdas próximo de R$ 5 mi. Atualmente o IPM do município no bolo do ICMS é de 2,03 e poderá ser reduzido para 1,87. O município pode recorrer antes da divulgação do Indice final, que deverá sair em Dezembro.
Mesmo com a queda no IPM, Itumbiara manteve o oitavo lugar na distribuição do ICMS, enquanto seu PIB é a sétima economia de Goiás.
Com um parque Industrial diversificado, a Agroindústria é um dos principais segmentos na geração de riquezas. O Comércio é o segundo maior segmento e manteve a performance do ano de 2016. A Agropecuária, terceiro setor na geração do Valor Adicionado também sentiu a crise na economia e gerou menos no cômputo do IPM, mesmo desempenho do Transporte interestadual  e da energia elétrica. Mesmo com a inauguração de uma nova Indústria neste ano, somente começará a impactar o IPM a partir de 2019, já que o Indice é calculado em um ano com base nos valores dos dois anos anteriores. O IPM que é aplicado sobre o bolo partilhado do ICMS, que gira em torno de R$ 3,5 bi no ano, leva em consideração 85% do valor econômico do município, 5% com base no ICMS Ecológico e 10% são partilhados de maneira igualitária entre os 246 municípios.
A Secretaria Executiva do Conselho analisou 300 milhões de notas fiscais eletrônicas, contendo mais de 1 bilhão de itens gerados nos municípios. Esse é o primeiro ano que a unidade realiza todo o processo de forma digital, por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), inclusive os recursos deverão ser feitos em mídia digital. A expectativa da Sefaz é disponibilizar os relatórios referentes ao cálculo dos índices, no acesso restrito aos prefeitos, até o início do próximo mês. A partir da publicação do IPM, será aberto o prazo de 30 dias para que os municípios apresentem recursos. Depois, corre prazo de outros 30 dias para análise pelo Conselho. O IPM definitivo está previsto para ser votado em dezembro.
SEGMENTO 2016 2017 DIFERENÇA PERCENTUAL
INDÚSTRIA 1.431.814.001 1.260.684.121 -171.129.880 -11,95%
AGROPECUARIA 466.964.459 326.138.830 -140.825.629 -30,16%
COMERCIO 638.916.100 656.707.791 17.791.691 2,78%
TRANSPORTES 265.314.408 261.692.983 -3.621.425 -1,36%
ENERGIA 100.440.626 89.470.805 -10.969.821 -10,92%
COMUNICAÇÃO 56.845.626 63.336.652 6.491.026 11,42%
ST COMBUSTIVEL 10.818.044 9.170.198 -1.647.846 -15,23%
AUTO INFRAÇÃO 13.054.485 27.928.093 14.873.608 113,93%
OUTRAS ATIV 28.875.358 52.597.015 23.721.657 82,15%
TOTAL 3.047.128.880 2.759.155.719,00 -287.973.161 -9,45%
GOIÁS 137.166.591.980 138.128.449.444 961.857.464 0,70%
FONTE: SEFAZ GO

quarta-feira, 11 de julho de 2018

O GIGANTE TEMÍVEL DO VALE

DEPOIS DE SER CAMPEÃO GOIANO EM 2008, GIGANTE CAIU DUAS VEZES
                                          O Mascote do Itumbiara é um "GIGANTE"

No dia nove de março do ano de 1970, Modesto de Carvalho, que que terminara o mandato de vice-prefeito de Itumbiara, conseguiu reunir os dirigentes de Goiasinho e Nacional, duas equipes da cidade, que disputavam a segunda divisão do Campeonato Goiano, para fundação de um novo clube, que em seu sonho seria Gigante, como era o time do seu coração, o Vasco da Gama, conhecido como Gigante da Colina.
Era um mistura política no futebol com simpatizantes da Arena e MDB no comando do novo clube, que nascia Tricolor da Fronteira, com as cores azul do Goiasinho, o vermelho do Nacional e o branco da Paz.
Os dias iniciais não foram tão gloriosos, lembram alguns que participaram do processo, como o atual presidente Raul Jota Santos e o ex-jogador Expedito, zagueiro que veio de Minas Gerais defender o novo clube. Disputou o primeiro campeonato e no segundo já ficou fora da primeira divisão em 1971, perdendo a vaga para o seu maior rival, o azulão do Sul, que causava inveja ao Itumbiara, pois tinha Estádio, torcida e bateu no Gigante no embate de 1971.
Os recursos eram escassos e os jogadores se alimentavam com marmitas, que o futuro presidente e também apaixonado pelo Itumbiara, já falecido José Gomes da Rocha, carregava da cantina na Praça da Bandeira até a casa alugada que era a República dos Atletas, lembra Expedito.
Modesto sonhava com um grande Estádio e deixar o Goiatuba para trás e isso não demoraria a acontecer. Com a vitória para prefeito em 1972, a partir de 1973 começou a construção de um verdadeiro Gigante, que seria temível, como colocou no Hino da equipe, o também já falecido cantor local Marcos Cabral.
A Construção do Estádio veio em 1976, mas já a partir de 1975, o Gigante era imponente no então Estádio Paranaíba, que pertencia o Nacional e que já não existe mais. A partir de 1976, o Azulão do Sul começou a comer poeira, mas antes de morrer, foi campeão primeiro do que o Itumbiara, titulo conquistado em 1992, quando Zé Gomes trouxe meio Fluminense para disputar o campeonato goiano da Primeira Divisão, logo após a segunda queda tricolor no ano de 1990 e volta a primeira divisão em 1991.
Nos primeiros anos da década de 1980, o Tricolor foi gigante até em competições nacionais e revelou o atleta itumbiarense Péricles que brilharia no Goiás. Antes já tinha sido um celeiro, no modelo em que ia com uma "Kombi"  no interior de São Paulo e trazia grandes jogadores, como Zezinho Figueroa, Dionisio, Miranda, Roberto Bombinha, entre tantos. Uma lenda que começou como lateral direito, o Bill "bola branca" também ganhou o mundo, seguindo para o Vasco, Internacional e América do México.
Na década de 1990, mudaram os ares na política e outros partidos além do antigo MDB e ARENA chegaram ao poder e não tinham a mesma simpatia pelo futebol. Foram três quedas no período: 1990, 1999 e 2000. Começaria o século XXI na segunda divisão por onde permaneceu até 2003. Neste tempo fez nascer o Real Club, que sobreviria entre 1999 a 2003. O Nacional, que voltara as atividades na década de 1980, sobreviveu até 1984, embora sempre conservou seu patrimônio do Estádio Paranaíba, vendido há poucos anos.
Os primeiros anos deste século, foram anos dificeis para o Gigante do Vale, com três disputas na segunda divisão.
Com a mudança de governo nas eleições de 2004 e chegada de Zé Gomes ao governo municipal em 2005, esperava que logo o Gigante voltasse a impor no Campeonato Goiano, mas nos três campeonatos seguintes, o prefeito deu prioridade total para a gestão do município e só então em 2008, montou o projeto que levaria o clube ao título de campeão.
Preparou o Estádio JK  que foi reformado, trocou gramado, ampliou vestiário e contratou um técnico extremamente profissional, que esteve na corda bamba para ser demitido, mas deu a volta por cima e com competência levou ao clube ao lugar maior do futebol goiano. Paulo César Gusmão, que nunca vivera boas relações com Zé Gomes, conduziu o clube ao pódio.
O Gigante agora era sustentável com o projeto em parceria com o município e entidades sociais, que ajudavam na arrecadação de tributos e a torcida encheu o campo, sempre garantindo de 20 a 30 mil torcedores nos grandes embates, que teria o marco maior em 2009, quando o centro avante Ronaldo voltou as gramados, pisando na grama do JK em jogo da Copa do Brasil.
Os três melhores anos do Itumbiara seriam vividos no período entre 2007 e 2009, que foi terceiro colocado e corou com o título em 2008.
   O Gigante comemorando o titulo de campeão Goiano - abril de 2008
A partir de 2010, a equipe teria oscilações e voltaria a cair mais duas vezes, em 2010 e 2013, apesar de grandes investimentos. Voltaria a ter uma equipe que fazia jus ao nome de Gigante, quando disputou a segunda divisão em 2014 e revelou o jogador Bruno Henrique para o mundo, hoje no Santos. Foi a última revelação tricolor.
A equipe, ao contrário do Nacional, nunca ganhou a segunda divisão, mas sempre deu a volta por cima, ao contrário do Azulão do Sul, que não deu conta mais de voltar ao palco da maior competição estadual.
Nos últimos anos, apesar do esforço e dedicação do presidente Raul Jota Santos, que teve uma vida dedicada ao clube desde o primeiro ano em 1970 e foi presidente pela primeira vez em 1976, o clube respira com dificuldades e o Gigante já não assusta mais ninguém no Estádio JK. Sua luta sempre foi para não voltar a segunda divisão. Foi forte até hoje, mas o futuro apresenta muitas dificuldades para continuar sendo um Gigante.
Há dividas que teve origem no início do século, com um patrocínio mal sucedido, que tem que devolver ao município e gira em torno de R$ 300 mil, sendo que já foram pagos mais de R$ 180 mil. Algumas ações trabalhistas com origem em 2012, com descuido da parte juridica transitou em julgado e deve levar mais alguns milhares de reais do Tricolor. Nos últimos campeonatos, as receitas não foram suficientes para cobrir as despesas e novas ações trabalhistas poderão surgir.
O Patrimônio do clube é a torcida e a marca, além dos direitos federativos para disputar a Primeira Divisão do Campeonato Goiano, mas já não suficientes para cobrir o passivo, que está descoberto.
Precisa urgentemente de um planejamento estratégico para voltar a ser Gigante e continuar sobrevivendo na primeira divisão. Já não é um sonho de ser campeão, mas apenas de sobreviver e continuar na frente do Azulão do Sul.


segunda-feira, 25 de junho de 2018

O NOSSO ARRAIAL DA SOLIDARIEDADE



CRIADO EM 2005, EVENTO TURÍSTICO E SOLIDÁRIO CHEGA A EDIÇÃO CATORZE

    Foto aérea de mais um show no Espaço que reúne shows artísticos e comidas típicas

Em 2005, no seu primeiro ano de governo na prefeitura do município de Itumbiara, Zé Gomes da Rocha, que havia sido eleito pelo PMDB, criou o evento denominado de ARRAIÁ, que se tornaria uma das maiores festas juninas da região Centro Oeste do Brasil.
O formato não era santo, porque não tinha qualquer alusão aos santos festejados pela Igreja Católica, Santo Antônio, São João e São Pedro. Também não era pagão, pois nasceu junto com um gesto de solidariedade com instituições sociais e filantrópicas da cidade, que trabalhariam na produção de comidas tipicas e arrecadariam recursos para  suas atender suas necessidades.
Esta aproximação com as entidades sociais teria uma participação especial da então Secretária de Turismo e diretora de iluminação pública, engenheira Isbéria de Toledo, que participou diretamente na montagem da primeira edição. Ela faleceria após um ano no governo.
O então prefeito Zé Gomes da Rocha não era de fazer reuniões e sua ideias nasciam e eram implementadas de imediato. Foi assim com o Arraiá. Dele viria a influência de gostar de grandes shows e foguetes. Das festas juninas, constavam na programação, além das comidas tipicas, os shows e os foguetes,  o casamento comunitário no Arraiá, o pau de sebo, as danças tradicionais de origem francesa das quadrilhas de escolas, empresas e as tradicionais de Goiânia. Uma criação especial, era o Banco Central do Arraiá, com a moeda Réis de circulação obrigatório no evento.
Zé Gomes era cuidadoso na realização de suas ideias e sempre estava munido de pesquisas qualitativas e quantitativas sobre tudo que fazia. Colocava todo ano no relatório, o que a população achava da realização do evento e a aprovação sempre era superior a setenta por cento. Já na época havia os contrários, que chegou a ter o número de cinco por cento por alguns anos, mas retornou aos indices históricos de trinta por cento. Um dos argumentos dos contrários a realização do evento é que os recursos do Arraiá, deveria ser utilizado na Saúde. O Contraponto não era difícil, pois enquanto se gastava R$ 1 milhão na área de  Turismo e Cultura com o Arraiá, na Saúde eram aplicados sempre mais do que quinze por cento dos tributos, ou 30 vezes mais do que no Arraiá. Até hoje, os contrários seguem com os mesmos argumentos, mas a festa segue com aprovação da maioria.
Reconhecida no Estado e pela União como evento turístico importante no Brasil, gera renda e trabalho, pois durante sua realização, milhares de pessoas da região vem conhecer a beleza do evento.
Mas o marco principal está mesmo com a geração de solidariedade. 
Naquele ano inicial em 2005, era muito difícil a situação econômica e financeira das entidades sociais do município. Um exemplo, o Núcleo de Apoio aos Pacientes de Câncer - Napci, lutava com dificuldades para custear uma Van que levava os pacientes para Goiânia e era cobrado a participação de R$ 10 de cada paciente para viabilizar o transporte. Veio o Arraiá e um programa de parcerias que passou por quatro governos e continua firme, pois o projeto ajuda no sustento de milhares de crianças, jovens e idosos em asilos, centros de educação infantil e entidades que tratam da dependência quimica.
O evento cresceu e com ele a solidariedade. Do Zé ficaram os shows, os foguetes e a alegria e para as famílias de Itumbiara, a solidariedade.

   Na foto, as barracas das entidades, o palco principal, a fazendinha, camarote de patrocinadores e de autoridades.













































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sexta-feira, 15 de junho de 2018

O SONHO DO ENSINO SUPERIOR EM ITUMBIARA: DO ATAÍDE AO ZÉ

                                Prédio da unidade da UEG - Itumbiara - junho 2012


Até chegar ao ponto do anúncio do vestibular de medicina na unidade da UEG em Itumbiara, que acontece nesta sexta-feira (15/06/2012), no governo de Zé Antônio - PTB,  foi construída uma história com vários caminhos e escolhas e que começou ainda no governo da Arena, que tinha como expoentes Ataíde Rodrigues Borges e Luiz Correia Barretos de Menezes Neto no início da década de 1970, quando criaram a FUNISGO - Fundação Universitária do Sudoeste Goiano - e conquistaram um área de 26 alqueires para a construção da sede da futura faculdade de ensino superior.
Dez anos depois, em 02 de setembro de 1983, era criada a FESIT - Fundação de Ensino Superior de Itumbiara, já no governo Waterloo Araújo - MDB, que inicialmente oferecia os cursos de Ciências Físicas e Biológicas e também Agronomia. A FESIT encampou a Funisgo com a mudança e só seria extinta em 2006, já no governo Zé Gomes da Rocha.
Na década de 1980, vários municípios goianos começaram a pensar caminhos para o ensino superior. Catalão e Jataí fizeram a luta politica para a conquista de um Campi da Universidade Federal e no ano passado foram coroados com a criação de universidades em suas cidades. Mineiros, Rio Verde e Goiatuba iniciaram também com o funcionamento por meio de fundações e da escolha, consolidaram seus polos universitários com a Funirv e .....
Itumbiara preferiu mudar de rota em 1991, quando já havia criado mais dois cursos, o de Pedagogia e Administração de empresas. Com base na Lei Municipal nº 1.413/91 , foi autorizada a transferência das faculdades mantidas pela Fundação de Ensino Superior de Itumbiara para a Sociedade Mantenedora e Administradora da Fundação de Ensino Superior de Itumbiara - SOMA-FESIT, sociedade civil. Foi a ponte para que a instituição fosse transferida para a mantenedora da ULBRA da cidade de Canoas - RS e que recentemente foi arrematada em um Leilão por um grupo internacional. O modelo que começou municipal, se tornou particular e não conseguiu chegar a situação de Centro Universitário ou Universidade.
Era preciso um novo modelo para Itumbiara e no governo Luiz Moura - PSDB no início da década de 2000, Itumbiara conquistava uma unidade da  UEG com os cursos de Economia e História. Foram muitos anos sem sede e sem expansão. Até se sonhou com a mudança para o atual Palácio 12 de outubro em 2012, mas não prosperou.
Com a eleição de Zé Gomes da Rocha em 2004, foi desenhado um novo modelo para o ensino superior. Haveria a construção da sede e a unidade seria especializada na área de saúde. Comprou-se o terreno, o município entrou com os recursos iniciais e nos governos Alcides Rodrigues e Marconi Perillo, o sonho do prédio se concretizou em junho de 2012.

    Em 2006, o então prefeito Zé Gomes com os representantes da UEG e a subsecretário de Educação Noêmia.

A Construção da sede e o a consolidação da unidade como referência na saúde, demoraria alguns anos, mas o modelo que se completa neste dia, passou por Zé Gomes até chegar a Zé Antônio. O prédio demorou seis anos para sair do papel e receber os alunos e os cursos solicitados por Zé Gomes em 2010 foram liberado aos poucos e com oito anos de espera, completa o ciclo hoje. Suspendeu-se o curso de História, mas chegaram os da área de saúde, como Farmácia, Enfermagem, Educação Física e Medicina, que seria a coroação do projeto. Faltou Fisioterapia no projeto de Zé Gomes, mas a chegada do cursos de medicina, publico, gratuito e com qualidade marca de forma definitiva um projeto que deveria ser buscado na década de 1980, pois o ensino superior público é o caminho pelo qual estudantes mais pobres podem conquistar com mérito uma formação superior.
Neste intervalo de tempo, com a ajuda do deputado federal Rubens Otoni, chegou também o ensino superior publico federal com a unidade do IFG em 2010. Mais uma vez Zé Gomes fez o dever de casa: cedeu área e deu todo apoio para implementação da unidade.
É preciso festejar muito esta data especial, pois representa a maior conquista no ensino superior que Itumbiara já viveu em seus quase 50 anos, de Ataíde a Zé Antônio, com vários atores que ajudaram a tornar possível um sonho, que é a chegada do curso de medicina em Itumbiara.
No sonho de Zé Gomes, a unidade deveria ter um cenário do Lago de Stirling na Escócia, onde foi gerado o filme "Coração Valente". O Sonho já não é mais sonho.

      O lago da UEG

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

LINENSE É O PRIMEIRO TESTE DO GIGANTE QUE SONHA REPETIR 2008 NO GOIANÃO

Técnico Luizinho comanda primeiro treino técnico e esboça a equipe para jogo no sábado
    Meia Gustavo Henrique (vermelho) domina a bola em treino no JK

O orçamento é menor do que em 2008, mas o Itumbiara começa 2018 com o sonho de levantar o troféu de campeão pela segunda vez e se igualar ao rival Crac de Catalão, único do interior que conseguiu o bicampeonato goiano da Primeira Divisão.
Nas últimas duas competições, a comemoração ficou só pela conquista de vaga na série D do Brasileiro,  devido a um orçamento enxuto que não permite mais grandes contratações dos tempos em que o conselheiro Zé Gomes da Rocha buscava estrelas das principais séries do campeonato brasileiro. Permanecer na Primeira Divisão e ainda disputar a série D duas vezes seguidas foram pontos positivos.
2018 se inicia com mesmo orçamento de 2017, Luizinho Vieira permaneceu no comando técnico, o município vai continuar a parceria com a campanha Contribuinte Premiado e  de diferente foi o maior tempo de preparação da equipe. Desde o dia 16, que o grupo iniciou a pré-temporada e já tem 24 jogadores para o primeiro teste que acontece no sábado, na cidade de Lins em São Paulo, contra a Linense que disputa a serie A 1 do Paulistão e estreia no dia 17contra o Santos em Casa. O Gigante tem o desafio de enfrentar o Atlético Goianiense na estreia, mas antes mostra a equipe no JK em amistoso contra o Atlético Patrocinense.  São três Atléticos como adversários em três jogos seguidos em 2018: Linense, Patrocinense e Goianiense.
Entre os 24 jogadores profissionais com contrato com a equipe, apenas três não treinaram nesta tarde de sexta-feira por motivo de lesão ou desconforo: o lateral direito Alex Travassos, o volante Neto e o meia Alex Willian.  No primeiro esboço de Luizinho Vieira a equipe teve Weverton, Matheus Chiclete, Léo Fortunato, Rogélio e Bruninho. Mateus Magro, Marcos Paulo, Gustavo Henrique e Ronny. Abuda e Matheus Ortigoza. No decorrer do treino, foram feitos vários testes e o time volta a treino amanhã de manhã e viaja após as 18 horas para Lins, onde fica hospedada e joga no sábado as 16 horas contra a Linense.

Para a próxima semana, mas um atacante é esperado e a comissão técnica e diretoria ainda buscam reforços para a lateral e meio campo.
Veja relação de jogadores já contratados
Goleiros: Weverton, Erivelton, Jonathan (22) e Yuri Batista (22)
Laterais:  Alex Travassos (D), Bruninho (22) (E)
Zagueiros: Léo Fortunato, Rogélio, Fernando, Ricardo Braz e Fabinho
Volantes: Mateus Magro, Neto, Matheus Chiclete (22), Walter Cristovam
Meias: Alex Willian, Marcos Paulo, Gustavo Henrique e  Anatole (22)
Atacantes: Abuda, Matheus Ortigoza, Erico Junior, Ronny, Mateus Paraná, Mococa (22) e Burani (22)

Departamento Amadores (22): Natan, Douglas e Galinho.

ZÉ GOMES DA ROCHA E DE ITUMBIARA, O LEGADO. parte 3 - Ninguém acima do rei

Livro em construção - Titulo provisório
                                              Formatação da equipe - dezembro 2004
3 – NINGUÉM ACIMA DO REI
Antes de assumir o governo municipal em 2005, Zé Gomes da Rocha já avisara nos meios de comunicação que teria uma equipe enxuta para recuperar as finanças do município e assim começar a investir e construir as obras que planejava.
Zé não convidava o secretário diretamente e mandava um enviado para sondar o futuro membro da equipe. Já ouvira que seria convidado para compor o grupo de secretários na área de finanças e a sondagem veio por meio do hoje deputado estadual Alvaro Guimarães, aliado do grupo político na época. Disse que sim e já comecei a conhecer a máquina da Prefeitura em dezembro, pois com a entrada de Ivan do Raio X como prefeito a partir de 28 de outubro de 2004, ficou mais fácil o diagnóstico.
Como estratégia de governo, Zé Gomes tinha um esqueleto de gestão que seria muito próximo dele nos anos de governo. Na primeira linha estavam as áreas de Finanças, a diretoria de compras, que embora ligada a Administração, na prática era diretamente ligada ao prefeito e Infraestrutura que englobava obras, habitação, iluminação pública e pavimentação. A área de Ação Urbana que cuidava da limpeza pública, embora não tenha sido ocupada a secretaria no primeiro momento por economia, em forma de diretoria funcionava muito perto do prefeito.  Forte e estratégica também era a área de comunicação e o interlocutor direto era o próprio prefeito com TV, Jornais, Rádios e revistas. A internet ainda não tinha a importância que hoje tem.
Saúde e Educação era áreas intocáveis de influências políticas partidárias. A amiga pessoal e quase irmã Ione Guimarães que perdera as eleições de 2000 com Zé Gomes, foi a escolhida para gerir a área, onde ficou até abril de 2006. Embora nunca revelado, é possível que saíra para desincompatibilizar e disputar algum cargo político, fato que não aconteceu. Dos quadros do antigo adversário PSDB, professor Alfredo Araújo deixou a subsecretaria estadual de educação e coordenou a área de Zé Gomes entre 2005 e 2007. Tinha sonhos políticos e empresariais, então cedeu o lugar para Maria Auxiliadora a partir de 2008.
A área social que era da Administração indireta, teve nos anos iniciais a gestão de Darci Borges, que viera dos quadros do antigo PFL. Era uma área importante  politicamente e também tinhas suas decisões que passavam pela análise de Zé Gomes da Rocha.
As áreas de Controle Interno com Ronaldo Vieira, ex-vereador e contador, assim como a Procuradoria Juridica no comando de Aparício Vasconcelos,  eram atividades meios de orientar e encontrar os caminhos legais para a realização dos projetos de Zé Gomes da Rocha. Administração e Recursos Humanos com Adriano Martins, praticamente só cuidava da folha dos servidores. Era uma indicação que atendia o segmento da Igreja Católica e do PMDB, pelo qual foi candidato a vereador na eleição anterior. A área de governo não era preenchida, pois Zé Gomes decidia diretamente todos assuntos de governo.

A área de Turismo seria comandada pela ex-vereador Isbéria Toledo, que também ocuparia a área da diretoria de Iluminação pública. Com sua experiência de arquiteta e ex-funcionária da Celg, comandaria todo o processo da troca do Parque de Iluminação Pública e da realização do primeiro Arraiá em 2005. Faleceu no final do ano de 2005, por complicações da Asma.
As demais áreas, parte foram ocupadas ao longo do governo e outras jamais tiveram titulares. No ano de 2006 chegou ao governo, Zé Humberto para Indústria e Comércio e também cuidar do Gabinete de Governo. Representavam o segmento empresarial, pois fora presidente da Associação Comercial. Era do antigo grupo politico do PSB. Não ficou muito tempo. Cultura, esportes, Turismo, Meio Ambiente, Agricultura, Governo e Convênios, estavam entre as áreas que eram ocupadas por interinos ou para acomodação política, sem importância estratégica.
Com estrutura enxuta no primeiro escalão, algumas áreas eram fortalecidas por diretorias, como Pavimentação com Formigão no comando, Habitação com o Futrica, Iluminação Pública com Públio. Joselir Soares, ex-prefeito de Cachoeira Dourada e compadre do Zé Gomes, auxiliava as obras e foram nomeado secretário de Agricultura. Danilo Borges era o diretor de compras e outro compadre do Zé, o Célio Rezende, foi nomeado na diretoria de Comunicação. O engenheiro Esio David, sozinho, praticamente em uma diretoria fazia todos os projetos de engenharia. O Planejamento  tinha como titular o vice-prefeito Chico Balla, que também comandava Obras.

- As regras de sucesso da gestão do Zé
Nas campanhas anteriores, Zé Gomes da Rocha não tinha boa imagem em relação a responsabilidade para cumprir os compromissos e para o político, a boa imagem era fundamental. Era bom de voto, vencedor, mas a imagem não o credenciava como bom gestor.
Por isto a área de Finanças era fundamental para construir esta imagem. O primeiro compromisso foi pagar em dia o servidor dentro do mês trabalhado e o décimo terceiro no dia do aniversário. 
No começo do governo Zé Gomes procurava se inteirar de todos os pagamentos. Assinava todos os cheques e entregava pessoalmente o décimo terceiro do servidor. A regra era simples e nem o Zé descumpria: 15 primeiros dias do mês pagava-se fornecedores e nos últimos 15 dias toda a arrecadação era destinada ao pagamento dos servidores. O Tesouro fechava para qualquer outro compromisso. E assim, Zé Gomes construiu a imagem de bom pagador para o servidor.
Com os demais segmentos não foi diferente. Por exemplo, se fazia um compromisso com as entidades sociais de pagar 12 parcelas de subvenções em um ano e falhava com o compromisso em alguns meses, no ano seguinte, pagava o débito passado e todo o novo compromisso.
Criou e fotografou a imagem do bom pagador, com a mensagem: “Tá compro, tá pago”.
Na área de comunicação, alguns pactos foram importantes. Se apoiava o deputado Alvaro em suas campanhas, significava economia com gastos na rádio, pois um aliado não falaria mal de seu governo. Como chegou ao governo pelo PMDB, o amigo Radivair Miranda Machado da outra rádio, também não falaria mal do governo do Zé. A TV dava trabalho e as vezes, Zé Gomes ia diretamente no comando em Goiânia fazer suas reclamações. As vezes resolvia, as vezes não. Com os jornais, Foram criadas cotas de publicações, que era respeitada pontualmente. Problemas nas relações com comunicações surgiram no governo, a começar nas disputas de agências, mas Zé Gomes administrava bem o setor, por saber de sua importância. Achar defeito em uma administração é fácil.
A diretoria de compras era estratégica, pois para um projeto se transformar rápido em obras, precisa passar pela Licitação. Se o setor demorasse, quatros anos de mandato voava, por isso sua importância no governo.
Zé Gomes da Rocha não era governante de lidar com papéis. Não tinha arquivos e assinavam os documentos em qualquer lugar. Podia ser no banheiro, no Aeroporto e até no leito do Rio Paranaíba uma vez em uma expedição. Eu e o Teixeira, já falecido, fomos pegar sua assinatura em documentos dentro do Barco já chegando em Mato Grosso. Papel não parava em sua mesa. Se era sim a resposta, assinava na hora, se era não, dizia que iria analisar e colocava na gaveta.
Se não preocupava com papel, Zé Gomes preocupava com a prefeitura organizada na área de tecnologia de informação e contabilidade, para ter um bom controle e aprovação de sua gestão no Tribunal de Contas, tanto que contratou bons serviços de assessoria nestas áreas e deu liberdade para sua equipe investir em equipamentos e tecnologia. Mudou-se do controle em livro de papel para controle eletrônico e tecnológico. Administrava a saúde de sua sala, por meio de câmeras. Teve todos balanças de sua gestão aprovados no TCM. Só um com ressalvas, o do ano de 2012, que não participei no fechamento das contas.
A vocação integral de Zé Gomes era pela realização de obras. Era capaz de transformar um cenário da noite para o dia, como fez da destruição da cadeia pública em 2009, que funcionava no centro da cidade. Asfaltar, iluminar, construir saneamento básico, moradias era sua vida.
Saúde e Educação eram intocáveis a uso partidário. Foi assim com Doutora Iones até abril de 2006, comigo entre 2006 a 2008 e com os demais secretários, cuja escolha o Zé deixou comigo, com exceção do Roberto Marques em 2008. Alguns deram trabalho e logo saíram. Outros foi por meio de diálogo com o segmento dos médicos em 2009. Nenhum sucesso me amava.

Em um governo sempre existe a rede de intrigas.  E sempre tinha algum secretário que achava que se levasse algo para o Zé ficava bem com ele. O efeito era o contrário, pois não gostava que ninguém falasse mal de membros de sua equipe.


- Organizações Sociais
A relação com as organizações não governamentais ganharam importância desde o primeiro ano de governo e a aproximação veio já no Primeiro Arraiá. A então Secretária de Turismo Isbéria de Toledo tinha grande relacionamento com as áreas sociais e facilitou a interlocução. Mais de duas dezenas de entidades foram chamadas para participação no Primeiro Arraiá, onde faziam comidas típicas e comercializavam com os visitantes, obtendo rendas para suas atividades de filantropia.
Zé Gomes criou o modelo de subvenções financeiras com cessão de servidores e veículos. Cumpria rigorosamente os compromissos assumidos e assim obteve uma parceria fundamental em sua gestão no social.

As organizações sociais foram parceiras também na gestão da campanha contribuinte premiado a partir de 2008, já que eram premiadas e controlava e distribuía os ingressos.  A campanha tem sucesso até hoje, devido a credibilidade das entidades sociais que fazem o controle social.
- Doutora, presidente, chefe e meu rei.
Era fácil decifrar o humor do Zé Gomes como chefe no dia a dia. Como não tinha um bom controle de horários para dormir e alimentar, sofria com problemas de gastrites. Vivia prefeitura 24 horas por dia. Tomava café, almoçava, jantava e dormia pouco. Quando chamava alguém de “chefe”, estava com gastrite ou mal humorado. Naquele dia, a sua resposta para qualquer coisa era não.

A melhor amiga era doutora Ione e o melhor amigo e conselheiro, o presidente e advogado Nicomedes Borges, a quem ouvia e tinha muita gratidão. Doutora Ione sofrera com ele a derrota de 2000 e ele desejavam que ela ocupasse um cargo de destaque no futuro. Conseguiu a eleição como primeira suplente de senadora, mas morreu sem ver o sonho concretizado, pois a titular não cedeu nenhum um dia para a médica ocupar o cargo. Nicomedes foi o conselheiro que conseguiu domar o Zé Gomes para que não fizesse nenhum exagero, já que tinha um temperamento forte, capaz de reagir de modo que atrapalharia sua imagem, agora construída como bom gestor. Comigo me tratava de “ministro” que bem humorado, mas quando a gastrite atacava ou estava insatisfeito com algo. Era “meu chefe” mesmo. Meu Rei foi o tratamento criado em relação com o chefe da Ação Urbana, Dalminho.


- O não de Zé Gomes
Era um chefe que tinha dificuldades de demitir pessoas. Tinha dificuldades de dizer “não” .
Mudou pouco sua equipe no primeiro ano. Isbéria faleceu e a Secretaria de Turismo não teve novo titular. A diretoria de Iluminação que Isbéria tomava conta também, foi ocupada por Públio, que comandou toda a troca de de13.000 pontos de iluminação na cidade até o ano de 2012.
Chamou Zé Humberto que ficou um tempo na Indústria e Comercio e no Gabinete de Governo e depois foi substituído por Ronaldo Vieira que deixou a Secretaria de Controle Interno. Ronaldinho era o “fio desencapado” do Zé Gomes. Bom conhecedor da máquina pública, tinha também temperamento explosivo, mas contribuiu com a administração por mais de quatro anos.
Com a saída de Ronaldo Vieira do Controle Interno, abriu-se uma vaga para a área. Um servidor efetivo do município que tinha um certo parentesco com o Zé, foi cotado, mas tivera problemas comigo no inicio do governo, pela dificuldade de se comunicar e relacionar. Queria fazer a contabilidade dos fundos do município, mas como Zé Gomes me dera liberdade de escolher toda equipe, achei por bem deixar para a empresa de consultoria contratada fazer a contabilidade. Não vetei a ocupação do cargo de Secretário de Controle Interno pelo servidor efetivo.

Alfredo Araujo com outros planos empresariais e políticos, deixou o governo em 2007 e foi substituído pela professora Maria Auxiliadora, que ficou no cargo até 2017. No início, Auxiliadora que veio de uma escola privada, tinha dificuldades de entender as regras da área pública, mas logo se adaptou e tornou-se uma das melhores secretárias que o município já teve na área.
O Vice-prefeito
Chico Balla que havia sido candidato a deputado estadual em 2002 pelo PP, já entrou na equipe trabalhando com responsabilidade por duas áreas: Obras e Planejamento. Já havia ocupado o cargo no governo Luiz Moura no passado. Tinha sonhos de ser deputado estadual, tanto é que saiu em 2006 para ficar desincompatibilizado, mas soube ter paciência e esperar, até virar prefeito em 2012, depois da reeleição em 2008.

Certa vez em 2008, o Zé chamou eu e o Chico Balla em sua sala e disse que havia dois cargos a serem preenchidos por amigos:  o de vice prefeito e o de presidente da Saneago. Desde 2006, o advogado Nicomedes Borges, conceituado na cidade, ex-presidente da subseção local, ocupava o presidente da estatal goiana com sucesso, onde ficou até o final de 2010. Zé Gomes sabia que doutor Nicomedes, pelo prestígio na classe de advogados, um dia alcançaria o sonho de ser desembargador e então já preparava o sucessor na Saneago, que seria eu ou o Chico Balla. Zé Gomes desejavam que seu melhor amigo e irmão doutor Nicomedes, fosse o seu sucessor como prefeito, mas “Ni”, como era carinhosamente chamado, não tinha a vocação de ser prefeito. Amava mesmo seu ofício na área jurídica. Então, certo dia, o Zé perguntou: “Chico, você que é meu vice tem a preferência de escolher – quer ser presidente da Saneago ou vice prefeito novamente?”. O Chico parou um instante, pensou e respondeu: quero continuar vice. No futuro, Chico continuou vice, eu  fui para a presidência da Saneago e o doutor Nicomedes se tornou desembargador de justiça.

Como ser essencialmente político, Zé Gomes que tivera professores como Modesto de Carvalho, Iris Rezende e Marconi Perillo, cumpria rigorosamente as regras do poder e sua equipe deveria conhecer e agir dentro das mesmas. Quem assim procedia, não tiveram qualquer problema com o Zé e ficaram no seu grupo político por todo o governo. Sobre a tal regra, que é a primeira e já ensinada por Maquiavel desde os idos da Idade Média era simples: “Nenhum de seus auxiliares deveria comportar o agir acima do prefeito”. 
- A Centralização
Na teoria, a Administração pública é dividida em Direta e Indireta, conforme classificação do Decreto Lei 200 de 1967, mas para Zé Gomes da Rocha, tudo passava e era decidido por ele. A princípio, discordei, mas depois entendi suas razões e porque deveria ser centralizado.
A capacidade dos secretários e diretores para fazer despesas e contratações é infinita, por isso, nenhuma despesa, nenhuma contratação era feita sem a assinatura de Zé Gomes.
Inicialmente composta por 15 secretarias, mas apenas a metade ocupada na administração direta,  cresceu com a criação da Secretaria extraordinária de Convênios, que nasceu para prestar contas do grande número que surgiam devido a recursos concedidos nos governos estadual e federal. Ronaldo Vieira foi o primeiro ocupante da pasta.
Na Administração Indireta, que tinha o IPASMI , órgão da Previdência Municipal criado como Autarquia e a Fipas, cujo nome Zé Gomes mudaria em 2007 para Funsol, era a Fundação que cuidava do social e cuja maioria de ações era custeada com recursos federais, é o que funcionava no início. Em 2009, foi criada a autarquia da AMMAI para cuidar do meio ambiente e politicamente ocupada pelo professor José Márcio Margonaria.  Outras duas autarquias ganharam vida com Zé Gomes, a SUMUTRA, ligada ao trânsito e que foi comandada por Luiz Carlos Alves e o Procon Municipal, que ganhou a condição de Autarquia em 2011. Nenhum dos órgãos contava com autonomia e todos os pagamentos centralizados e autorização de compras controladas.
Tinha-se um teto de custo para cada área e ninguém estava autorizada a gastar mais do que planejado. Essa centralização possibilitava controlar todas as despesas do município e pagar em dia.

- Novos secretários
No segundo governo de Zé Gomes, a partir de 2009, ganhou característica mais política, mas a base com Finanças, Compras, Ação urbana e obras, seguiam com as mesmas características. Saúde e Educação também continuavam sem qualquer interferência política partidária.

O PMDB ganhou espaços com a chegada de Cairo Batista na Indústria e Comércio de de Samir Dahas como secretário de Planejamento. Ficaram por algum tempo e deixaram os órgãos. Não terminaram com o segundo governo.