sábado, 11 de junho de 2022

SEM INVESTIMENTOS, ITUMBIARA NÃO AVANÇA NA MELHORIA DA MALHA VIÁRIA

 PROJETO COMO PERIMETRAL NORTE NÃO SAI DO PAPEL E MUNICÍPIO SEGUE COM DEFICIÊNCIA NA CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS E PESSOAS


                Avenida Perimetral Norte - trecho Alto Trindade


O atual plano diretor do município de Itumbiara, aprovado em 2006 e revisado neste ano, tem diretrizes para melhorar a malha viária do município, mas quinze anos depois, não teve projetos e recursos para viabilizar as estratégias propostas e os problemas até aumentaram. Entre as principais propostas, estava a da criação da Avenida Perimetral Norte, com ligação entre a BR 153 e  Avenida Modesto de Carvalho, assim como prolongamento da Avenida Trindade, a partir da futura Perimetral Norte. Outra via também necessária e que necessitará atenção especial, trata de uma via verde ao longo do Ribeirão Água Suja. Sem projetos e sem recursos, as ideias continuam só no plano.

Novos problemas

Com a construção do trecho da GO 309 a partir do Bairro Brasília, algumas vezes utilizado por veículos pesados de indústrias locais, não há como seguir no trecho urbano e com o aumento do tráfego após inauguração da via que ligará Itumbiara a Cachoeira Dourada, os problemas aumentarão.

A ligação da Rua Paranaíba

Um problema já detectado quando do plano diretor em 2006, pode ser solucionado nos próximos meses com a ligação da via ao Bairro Jardim Nova Itumbiara. Veja o que dizia o plano diretor aprovado:

1   Vias Coletoras estruturação de um binário viário conectando a Rua. Paranaíba, no bairro do mesmo nome, passando pelos bairros Jardim Nova Itumbiara, Jardim Leonora, até a futura via verde do Córrego Água Suja, no bairro Cidade Jardim.



Veja o que previa o Plano Diretor sobre as vias arteriais

DIRETRIZ - 1

 

 

Promover a estruturação urbana através da hierarquia do Sistema Viário associada às intervenções necessárias para melhorar as conexões entre os diversos bairros da cidade e destes com o Centro.

 

1 Hierarquização da Malha Viária

A hierarquização da malha viária tem a finalidade de ordenar as vias existentes no tecido urbano de Itumbiara, com base na função que cada uma delas deve assumir, considerando sua importância na mobilidade urbana. No caso de Itumbiara elas se classificam em:

a – Vias Regionais de Transição - são aquelas com grande abrangência e fluidez de tráfego, caracterizadas por acessos especiais, pela ausência de interseções e travessia de pedestre em nível, e por não permitir a acessibilidade aos lotes lindeiros, a não ser através de via marginal, como pista auxiliar de conexão às


 

atividades lindeiras. São consideradas como vias Regionais de Transição, por sua interface funcional com a área urbana, as BR 153 e Br – 452.

 

b- Vias Arteriais – são aquelas que estruturam o tecido urbano, promovem ligações entre os diversos bairros, com alta capacidade de tráfego, apresentando integração com o uso e ocupação do solo e são próprias para operação de sistemas de transporte coletivo, são elas:

Av. Modesto de Carvalho, Av. Santos Dumont, Av. Anhanguera, Av. Afonso Pena, Av. Dr. Celso Maeda, Av. Osvaldo Cruz. Rua Benjamin Constant e Av. Perimetral Norte ( a implantar).

 

c - Vias coletoras são aquelas que servem de ligação entre as vias Arteriais e as vias locais dos bairros, distribuindo o fluxo de veículos nos bairros, também servem de ligações entre dois ou mais bairros, e também apresentam equilíbrio entre fluidez de tráfego e acessibilidade, possibilitando sua integração com o uso e ocupação do solo, e são próprias para operação do transporte coletivo, são elas:

Av. Equador, Av. Sul Goiana, Av. Rio de Janeiro, Av. Castelo Branco, Rua Padre Felix, Rua Marechal Deodoro, Av. JK, Rua 7 de Setembro, Rua Goiás, Av. Trindade, Rua João Manoel de Souza, Av. Itarumã, Av. João Paulo II, Av. Walter Barra, Av. Tancredo Neves, Av. Duque de Caxias, Av. Beira Rio, Rua Paranaíba, Av. Furnas, Av. Francisco Domingos da Costa, Av. Dr. Édson Rodrigues da Rocha, Av. Central, Av. Washington Luiz, Av.Sinhozinho Andrade Ribeiro, Av. Tabelião Bartolomeu Dias da Rocha, Rua João Ribeiro Filho, Rua Rio Verde, Rua Flausino D. da Costa, Rua Minas Gerais, Rua Tiradentes e Av. Itumbiara.

 

d - Vias locais são aquelas que têm como função distribuir o fluxo de veículos pelo interior das quadras, de características de baixa velocidade de tráfego e pequeno volume de veículo, com intensa integração com o uso e ocupação do solo, principalmente com os residenciais. São constituídas pelas demais vias da cidade.

Com o objetivo de melhorar as conexões viárias da cidade foram propostas as seguintes intervenções na malha:

 

1   - Vias Arteriais - visando a estruturação das vias Arteriais no sentido Norte-Sul, foram potencializadas algumas ligações já existentes, mas sem uso intensivo, tais como: Rua João Ribeiro Filho, e estrada de terra em seu prolongamento Norte e Av. Celso Maeda. Também foram reforçadas as já consolidadas como Av. Modesto de Carvalho ( sentido Noroeste).

No sentido Leste-Oeste foram propostas a criação da Av. Perimetral Norte (projeto em fase de consolidação), aproveitando a faixa de domínio das linhas de transmissão de energia, bem como o fortalecimento das Avenidas João Paulo II, Itarumã e Afonso Pena ( a de maior fluxo da cidade). Ainda , no sentido Leste-Oeste foi proposta a execução de uma via margeando o fundo de vale do afluente do Ribeirão Trindade, imediatamente ao Norte da futura Av. Perimetral Norte esta via terá característica de delimitadora do espaço construído em relação ao espaço natural de fundo de vale, conformando-se como uma via verde; exemplo também proposto margeando o Córrego Água Suja, na porção Oeste da Macrozona.

1  Valorizar a conexão viária da cidade com a GO 419, através da Av. Afonso Pena, na região Leste da cidade.

 

2     Desenvolver projetos de adequação geométrica das vias Arteriais às características funcionais das mesmas, no sistema de circulação viária.

 

3  - Estabelecer parâmetros de abertura para novas vias dos loteamentos a serem implantados.


 

a.    estabelecer na Lei de Parcelamento diretrizes de integração viária, entre os bairros, a serem estabelecidas pelo órgão de planejamento municipal, quando do projeto de novos loteamentos;

b.    garantir a continuidade da malha viária urbana à projetada.

 

 

4  - Estabelecer parâmetros de perfis e largura de ruas e avenidas, conforme suas características (arteriais, coletoras e locais), de forma a evitar conflitos de usos entre trânsito de “passagem” e de “destino”, bem como entre veículos e pedestres;

a - definir critérios de sinalização, dimensões, áreas de estacionamento, linhas de transporte coletivo para as vias conforme sua característica;

b -estabelecer critérios facilitadores de uso do solo, de modo a valorizar as centralidades lineares.

c - requalificar o desenho de algumas rótulas de conexão localizadas nas principais vias de características Arteriais (projeto de engenharia de trânsito), tais como as localizadas na av. Afonso Pena e outras; de modo a tornar melhor a fluidez dos fluxos de trânsito, bem como garantir a segurança dos pedestres;

5      - Reavaliar fluxos de veículos que circulam pelo Centro, desviando os fluxos de passagem para outras vias;

a.    Estabelecer novas conexões entre as avenidas que passam pelo Centro da cidade de modo a criar novas ligações para trânsito de passagem:

a.1  Afonso Pena Benjamin Constant Santos Dumont

a.2  Paranaíba Beira Rio Major Rogério Afonso Pena

a.3  Afonso Pena Goitacazes Itarumã Modesto de Carvalho

a.4  Tancredo Neves Osvaldo Cruz Tupinambás João Paulo II

 

6    - Redesenhar conforme normas de geometria viária os pontos de conflito identificados no sistema viário:

b.    Av Beira Rio com Av. Água Suja;

c.     Av. Sul Goiana com Modesto de Carvalho e com Av. Equador;

d.    Rótulas de conexão na Av. Afonso Pena;

e.    Rua Paranaíba com Av. Anhanguera;

f.      Rua Osvaldo Cruz com Av. Afonso Pena;


 

Obs.: os programas e projetos relativos à engenharia de trânsito e remodelação do sistema viário da cidade deverão ser desenvolvidos pelo órgão competente da administração, em colaboração com o órgão de planejamento do município, de forma a conciliar fluxos e usos nos eixos viários.