domingo, 9 de agosto de 2020

A COVID-19 EM ITUMBIARA CHEGA A UM MIL CONTAGIADOS E JÁ CAUSOU 16 ÓBITOS EM 2020

 MAIS MULHERES SÃO CONTAGIADAS E A DOENÇA É MAIS LETAL PARA OS HOMENS

Rio Paranaíba no Centro Histórico de Itumbiara 


O município de Itumbiara atingiu neste sábado (08/08) o número de 1001 infectados pelo novo coronavírus segundo o Boletim da Vigilância Epidemiológica do município, 15 pessoas morreram de covid-19 no período da pandemia (Segundo boletim da Secretaria Estadual de Saúde, o número chega a 16). Foram nove homens e seis mulheres.  A semana epidemiológica fechou com número de 174 novos contágios, sendo o recorde semanal desde o dia 20 de março, quando os boletins começaram a ser publicados. Embora com maior número de infectados na semana, não houve óbitos confirmados, mas dois casos foram para investigação.

O comportamento dos números semanais pode levar a interpretação que o município chegou ao pico do número de infecções, já que é mantido há três semanas. 


A maioria das mortes se concentra na faixa etária acima de 60 anos e o número de infectados tem maior incidência nas pessoas com idades entre  30 e 49 anos. Os números mostram ainda que as faixas etárias que estão ficando mais em isolamento tem menores indices  de infecções, como crianças e adolescentes até 19 anos, que representam 25% da população e 6,5% de contágios.


veja os principais números da covid-19 em Itumbiara





sábado, 8 de agosto de 2020

MORRE LORDELINO COSTA, O SENHOR NEGO DO VARZEANO EM ITUMBIARA

 Senhor Nego em foto de 2012 no Goiasinho - organizador do Varzeano de Itumbiara

Morador do Bairro Planalto, desde da década de 1960 que participava do futebol amador em Itumbiara, seja comandando seu time, o último chamava Grêmio, ou organizando o Torneio Varzeano. A edição de número 52, chegou a começar neste ano, mas foi paralisada devido a Pandemia do novo coronavírus.  O seu meio de transporte era uma carroça, onde transportava e comercializava adubos orgânicos há muitos anos. Apesar da idade já avançada, não parava nem de participar do futebol amador, nem de  andar pelas ruas da cidade com seu meio de transporte. Muito popular e querido dos praticantes do futebol amador em Itumbiara, faleceu neste sábado em Itumbiara no Hospital São Marcos. 

Senhor Nego, chegando ao Estádio do Goiasinho


O transporte de Sr. Nego em mais um evento no JK

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

AS DEZ MARAVILHAS DE ITUMBIARA - NONA - OS PALÁCIOS

PALÁCIO 12 DE OUTUBRO, DAS ÁGUAS E DA CULTURA
Palácio 12 de outubro - sede do governo municipal a partir de 2009

A Prefeitura do Município de Itumbiara teve sua primeira sede na  antiga Rua do Comércio, hoje Marechal Deodoro, onde sediaria mais tarde o primeiro clube recreativo, na antiga Santa Rita do Paranaíba. A partir de 1925, o intendente Sidney Pereira de Almeida  mudou a sede para o prédio, onde hoje é a sede do CPT - Clube do Pequeno Trabalhador, locado ao município para funcionamento de uma escola municipal. Na década de 1960, a sede do município inicialmente funcionava no local que se tornou a Praça Pedro Ludovico, junto ao Ribeirão Trindade, que foi demolido devido as enchentes constantes na área. No governo Sebastião Xavier Júnior foi construída o Palácio Castelo Branco entre 1967 e 1969 na Praça da República. A última sede, que é o Palácio 12 de outubro, foi o Hotel de Furnas na década de 1970, que foi cedido ao município e adaptado entre 2006 e 2009 para ser a nova sede do governo municipal.

Vista aérea do Palácio 12 de outubro





PALÁCIO DA CULTURA

No ano de 2005, Zé Gomes da Rocha conseguiu, junto ao governo do estado de Goiás, um prédio na área central e no seu planejamento deveria sediar a Biblioteca Municipal, o Museu Municipal e Academia Itumbiarense de Letras e Artes, assim como a sede da Secretaria Municipal de Cultura, fato que se concretizou no Centenário da cidade de Itumbiara.

            Antes de investir R$ 150 mil para fazer as adaptações para receber os novos órgãos, a Biblioteca Municipal estava improvisada em um prédio da Igreja Católica na Praça da República e o Museu e Academia funcionavam na Casa de Cultura que necessitava de reformas, que pelo alto custo (R$ 500 mil), não foram realizadas até o ano de 2018.

O prédio tem 2 pavimentos, sendo no térreo utilizado pelo Museu Major Militão Pereira de Almeida e sede da Academia Itumbiarense de Letras e Artes. O primeiro pavimento localiza a Biblioteca Municipal e no segundo pavimento encontra-se vazio a espera de uma reforma. A área é de 631,42 m2, sendo a frente pela Rua Santa RIta com 27,30 m e no lado da Praça Pedro Ludovico 18,75m.

Até 2009, a Biblioteca Municipal funcionava em prédio locado na Praça da República. A AILA - Academia Itumbiarense de Letras e Artes e o Museu, estavam sediados na Casa de Cultura, antiga casa de visita de Furnas.

 





PALÁCIO DAS ÁGUAS - NA ORLA DO RIO PARANAÍBA
O projeto da Praça das águas que conta com o Palácio das Águas e também uma praça em frente uma universidade no final da Avenida Beira Rio, faz parte do projeto de revitalização da Avenida Beira Rio, feito em 2006, cuja obra foi inaugurada em 2009. O local foi concebido para o estudo da água na região. Sedia a Secretaria de Turismo e já contou com a escola de saneamento básico da Saneago na Região.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

AS DEZ MARAVILHAS DE ITUMBIARA - OITAVA - AS PRAÇAS PÚBLICAS NA ÁREA CENTRAL

PRAÇA DA REPÚBLICA, BANDEIRA E SEBASTIÃO XAVIER
     Praça da República - revitalização de 2017

Praça da República

Itumbiara/GO, município brasileiro localizado no interior do Estado de Goiás, na divisa com Minas Gerais, situa-se ao sul da capital Goiânia na distância de 205 quilômetros e 411 quilômetros da capital federal, Brasília. O município é considerado o portal de entrada do estado de Goiás e possui 104.742 habitantes (IBGE 2019). Por esta situação, o município é um polo de turismo regional, sobretudo gastronômico, cultural, de saúde e de negócios. A cidade tem forte influência comercial e turística e recebe diariamente um grande número pessoas de cidades vizinhas do Estado de Goiás e do Triângulo Mineiro que procuram nela serviços ao acessarem o centro comercial, opções de passeio, atividades culturais e de entretenimento disponibilizados pelo município. Entre os principais pontos turísticos se destacam: Orla do Rio Paranaíba com Calçadão, Palácio das Águas, Torre do Farol e Quiosques, Museu Municipal e Sacro, prédio do Palácio da Cultura., monumentos tombados pelo Iphan como a Ponte Afonso Pena, Represa da Usina Hidrelétrica de Furnas, Catedral de Santa Rita de Cássia e Praça da República (construída  inicialmente como Largo da Igreja Matriz no século XIX, por onde se iniciou o povoamento do município, Praça Getúlio Vargas em 1934 e finalmente Praça da República a partir da década de 1950. Segundo dados da Associação Comercial e Industrial do município, Itumbiara recebe cerca de 100 mil turistas por ano. Fazem parte do calendário de eventos turísticos no município como evento principal a festa Junina denominada Arraiá no mês de junho com mais de 40 mil visitantes. Na Praça da República são realizados eventos turísticos como desfiles cívicos na comemoração de aniversário da Independência do Brasil em setembro e da instalação do Município em outubro,  Feira de artesanato durante o ano, apresentação de bandas, festas da Padroeira da Cidade em maio, Semana da Pátria, Exposição Regional de Orquídeas, Cantata de Natal, Palco das Artes com apresentação artísticas  em dezembro. A Praça da República está localizada na região central da cidade a 100 metros da Avenida Beira Rio. Em 2017 sofrreu alterações na fonte luminosa, piso, instalações elétricas, instalações hidráulicas, pintura, novos banheiros, palco de eventos  e serviços de paisagismo e iluminação. A execução da obra em 2017 de Revitalização da Praça da República no Centro Histórico de Itumbiara buscou solucionar problemas no âmbito do turismo relacionados com a trafegabilidade, acessibilidade e melhorias do ambiente.  As intervenções foram na área total de 9.239,30 m2 no interior da praça, no espaço do Largo da Matriz de Santa Rita de Cássia, com  coordenadas geográficas entre o ponto definido pela Latitude/Longitude: a) Rua Padre Florentino com inicio: -18.419015/-49.215534 e Rua Prefeito Antônio Joaquim Silva com término: -18.419472/-49.217281 e b) Rua Padre Felix com inicio: -18.419421/-49.215269 e Rua Prefeito Antônio Joaquim Silva com término -18.419421/-49.215269.

 

 ARQUITETURA DA PRAÇA DA REPÚBLICA

Para melhor conhecer a principal praça do município de Itumbiara, apresentamos o texto da arquiteta Nayara Guimarães, quando da conclusão do curso de graduação em arquitetura e urbanismo em 2019 pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU

 

“Em 1934, o Prefeito Municipal Sidney Pereira de Almeida, autorizou a construção do primeiro Jardim Público da cidade, onde se localiza a atual Praça da República. O projeto do jardim foi planejado pelo engenheiro Dr. Eduardo Figueiredo Mendes, considerava a instalação de um carneiro hidráulico, para servir a praça e a população; além de contar com um coreto, canteiros e calçamento. Este espaço foi entregue em 23 de junho de 1935, em grande festa

Em homenagem ao Presidente Getúlio Vargas, a praça recebeu seu nome, por ordem do Prefeito. O local possuía canteiros retilíneos, que se curvavam de acordo com a implantação do coreto, gerando caminhos alternativos, com diferentes aplicações da vegetação. Os bancos, aparentemente, foram inseridos posteriormente, quando a vegetação se encontrava mais desenvolvida. Eram dispostos nas passagens laterais da praça de forma que ficassem intercalados, quando voltados para a rua, trazia o olhar do usuário para o que acontecia nos arredores da praça, e quando para dentro da mesma, volta o olhar a observação da paisagem com maior tranquilidade

O desenho posterior, datado de 1948, modificou os caminhos existentes, tornando os canteiros mais largos e mantendo o coreto. As árvores de grande porte localizadas ao centro, foram substituídas por arbustos, mas as que circundavam o ambiente foram conservadas. Observa-se também que a Igreja tinha sua fachada voltada para a Rua Padre Félix, dando “as costas” para a Praça.

Mais adiante, em 1967, sob a responsabilidade do prefeito Sebastião Xavier Júnior, e pelo traçado de João Jorge Coury, afamado arquiteto da região responsável pelo traçado da Praça Tubal Vilela em Uberlândia – MG; que tendo estudado as obras de Oscar Niemeyer tem como grande influência a arquitetura moderna (RODRIGUES, 2018). A entrega do projeto foi marcada para o dia doze de outubro, aniversário da cidade, onde recebeu o nome de Praça da República.

Na imagem observa-se o grande avanço de modernização da Igreja Matriz, que agora volta sua fachada para a Praça. Não se tem registros quanto ao responsável pela reforma da Igreja, portanto, não se pode afirmar que o arquiteto também interviu nesse local. Em suma, no projeto da Praça da República, implanta-se pedra portuguesa, intercalando o padrão preto e branco utilizado também em uma de suas praças de Uberlândia, a praça Nossa Senhora Aparecida, um ano antes (GUERRA, 1998). A presença da fonte, também é um grande elemento de modernização, pois seu traçado moderno tornava-se inovador para a cidade. A presença de banheiros também pode ser observada na construção à direita, na Figura X. Bancos retilíneos também delimitavam o desenho da praça.

Em 1990 ocorreu uma reforma na Praça da República, e nas demais praças da cidade, sendo este um feito do Prefeito Dr. Luiz Moura. A iluminação foi modernizada e a fonte pintada. Novos canteiros foram acrescentados, agora com desenho circular, inserindo-se palmeiras-imperiais em seu paisagismo. Os banheiros passaram a ser implantados na parte subterrânea, na mesma localização.”

Acrescenta-se que em 2009, no governo de Zé Gomes da Rocha, a praça recebeu iluminação especial que também  foi estendida a igreja. Até a revitalização de 2017, constava esta obra de implantação de nova iluminação.

Nayara Guimarães, segue em seu trabalho de conclusão de curso,  comentários sobre a Praça da República:

“As memórias foram destruídas e deram lugar para uma grande placa metálica que manteve o ambiente fechado por aproximadamente dois anos. A pedra portuguesa foi substituída por blocos de concreto. A praça foi totalmente nivelada, mas o meio fio contava com altura superior a 18cm, prejudicando o acesso de pedestres

 

O novo projeto fez uma modificação no percurso da Rua Marechal Deodoro, possibilitando um caminho para a entrada de ônibus, contando com dois pontos de espera para os usuários. Entretanto, eles nunca foram utilizados, pois não contaram com estudo de insolação, logo, a presença de sol direta prejudicava a espera no local. O projeto, de modo geral, não foi concluído por irregularidades (PMI, 2017)

Como solução para a questão de acessibilidade, a praça foi novamente derrubada, agora sob ordens do Prefeito José Antônio, em 2017. Com planos de revitalização, fora contratada uma equipe de engenheiros e arquitetos, seus nomes não constam em nenhum quadro de honrarias no local, mas foi informado o nome de Sérgio Nagata pela PMI (2019) como feitor da obra. O novo projeto tinha como objetivo ser entregue no dia do aniversário da cidade, assim como os demais. A praça seguiu nivelada, mas foi ajustada de acordo com as recomendações do Plano Diretor. Esse projeto inclui implantação de banheiros, paisagismo, troca de piso, rebaixamento de meios-fios e palco para apresentação culturais. Os canteiros localizam-se apenas na parte lateral da implantação; mas devido ao espanto da população quando o projeto foi apresentado, pela não retomada de arborização no novo projeto, implantaram algumas palmeiras que ultrapassam o canteiro.

Como registrado anteriormente, o novo projeto teve uma preocupação quanto aos eventos que ali se realizam, gerando inclusão deles em seus traços, por meio da implantação de palco, espaços abertos para apresentações, etc. Logo, se faz oportuno relatar um dos mais marcantes eventos anuais que acontece no local há anos, a “barraquinha”. No desenho, a partir de 1990, a praça era fechada com placas metálicas, ou bambu, para a realização da Barraquinha, feita pela Igreja Santa Rita de Cássia. Esse evento é anual, e acontece no período de festas juninas, tendo duração de aproximadamente duas semanas. A festa se destina a grupos específicos, e por se tratar de uma barreira (tanto física, quanto social), impede a circulação de estudantes, trabalhadores e pessoas que usam os serviços de banco. Durante os anos de desuso da praça (entre 2016 a 2017), o evento se transferiu para o “Capim de Ouro”, na Avenida Beira Rio, e mesmo com a reforma atual, não retornará para a Praça. É importante destacar que o palco implantando no projeto de 2017, está sendo utilizado para apresentações de escolas de redes públicas, dando continuidade a intenção do mesmo método aplicado no desenho de 1990. Portanto, pode-se afirmar que o local tem relações bem delineadas e que as atividades antes restritivas, estão sendo eliminadas com o passar do tempo, devido ao entendimento dos governantes e da própria sociedade. Assim, surge a noção de pertencimento.”

Outras fontes:

PEREIRA, Sidney. Itumbiara, um século e meio de história. Itumbiara: Terra, 1997.

RODRIGUES, Jussara. Da Ausência de Preservação do Patrimônio Histórico das Praças Centrais de Itumbiara (GO). Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Geografia), UFG, Catalão, 2018.


PRAÇA SEBASTIÃO XAVIER

   Fonte luminosa da Praça Sebastião Xavier

Nas décadas de 1950 e 1960, o local era utilizado como campo de futebol sem gramado e foi cedido ao clube de futebol do Nacional, que fez uma troca com o município e construiu o Estádio Paranaíba, deixando este local entre as ruas Jacinto Brandão e João Manoel de Souza para a construção de uma Praça, que teria sido construída no governo de Ataíde Borges entre 1970 e 1972. Em frente ao local funcionou o segundo prédio da Prefeitura do Município desde 1925 até a mudança para as imediações da Avenida Trindade e Rua Santa Rita.

Inicialmente o local tinha a denominação de Praça São Sebastião e teve a mudança para o nome de Sebastião Xavier, lider político local das décadas de 1930 a 1960.

No governo José Gomes da Rocha entre 2005 e 2008, foi realizada uma revitalização com troca de iluminação e colocação de irrigação, mas não foi possível funcionar a fonte luminosa, pois não se conseguiu um meio de evitar o vazamento de água, sendo necessária a troca da fonte.

Alunos da rede municipal de itumbiara em evento na Praça Sebastião Xavier

Nos dias atuais, há um projeto e recurso obtidos para reformas na praça que se encontra em péssimo estado. Pretende-se com a revitalização da Praça Sebastião Xavier promover e oferecer um espaço com mais conforto, embelezamento e propiciar um ambiente agradável para os nossos para os  turistas de toda região do Sul de Goiás e até do Triângulo Mineiro, que se deslocam para Itumbiara para utilização do rico comércio regional, festividades e utilização da área de serviços. O número de turistas  aumentam a cada ano devido a localização estratégica de Itumbiara e sua posição de polo comercial e de serviços numa região habitada por mais de 300.000 mil pessoas. Turistas que vem até Itumbiara para visitar o município,  atraídos principalmente pela Orla do Rio Paranaíba que é dentre os pontos turísticos do município, o mais visitado, por possuir áreas para embarcação, torre do farol,  quiosques, praças de esportes. O local está no rol de  pontos turísticos, que conta ainda com Palácio da Cultura, Museu Major Militão Pereira e Almeida e a Praça da República, onde se localiza o mais antigo prédio da cidade que a a Paróquia de Santa Rita de Cássia, construída no ano de 1856 e que é muito visitada. Na Praça Sebastião Xavier, onde se pretende fazer a revitalização, tem como evento principal a Feira Gastronômica Regional, criada para ser realizada anualmente e que conta com apresentação artística musical. A  praça também é um ponto de visitas e de encontros dos alunos da Rede Publica de Ensino e outras instituições que celebram eventos cívicos e culturais, como a semana da Pátria. O Município de Itumbiara encontra-se no Roteiro Turístico de Goiás, onde muitas pessoas passam por esta praça que está na rota do Centro Histórico e da Orla do Rio Paranaíba, na qual se encontra em condições precárias, fato que não desperta a atenção e conforto dos turistas. Esta revitalização com instalação de luminárias nova pista de passeio, bancos e paisagismo, terá um papel de grande importância Tornado a Praça Sebastião Xavier,  um dos melhores pontos turísticos de Itumbiara,  aumentando ainda mais o fluxo de turistas no município. 

Concha da Praça Sebastião Xavier

Praça da Bandeira

Interior da Praça da Bandeira

Construída no primeiro governo de Ataíde Borges, entre 1961 e 1965, a Praça da Bandeira é o local tradicional da cidade, onde anualmente se faz a troca do pavilhão nacional e da bandeira de Itumbiara. Foi revitalizada em 1990, 1999 e 2019 e se encontra em bom estado de conservação. Ligada ao centro histórico da cidade, se localiza logo após a Rua Santa Rita, nas imediações do Palácio da Cultura. Faz ligação também com o início da Avenida Afonso Pena, que liga o centro da cidade a BR 153.

Praça da Bandeira - início da Avenida Afonso Pena

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

AS MARAVILHAS DE ITUMBIARA - SÉTIMA - JK, KARTÓDROMO E TEATRO COLISEU



AS PRAÇAS DE ESPORTES E O TEATRO MUNICIPAL
     Estádio JK - Abril de 2008 - ano do título do Itumbiara no campeonato goiano de futebol

ESTÁDIO JUSCELINO KUBSTCHECK

Em setembro de 1975, no governo de Modesto de Carvalho, começou a construção do Estádio Juscelino Kubstcheck de Oliveira em Itumbiara, com capacidade inicial para 30 mil torcedores.

Até a inauguração do novo estádio em 10 de outubro de 1976, a equipe do Itumbiara utilizava o Estádio Paranaíba, com capacidade para 3 mil pessoas.

A Revista Placar número 287 de 26 de setembro de 1975, por meio do repórter Batista Cardoso, anunciava que dentro de um ano, a cidade de Itumbiara teria o novo estádio para 40 mil pessoas, com custo estimado de   15 mihões de cruzeiros.  Segundo obra de Getúlio Lima sobre o prefeito Modesto de Carvalho, a obra teria demorado 12 meses e teria custado 5 milhões de cruzeiros, recursos próprios do município.

No projeto constava: 5 vestiários, 8 cabines de transmissão, Tribuna de Honra, Estacionamento para 1 mil vagas, pista de atletismo, 4 bares, 16 sanitários. O novo estádio não teria alambrado e sim um moderno fosso, disse o repórter.

Após inaugurado em 10 de outubro de 1976, o Estádio já no governo Radivair Miranda Machado recebeu a obra de cobertura em  cadeiras cativas e tribuna de honra.

Em 2007, no governo Zé Gomes da Rocha, o Estádio foi reformado e no final do ano teve a troca da grama Boiadeira para Bermudas. Foi neste mesmo ano, com a contratação do técnico Paulo César Gusmão, que o Estádio recebeu melhorias em seus vestiários, orientadas pelo treinador.

Em 2011 e 2012, nova reforma recebeu o estádio e teve seu estacionamento asfaltado

Jogo do centenário de Itumbiara em 2009 – reportagem do Globo Esportes

Com capacidade para 30 mil pessoas, o estádio JK fica numa região mais afastada do centro da cidade, mas não tão longe para quem vai de carro. Em volta, há comércio ambulante, como na maioria dos estádios, e bastante espaço para estacionamento de carros. Logo na entrada é possível perceber que é simples, mas bem cuidado.

O gramado, apesar de sofrer com os treinos diários do Itumbiara, apresenta boas condições para um jogo de futebol. Não é um tapete como Ronaldo esteve acostumado na Europa, mas é melhor, por exemplo, do que das casas de clubes da primeira divisão nacional. Um fosso separa a arquibancada do gramado.

A maior parte da arquibancada é descoberta. Apenas as cadeiras numeradas é que contam com cobertura. Nesse espaço ficam também as cabines de imprensa e a tribuna de honra.

Leandro Canônico – globoesporte.com  04/03/2009


Após vistorias do Corpo de Bombeiros Militar e em atendimento ao Estatuto do torcedor, o estádio teve sua capacidade fixadas para 14455 pessoas sentadas.

Também conhecido pela população como “estádio JK“, é o maior da cidade de Itumbiara e foi inaugurado no ano de 1976. Com capacidade para 14.455 pessoas, ficou marcado pelo retorno do Ronaldo Fenômeno aos gramados, no ano de 2009, após ficar 387 dias sem jogar, em uma partida entre Corinthians e o Itumbiara.



KARTÓDROMO INTERNACIONAL ITUMBIARA

   Kartódromo Internacional Dr. Henrique Santillo


                 O Kartódromo Internacional de Itumbiara, que leva a denominação de Dr. Henrique Santilo,  foi construído pelo estado de Goiás no governo Henrique Santilo, quando o município de Itumbiara tinha como titular na secretaria de esporte estadual Paulo Serrano Borges. A área foi desapropriada em janeiro de 1988, conforme texto a seguir:

"Art. 1º - Fica declarado de utilidade pública para fins de desapropriação, o terreno particular com a área de 62.200 m2 (sessenta e dois mil e duzentos metros quadrados) - situado na zona urbana da cidade de Itumbiara, neste Estado, localizado no imóvel denominado "FAZENDAS ÁGUA SUJA E TRINDADE", de propriedade de BARTOLOMEU DIAS DA ROCHA, com as medidas e características seguintes: "começa no marco nº 01, cravado na esquina da Avenida Francisco Domingos c/ a Rua Projetada, confluência da Rua Princesa Izabel e Av. Tabelião Bartolomeu Dias da Costa, até o marco nº 02, com o AZ 33º40'00", na distância de 200,00 metros de frente, pela Avenida Francisco Domingos da Costa, daí, segue à esquerda até o marco nº 03, dividindo-se com terras de expropriado, com o AZ 303º40'00", e a distância de 311,00 metros; daí, segue à esquerda até o marco nº 04, com o AZ 213º40'00" e distância de 200,00 metros; confrontando-se com terras do expropriado; daí, segue à esquerda até o marco inicial, com o AZ 123º40'00", e distância de 311,00 metros, confrontando-se com a Rua Projetada".

Em abril de 1990, recebeu a denominação de  Kartódromo Internacional de Itumbiara.

Em março de 1996, o então deputado Paulo  Serrano Borges apresentou projeto de lei para denominar o Kartódromo de Miguel Francisco Borges. A lei foi aprovada em julho de 1996. 

Com a morte do ex-governador Henrique Santilo em 2002, o Kartódromo teve o nome alterado para Dr. Henrique Santilo.

No ano de  foi Autorizada a Cessão de Uso para o município de Itumbiara, conforme texto a seguir:

  " Artigo 1º - Fica o Chefe do Poder Executivo autorizado a transferir ao Município de Itumbiara, mediante termo de cessão de uso, a título precário e gratuito, o Ginásio de Esportes Arco-Íris e o Kartódromo Internacional, ambos naquele Município e pertencentes ao Estado de Goiás, localizados, respectivamente, na Avenida Modesto de Carvalho, esquina com a Rua Dom Pedro I, no loteamento Nossa Senhora Aparecida, com área de 18.338,40m², e na Fazenda das Águas Sujas e Trindade, com área de 62.200 m2.
Artigo 2º -  Os imóveis referenciados no art. 1º desta Lei somente poderão ser utilizados para suas finalidades específicas, ficando o Estado de Goiás com o domínio dos mesmos, podendo retomá-los, com a conseqüente revogação automática do ato de cessão de uso, caso haja descumprimento por parte do cessionário das condições estipuladas, ou, se assim o exigir o interesse público.

O TEATRO DE ITUMBIARA

Teatro Maria Pires Perillo

O Teatro Maria Pires Perillo tem a capacidade para receber 1000 (mil) convidados sendo o 1º Teatro do Sul Goiano aberto à sociedade para realização de eventos, uma piscina semiolímpica e Ginásio de Esportes ocupando espaço de 2.215,85 m2, sala de dança e uma brinquedoteca.

Desde 2005, o prefeito de Itumbiara Zé Gomes da Rocha pretendia construir um local de apresentações que chamaria de "o Coliseu" no local denominado no passado de "Capim de Ouro", que teve o nome informalmente alterado para Espaço de Arraiá. Como não havia recursos disponíveis, a obra só começou em 2009 e foi anexada à Escola Municipal José Gomes Pereira. A obra foi inaugurada em junho de 2013, no governo Chico Balla. O então idealizado do teatro, prefeito Zé Gomes da Rocha, assim manifestou em 2016 sobre o local:

"Construímos o maior colégio do estado, a Escola Zé Gomes, com coliseu, ginásio de esportes, piscina olímpica, lago, todas as frutas do cerrado, 32 salas de aula, praça de brinquedos, além de laboratórios de informática e de ciência e um teatro para 1.200 pessoas sentadas. É o único teatro de Itumbiara"

  Parte interna do teatro


AS DEZ MARAVILHAS DE ITUMBIARA - SEXTA - O AEROPORTO E A PONTE ENGENHEIRO CYRO GOMES DE ALMEIDA

VIAS DE ACESSO A ITUMBIARA POR AR E PELA BR 153
     Aeroporto Municipal - construído em 1975 por Furnas e cedido ao município por mais 35 anos




O AEROPORTO MUNICIPAL FRANCISCO VILELA DO AMARAL fica no final da Av. Itumbiara, no extremo sul da cidade, a cerca de 2,5 km do centro. Este aeroporto também é conhecido com Aeroporto da Hidrelétrica de Itumbiara.

A cidade de Itumbiara localiza-se 210km ao sul de Goiânia, tendo como principal via de acesso a rodovia BR-153. O aeródromo situa-se 2km ao sul da cidade pela Avenida Itumbiara, pavimentada e em bom estado de conservação. Na direção da cabeceira 18 e adjacências, a ocupação predominante é urbana. Na direção da cabeceira 36 e nas laterais, o uso do solo é rural, sendo que a presença do Rio Paranaíba próximo a esta cabeceira atua como excelente divisor de áreas, garantindo uma boa preservação do entorno. Desta forma, considerando o disposto na Constituição Federal, em seu Título III, Capítulo IV, Artigo 30, Item
VIII, recomenda-se à prefeitura municipal o rigoroso controle da ocupação do solo no entorno do aeródromo, a fim de evitar a interferência futura na atividade aeronáutica pelo envolvimento da malha urbana. A topografia na região do aeroporto é plana, apresentando leves ondulações  

·         SIGLAS: ITR (IATA) - SBIT (ICAO)

COORDENADAS GEOGRÁFICAS:  Latitude - 18° 26′ 42″S – Longitude - 49° 12′ 51″ W

·         PISTA: Asfaltada com 1750 m de comprimento por 30 m de largura e a 497 m de altitude

·         OPERAÇÃO: Diurna e noturna por aproximação visual

·         STATUS: Perante a ANAC, este é um aeroporto privado

·         EMPRESAS AÉREAS: Não há nenhuma empresa operando voos comerciais regulares neste aeroporto

O Aeroporto Municipal de Itumbiara que pertence ao governo federal e foi cedido para o município por mais de 30 anos, tem projeto pronto para receber obras do governo federal que visa o aumento de sua capacidade e operação de voos regionais.
O município de Itumbiara fez parte do projeto lançado em 2012 em que 270 aeroportos foram selecionados para se colocar mais de 32 milhões de pessoas a uma distância de 100 km com um aeroporto com voo comercial. Deste total, 40 já receberam obras e estes 28, em que está incluído Itumbiara vai receber melhorias e intervenções para receber aviões de médio e grande porte. O processo de ampliação foi paralisado com a mudança do governo federal a partir de 2016.

O aeródromo, que tem uma pista de 1.750 metros de extensão e de 30 metros de largura, hoje, é usado apenas para aviões de pequenos porte. O terminal ocupa uma área de cerca de 15 alqueires, num dos locais mais valorizados de Itumbiara. Em 2013, o município de Itumbiara tentou junto a Furnas a transferência e futura desapropriação para construção em outra área junto ao segundo distrito industrial do município, mas o processo não avançou e segue pertencendo a União e cedido ao município por 30 anos, a partir de 2012.


A PONTE CyRO DE ALMEIDA

  Ponte Cyro de Almeida - Divisa de Goiás e Minas Gerais

Obra iniciada no governo JK (1958) e inaugurada no governo Jânio Quadros (1961)

Governo de Goiás - Mauro Borges PSD

Governo de Itumbiara - Ataíde Borges - UDN

Construída no Rio Paranaíba, em substituição a antiga Ponte Affonso Penna, que ocorreu durante a transferência da capital do Brasil do Rio de Janeiro para Brasília DF, em 1960. A ponte teve início da construção em 1958, em 1961 inaugurou-se a Ponte JK, que levou o nome de seu construtor, anos depois a Ponte passou denominar Ponte Cyro Gomes de Almeida. 

O trecho na divisa que conta com a rodovia BR 153 duplicada, necessita de uma segunda ponte, cujo projeto estava sendo feito pelo DNIT.


A rodovia BR 153, inaugurada em 1 de fevereiro de 1959, teve sua pavimentação concluída no ano de 1974. É a principal ligação do Centro-Oeste e do Meio-Norte do Brasil (Pará, Amapá, Tocantins e Maranhão) com as demais regiões do país. Regiões metropolitanas como a de Goiânia e de Brasília a utilizam como principal corredor de escoamento. A Ponte Engº Cyro Gomes de Almeida sobre o Rio Paranaíba, iniciada em 1958 e inaugurada em 1961, foi construída em estrutura de concreto em substituição à antiga Ponte Affonso Penna construída em ferro (1909), quando da transferência da capital do Brasil do Rio de Janeiro para Brasília. Atualmente, a duplicação da BR 153 na região sul de Goiás e Norte de Minas Gerais, encontra-se totalmente concluída, restando a executar apenas as obras de duplicação da ponte sobre o Rio Paranaíba, objeto do presente estudo. Não foi necessário o estudo de novas alternativas de traçado tendo em vista que a rodovia já se encontra duplicada, com as desapropriações executadas, aguardando a implantação da nova ponte lateralmente a existente.

Segunda Ponte

O empreendimento tem o objetivo de complementar as ações em curso para a BR 153 com a construção da 2ª Ponte sobe o Rio Paranaíba, regularizando o trafego no local onde atualmente apenas a 1ª Ponte encontra-se operando em mão dupla e cujos acessos, com tráfego advindo dos Estados de Goiás e Minas Gerais, encontram-se com as obras de duplicação concluídas. As obras previstas visam proporcionar a melhoria física da via e, com isto, oferecer maior segurança ao usuário, promovendo maior agilidade de deslocamento entre os municípios/estados interligados pela via e estimulando o desenvolvimento socioeconômico da região, entre outros benefícios à população.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA O empreendimento situa-se na divisa entre Goiás (Município de Itumbiara) e Minas Gerais (Município de Araporã), no trecho e subtrecho indicados a seguir:

• Rodovia: BR-153/MG/GO • Trecho: - Goiás: Div. TO/GO – Entr. BR-452(B) (Div. GO/MG) (Itumbiara) - Minas Gerais: Entr. BR-452 (B) (Div. GO/MG) – Entr. MG-226 (P/ Canápolis) • Subtrecho: - Goiás: Entr. BR-154/452(A)/483 – Entr. BR-452(B) (Div. GO/MG) (Itumbiara) - Minas Gerais: Entr. BR-452(B) (Div. GO/MG) – Entr. MG-226 (p/ Canápolis) • Extensão: 278,0 m • Código do PNV: 153BMG0790 – 153BGO0770

O empreendimento se insere no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, sendo o recurso orçamentário proveniente da LOA 2012, conforme rubrica de nº 26.121.2126.20 UA.0001 – Estudos, Projetos e Planejamento de Infraestrutura de Transportes. De acordo com dados do Projeto Básico (Tabela 1), o orçamento total projetado para a obra é de 25.477.801,47 (vinte e cinco milhões quatrocentos e setenta e sete mil oitocentos e um reais e quarenta e sete centavos), sendo passível de atualizações de acordo com a variação normal no preço de serviços e materiais.

Trata-se de uma obra com projeto desenvolvido para construção de obra de arte especial na modalidade de balanços sucessivos, com comprimento total de 280,0m e largura de 12,80m, mais 193 m de rodovia projetada para encaixe da ponte com a pista existente no início e 196,136 m de rodovia projetada no final para encaixe da ponte nova com pista existente. Será mantido o greide da ponte existente (paralela), com rampa de entrada de 3,72% e rampa de saída de 3,10% e, na travessia da ponte, rampa mínima de 0,31% localizada em tangente entre duas curvas circulares suaves de raios grandes. A superestrutura é projetada em forma de seção caixão com duas vigas principais de altura variável e espessura constante igual a 45,0 cm. A largura do tabuleiro acomoda duas pistas de rolamento para um único sentido de tráfego, um acostamento, uma faixa de segurança e uma passagem de pedestres, barreiras de segurança e guarda-corpo metalico. A mesoestrutura, nos pilares centrais, é composta de dois pilares paredes, com 1,0 m de espessura por 6,80 m de largura, engastados na superestrutura. No apoio do lado de Goiás, devido a existencia de rocha aflorando na superficie, não há pilar e a superestrutura é diretamente apoioda em sapata corrida, engastada na rocha. No apoio do lado de Minas Gerais, a superestrutura é apoiada em par de pilares de espessura de 0,70 m e largura variavel. A infraestrutura é formada por tubulões, com exceção do apoio do lado de Goias, com parte a ar comprimido e parte a ceu aberto, com cravação em solo e em rocha. A cravação dos tubulões em rocha se deve a dois motivos principais: devido às cargas elevadsas oriundas do tubuleiro, que tem vãos livres de 75,0 m, 130,0 m e 75,0 m, ao baixo grau de recuperação da rocha, com valores de 10, 20 e 30%. A nova ponte tem os vãos modulados de acordo com a ponte existente, que também foi construída na modalidade de balanços sucessivos. Neste projeto, optou-se por balanços sucessivos por constituírem alternativa mais economica em relação a vãos estaiados. A seguir são apresentados a planta e perfil do Projeto geométrico (folha de conveções) e do Projeto de Obra de Arte Especial (locação das fundações, corte longitudinal em elevação, corte longitudinal em planta) - Figura 1 a Figura 3.

Fonte: Relatório de Controle Ambiental – DNIT

Autoria: MRS Estudos Ambientais


domingo, 2 de agosto de 2020

AS DEZ MARAVILHAS DE ITUMBIARA - QUINTA - AS FESTIVIDADES DO ARRAIÁ E DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

ARRAIÁ EM JUNHO DESDE 2005 E FESTA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS EM AGOSTO E  QUE TEVE INÍCIO EM 1960
     ARRAIÁ DE ITUMBIARA - FESTA JUNINA NO CAMPIM DE OURO

O município promove anualmente umas das maiores festas juninas do Centro Oeste Brasileiro, denominada de Arraiá, que faz parte do calendário cultural e turístico do Estado de Goiás, atraindo milhares de pessoas de várias regiões no espaço para eventos, localizado próximo as margens do Rio Paranaíba. O evento que chegará a sua 16ª Edição em 2020, é de livre acesso, tem vasta programação com artistas de todo o Brasil e reúne todas as entidades filantrópicas e assistenciais do Município que oferece aos Turistas comidas típicas da região.

A ideia do Arraiá surgiu com o prefeito Zé Gomes já a partir de 2005. Ao seu estilo de não fazer reuniões, ideia como essa, nascia e era implementada de imediato. Foi assim com o Arraiá. Dele viria a influência de gostar de grandes shows e foguetes. Das festas juninas, constavam na programação, além das comidas típicas, os shows e os foguetes, o casamento comunitário no Arraiá, o pau de sebo, as danças tradicionais de origem francesa das quadrilhas de escolas, empresas e as tradicionais de Goiânia. Uma criação especial era o Banco Central do Arraiá, com a moeda Réis de circulação obrigatória no evento.

  

O amigo Cleuber Cardoso justifica a ideia pelo fato de não haver nenhuma festa comemorativa no calendário festivo de Itumbiara, como o carnaval. Mas a principal justificativa era de criar a oportunidade de ampliar o relacionamento com as autoridades locais, do estado e do Brasil naquela grande festa.

            O formato não era santo, porque não tinha qualquer alusão aos santos festejados pela Igreja Católica, Santo Antônio, São João e São Pedro. Também não era pagão, pois nasceu junto com um gesto de solidariedade com instituições sociais e filantrópicas da cidade, que trabalhariam na produção de comidas típicas e arrecadariam recursos para  suas atender suas necessidades. Essa aproximação com as entidades sociais teria uma participação especial da então Secretária de Turismo e diretora de iluminação pública, engenheira Isbéria de Toledo, que participou diretamente na montagem da primeira edição. Ela faleceria após um ano no governo.

Como justificativa oficial, o evento tem o objetivo principal de oferecer à população umas das maiores festas juninas do Centro-Oeste brasileiro, denominada de Arraiá, que faz parte do calendário cultural e turístico do estado de Goiás. Atrai mais de 100 mil visitantes de várias regiões no espaço para eventos, localizado próximo às margens do Rio Paranaíba. O evento, que já foi realizado em catorze edições desde 2005, é de livre acesso, tem vasta programação com artistas de todo o Brasil e reúne todas as entidades filantrópicas e assistenciais do município, com oferta aos turistas de um vasto cardápio de comidas típicas da região e vários shows artísticos com cantores de renome nacional e danças típicas juninas. Assim, diante do exposto, justifica-se a solicitação do apoio à realização do evento Arraiá para facilitar a promoção e desenvolvimento do turismo regional.

Assim como no futebol, ao instituir e manter o Arraiá, Zé Gomes era cuidadoso na realização do evento e sempre estava munido de pesquisas qualitativas e quantitativas sobre tudo que fazia. Colocava todo ano no relatório, o que a população achava da realização do evento e a aprovação sempre era superior a setenta por cento. Já na época havia os contrários, que chegou a ter o número de cinco por cento por alguns anos, mas retornou aos índices históricos de trinta por cento. Um dos argumentos dos contrários à realização do evento é que os recursos do Arraiá deveriam ser utilizados na Saúde.

O Contraponto não era difícil, pois enquanto se gastava R$ 1 milhão na área de Turismo e Cultura com o Arraiá, na Saúde eram aplicados sempre mais do que quinze por cento dos tributos, ou 30 vezes mais do que no Arraiá. Até nos dias atuais, os contrários seguem com os mesmos argumentos, mas a festa segue com aprovação da população e os dois governos subsequentes de Chico Balla e Zé Antônio a mantiveram no calendário festivo do município.

Uma das marca do evento está na geração de recursos para entidades filantrópicas. Um exemplo que vem do ano de 2005 ilustra como era muito difícil a situação econômica e financeira das entidades sociais do município. O Núcleo de Apoio aos Pacientes de Câncer (Napci) lutava com dificuldades para custear uma Van que levava os pacientes para Goiânia e era cobrada a participação de R$ 10 de cada paciente para viabilizar o transporte. Veio o Arraiá e um programa de parcerias que passou por quatro governos e continua firme.

            Para fazer o evento, já em 2005, Zé Gomes pavimentou o antigo Capim de Ouro[1], preparou o pau de sebo, pintou as áreas para dança de quadrilhas e o maior espaço era reservado para barracas com alimentação e bebidas, de responsabilidade das entidades filantrópicas. Montava-se o Banco Central para a venda de Réis, moeda circulante no evento e montava uma série de fogueiras pela Avenida Beira-Rio. A fazendinha era construída na entrada e um camarote principal para as autoridades. Outro camarote de exploração comercial era montado para as empresas de Itumbiara. Contratava-se a segurança do evento e as merendeiras diariamente ofereciam o tradicional quentão. Os shows reuniam cantores de renomes do Brasil, conforme demonstrado abaixo, com dados referentes aos anos de 2006 a 2009.

Para fazer o Arraiá, primeiro os shows eram planejados, que a custo de 2009, o valor de contratação chegava a R$ 700 mil. Entre as atrações, inicialmente destaca-se Dominguinhos, que esteve nos eventos de 2007 e 2008. Sempre presentes entre 2007 e 2009, as duplas Mato Grosso e Matias, Milionário e José Rico e Cristian e Ralf. Frank Aguiar também fez parte da relação de shows em 2007 e 2009. Jorge e Matheus, no início da carreira, estiveram nos eventos de 2008 e 2009. Nos primeiros shows, Lindomar Castilho também foi presença em 2007 e 2008. Em 2008, a relação contou ainda com Rio Negro e Solimões, Teodoro e Sampaio, Guilherme e Santiago. No ano de 2009, Roberta Miranda esteve presente. O forró esteve presente com Graziela e Mulekes do Forró, o Bonde do Forró, Sidney do Forró e o conjunto Barra de Saia. As mais famosas Quadrilhas de São João da cidade de Goiânia também se faziam presentes, assim como as Congadas de Catalão.

Para completar a organização da festa, eram contratados brinquedos, a Fazendinha logo na entrada com animais, som, telão, arquibancadas, segurança, banheiros químicos, chapéus e sombrinhas. Uma parte da receita do evento vinha da cobrança de camarotes, organizados por grandes empresas e os recursos eram aplicados no transporte, hospedagem e alimentação dos cantores.



[1] Parte da área pertence ao município entre a Avenida Beira-Rio e Ribeirão Trindade – altura da torre do Farol. Inicialmente, Zé Gomes planejava construir ali o Coliseu, que seria um grande Teatro e que foi construído ao lado da Escola José Gomes Pereira.




   Procissão fluvial de Nossa Senhora das Graças - início nas pilares da antiga Ponte Afonso Pena

A Procissão de Nossa Senhora das Graças, realizada há 60 anos, não deverá ocorrer este ano em Itumbiara, devido a Pandemia do novo Coronavirus. Iniciada em 1960, os principais momentos da festa são a novena a Nossa Senhora das Graças que acontece todos os dias e a procissão fluvial com a missa de encerramento no último dia da festa. A data da procissão fluvial sempre coincide com a festa litúrgica da Assunção de Maria que, no Brasil, é transferida para o domingo seguinte. Além da parte religiosa, há igualmente a parte social da festa com barraquinha de comidas típicas e leilão de prendas doadas pela comunidade.

De acordo com o pároco, padre Luis Fernando Alves Ferreira, o que povo mais consome na festa são os produtos de milho: pamonha e chica doida. Depois outro produto típico de Itumbiara, o caribó. Para que tudo aconteça a contento, mais de 300 voluntários se revezam dia e noite na preparação da novena e das comidas.

Durante a semana aconteceu a novena todos os dias, a parte social da festa com a barraquinha e shows com artistas locais nos finais de semana.

Histórico da romaria fluvial

Não conheço os primórdios históricos da Igreja e da Paróquia Nossa Senhora das Graças . Quando morei em Itumbiara, ante os anos de 1959 e 1961 havia uma rústica capela, na saída para Minas, às margens do Paranaíba. Tive a oportunidade de rezar missa nessa capela que era cuidada pela dona Maria, esposa do Sr. Floriano de Carvalho, na ocasião, prefeito da cidade.

Sobre a origem da procissão fluvial: Em 1958, o velho Pároco de Itumbiara, Pe. Florentino Bermejo, entregou ao senhor Arcebispo de Goiânia o pedido de demissão das atividades pastorais como pároco de Santa Rita do Paranaíba. Em 1959, o sr. Arcebispo Dom Fernando Gomes dos Santos nomeou o Pe. José de Souza Lima pároco de Itumbiara.
Monsenhor Lima foi ordenado padre em 1950. Antes de vir para Itumbiara, tinha sido vigário em Orizona e em Palmeiras, cidades do Estado de Goiás. Exerceu profícuo ministério na cidade e no extenso município de Itumbiara. Depois de ter preparado toda a infra-estrutura para a criação da Diocese local e depois da posse do 1º Bispo Dom José Versiani Veloso, voltou à Goiânia, sua diocese de origem. Atualmente, com 85 anos, mons. Lima ainda está na ativa, atendendo aos habitantes do Parque Estrela D’alva, na periferia da cidade de Luziânia.

No 2º ano de sua gestão, em 1960, a criatividade apostólica do Mons. Lima voltou-se para o Rio Paranaíba que banha a cidade. Por que não aproveitar o que a cidade tem de mais bonito, o Rio, e transformá-lo num instrumento de evangelização e de louvor ao Criador?
Aproveitou o ensejo da festa de Nossa Senhora das Graças e realizou a 1ª procissão fluvial, no Paranaíba. Debaixo da devoção de Nossa Senhora das Graças, toda a comunidade era chamada a louvar a Criador pelo insigne dom da água, fonte de toda vida.

Como foi a 1ª procissão fluvial da festa de Nossa Senhora das Graças, o sr. Jardim, gerente do Banco do Brasil, tinha uma lancha muito bonita. As senhoras da comunidade armaram um belíssimo altar nesta lancha. A Imagem de Nossa Senhora veio trazida em procissão da capela até as margens do rio e foi colocada no altar da lancha. A 1ª procissão contou com a lancha-andor, com uma embarcação onde ficaram os músicos da banda, outra embarcação com os encarregados dos foguetes e também contou com mais embarcações de pescadores.

Ao chegar ao cais, na virada do rio, uma grande multidão esperava o pequeno comboio. A pequena imagem da Virgem era estimulada pela eloqüência com vivas e lenços brancos.
Da lancha, a imagem passou para um andor preparado numa caminhonete e, numa bonita carreata voltou à sua capela.

Quem presidiu esta 1ª procissão conduzindo a Imagem desde a saída até a volta para a capela foi o Pe. Nelson Rafael Fleury.

Como cooperador, ajudava o Mons. Lima no atendimento da paróquia, por isso o Mons. Lima confiou-lhe esta histórica tarefa de presidir aquela despretensiosa manifestação de fé. Uma simples procissão aquática, que cresceu e hoje se tornou referencia turística do Estado de Goiás.

Que tudo seja para maior glória de Deus!

Monsenhor Nelson Rafael Fleury

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