domingo, 2 de agosto de 2020

AS DEZ MARAVILHAS DE ITUMBIARA - QUARTA, A ORLA DO RIO PARANAÍBA

AVENIDA BEIRA RIO - TORRE DO FAROL - PRAÇA DAS ÁGUAS
   Orla do Rio Paranaíba - a partir da Torre do Farol

Autoria do Projeto: Fernando Teixeira Arquitetos associados em parceria com Barbieri & Gorski Arquitetos Associados

 

A orla do Rio Paranaíba é o elemento referencial urbano da cidade de Itumbiara. Porém, o tratamento urbanístico e paisagístico existente até 2006 não valorizava suas qualidades, fazendo-se necessária uma intervenção para que a população se apropriasse do lugar com mais frequência.

Dessa forma, procurou-se identificar alguns elementos referenciais que marcariam o lugar, como: um farol, um Centro Gastronômico, um repuxo d’água dentro do Rio e um deck para atividades náuticas. Integrando esses elementos referenciais foram projetados percursos com passeios apropriados para exercícios aeróbicos e estações de ginásticas, além de praças, repuxos d’água, playground, skates, esculturas e pérgolas.

Além dos aspectos de lazer e recreação, foi desenvolvido uma atividade de educação ambiental relacionada com a água na  Praça da Água. A atividade de educação ambiental será completada com um passeio de barco, que se tornará a grande atração turística da cidade.

O projeto de revitalização da orla foi desenvolvido por uma equipe composta de urbanistas, arquitetos e arquitetos paisagistas junto à secretaria municipal de planejamento do município no período de 2005 a 2006. O projeto partiu da decisão da Prefeitura Municipal, de recuperar, no âmbito de seu território administrativo, o rio e sua orla. Este movimento gerou ainda uma negociação da prefeitura de Itumbiara com a administração estadual de Minas Gerais no sentido de criar um parque estadual na margem direita do rio, mineira, e que integra atualmente uma fazenda de propriedade privada, que apresenta um potencial paisagístico de grande interesse para a cidade de Itumbiara e região.

A Avenida Beira ria já contava em 2005 com uma emenda de R$ 910 mil para a revitalização. O projeto seria iniciado em 2006 com a conquista de uma emenda de bancada de R$ 9,8 mi e a obra seria entregue no centenário da cidade em 2009. Uma renomada equipe de arquitetos foi contratada para fazer o projeto em 2006.

Planejamento e arquitetura paisagística

Local

Itumbiara – Go

Ano do Projeto

2005/2006

Autores

Arqª. Maria Cecília Barbieri Gorski
Arqª. Maria Cecília Martins Souza
Grupo Quatro Arquitetura

Memorial Descritivo

Projeto de recuperação de um trecho da orla do Rio Paranaíba, em Itumbiara-Go. Resultou na criação de um parque linear, visando a apropriação dessa área pela população conectando-a com o rio.

 

 

 A BEIRA RIO NA HISTÓRIA

               Segundo pesquisa de estudantes do curso de História da UEG, Davi Siqueira, Minéia Catalogo e da Professora Ivonilda Lemes, a discussão sobre a construção da Avenida Beira-Rio ocorreu desde 1955 na Câmara Municipal, mas coube a Modesto de Carvalho dirigir como prefeito a execução do projeto em seu governo entre 1973 e 1976. Logo depois, no governo seguinte de Radivair Miranda Machado, novos investimentos no paisagismo da Avenida foram realizados. Modesto de Carvalho era o prefeito do município quando da inauguração em 12 de outubro de 1976.

Já em 1997, depois de mais de 20 anos da construção, o Governo Cairo Batista fez a primeira intervenção na Avenida desde o Ribeirão Água Suja até o Ribeirão Trindade. A obra foi inaugurada em 12 de outubro de 1999.

            Durante o governo Luiz Moura (PSDB), a obra teve mais uma etapa com pouco mais de 500m.  É justamente neste local que foi construído o farol.

Por meio de uma emenda da bancada parlamentar goiana de mais de R$ 11 milhões, o governo José Gomes da Rocha completou o trecho do calçadão ao longo de 2km da orla do Paranaíba.


OBJETIVO DO PROJETO

O município de Itumbiara está inserido na bacia hidrográfica do rio Paranaíba, integrante da Região Hidrográfica Paraná-Paraguai, tendo o rio Paranaíba como seu corpo hídrico principal, que banha a região sul da cidade definindo a divisa dos estados de Goiás e Minas Gerais. A bacia do Paranaíba apresenta grande potencial energético, sendo que uma das usinas acionadas por suas águas, a de Furnas, se localiza no município de Itumbiara. A bacia vem sendo impactada pelas usinas hidrelétricas; por atividades agropecuárias que poluem as águas; pelos efluentes não tratados, ou não devidamente tratados de atividades industriais, domésticas, de mineração e de depósitos de resíduos sólidos urbanos; pelo desmatamento de suas margens e p e pela drenagem urbana que resulta dos altos índices de impermeabilidade do solo. A cidade de Itumbiara, cuja população é de aproximadamente 86.500 habitantes, dos quais 95% na zona urbana, apresenta forte ligação com o rio, que a qualificando em termos de identidade e de condição paisagística. A orla do Paranaíba é apropriada pela população principalmente para atividades esportivas, de recreação e lazer. Muito da atratividade turística da cidade de Itumbiara está relacionada ao rio, como a pesca, as atividades náuticas e a tradicional procissão fluvial de Nossa Senhora das Graças, no segundo domingo de agosto. O Rio Paranaíba é um marcante elemento referencial urbano, comprimido pela área urbanizada. A avenida Beira Rio, implantada ao longo da orla do rio vem recebendo edificações que tendem a “sufocar” sua área de domínio. O projeto de revitalização da orla (a ser apresentado em etapa posterior), além de atender à demanda funcional, propôs-se a estabelecer alguns elementos referenciais na paisagem urbana, tanto para o usuário de terra quanto para o usuário da água. METODOLOGIA E INFORMAÇÕES UTILIZADA S - O projeto de revitalização desenvolvido estruturou-se metodologicamente a partir dos parâmetros do Plano Diretor, das demandas explicitadas pela população em seminários e das exigências da legislação das APPs de cursos d’água. No capítulo do Plano Diretor que trata dos recursos hídricos e meio ambiente, esta preocupação aparece: “Por outro lado, a bacia vem sofrendo intenso processo de antropização sem observância de princípios de sustentabilidade, o que vem determinando acelerada degradação ambiental... Para reverter os danos oriundos desta condição, é necessário o planejamento e a gestão integrada dos recursos ambientais, em especial da água, tendo a bacia hidrográfica como unidade básica de gestão. A região necessita também de recuperação do passivo ambiental estabelecido.” “Meio Ambiente, Diretriz - 1: Valorizar, recuperando e protegendo, os recursos naturais e o patrimônio construído. A população de Itumbiara nas diversas reuniões demonstrou preocupação com a ação do homem sobre o meio ambiente, principalmente, com a poluição crônica de suas águas superficiais e com a destruição de sua vegetação natural. Esta preocupação da sociedade estabelece para o Plano Diretor a dimensão cultural com respeito à sustentabilidade ambiental. Este fato determina que as ações propostas em favor do meio ambiente não poderão ser somente restritas à sua proteção. O Plano Diretor, ao contrário, propõe ações transversais relativas à habitação, desenvolvimento econômico, mobilidade e novas urbanizações. São, portanto domínios setoriais que deverão respeitar o meio ambiente na forma proposta pelo eixo estratégico do meio ambiente.”

O Plano Diretor indicou a revitalização da orla e a recuperação das águas do Paranaíba como um projeto especial, levando em conta o resultado dos seminários e debates realizados com os representantes da sociedade civil presentes às reuniões para sua elaboração, ocasião em que detectou-se nitidamente a importância do rio como o marco de identidade urbana, Ao dar início ao projeto, de posse de levantamento planialtimétrico e fotos aéreas, e em visitas de reconhecimento, verificou-se que área existente entre o leito do rio e a avenida Beira Rio apresenta declividade variável, sem remanescentes da mata ciliar original, com a presença de vegetação arbórea disposta em manchas esparsas e forração de gramíneas. Nos trechos mais planos havia a presença de algumas edificações invadindo as áreas de APP. A intervenção proposta previu a remoção destas edificações, respeitando os parâmetros definidos pela APP que balizaram o desenvolvimento do projeto ao estabelecer os limites de permeabilidade do solo na faixa lindeira ao rio e a característica dos equipamentos possíveis de serem implantados. PRINCIPAIS QUESTÕES - As definições estritas das APPs: - orientam as diretrizes projetuais, porém não asseguram a proteção dos corpos d’água se não houver um envolvimento das políticas públicas e dos órgãos responsáveis pela administração pública no cumprimento de fiscalização eficiente evitando invasões ou desmatamento; - não garantem vitalidade a esta áreas, não previnem o seu abandono (que gera temor aos usuários potenciais e que acabam por não freqüentá-las); - não apresentam, por si só, a necessária flexibilidade e grandeza no acolhimento de propostas que abarquem a peculiaridade de cada lugar, prendendo-se a regras e minúcias muitas vezes restritivas ao potencial do projeto. “...a reabilitação ambiental das APPs urbanas deve ter como princípio fundamental a criação de um sentido de lugar, de um espaço onde é possível exercer a cidadania, privilegiando projetos e desenhos urbanos que estejam interrelacionados aos processos naturais dos rios e dos sistemas de áreas verdes. Assim é possível conciliar a promoção da qualidade de vida à conservação dos recursos naturais.” (SERVILHA, E.R., RUTKOWSKI E.W., DEMANTOVA G.C., FREIRIA R.C. 2006, p.5 e 6) REFLEXÕES - A legislação é um marco regulatório de extrema importância na valorização da qualidade ambiental e na busca de um desenvolvimento urbano equilibrado. No entanto, a conquista efetiva da requalificação dos espaços urbanos integrados ao patrimônio ambiental se dará a medida em as diversas instâncias de decisões se articularem visando ao avanço na gestão do desenvolvimento ambientalmente responsável.

Maria Cecília Barbieri Gorski - gorski@ajato.com.br Arquiteta e urbanista pela Universidade Mackenzie - São Paulo, formada em 1976. Cursando o Mestrado em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie a partir de fevereiro de 2006. Sócia diretora desde 1981 da Barbieri & Gorski Arquitetos Associados S/C LTDA, especializada em projetos de lazer e arquitetura paisagística. Foi professora de Paisagismo e Controle Ambiental da Pontifícia Universidade Católica - Campinas, SP de 1979 a 1985, e presidente da ABAP - Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas, no período de 1995 a 1999

 PARTES DA ORLA - Outubro 2009


PRAÇA DAS ÁGUAS - Praça e Palácio das Águas

   Palácio das águas



LARGO DOS JATOS - Dança das águas - inaugurado com a revitalização em outubro 2009


TORRE DO FAROL - inaugurado em outubro 2015





AS DEZ MARAVILHAS DE ITUMBIARA - TERCEIRA, O LAGO E A USINA HIDRELÉTRICA DE ITUMBIARA

    USINA HIDRELÉTRICA DE ITUMBIARA - ENTRE ARAPORÃ-MG E ITUMBIARA
  
Usina Hidrelétrica de Itumbiara
O ecoturismo é o grande responsável pelo turismo de Itumbiara, um dos caminhos para o desenvolvimento da cidade, isso caracteriza-se pelas vantagens competitivas da localidade neste quesito, com um destaque maior para o lago da Represa do Rio Paranaíba, que possui profundidades de 521,20 metros, uma área inundada de 778 km² e um volume total de 17 bilhões m³. Isso corresponde a 2 Baias da Guanabara.

O Reservatório Hidrelétrico de Itumbiara (UHE Itumbiara) e seu entorno, totalizando uma área de 2.025 km². Está localizado sob a coordenada 18º 25’ S e 49º 06’ W, na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás entre os municípios de Araporã (MG), no Triângulo Mineiro, e Itumbiara (GO) (Figura 3.1).

O reservatório de Itumbiara foi formado pelo represamento do Rio Paranaíba, inundando também parte dos seus dois principais afluentes, o rio Corumbá (GO) e o rio Araguari (MG). Possui forma dendrítica, com 778 km² de área inundada e 17 bilhões de m³ de volume de água (FURNAS, 2014). O período de enchente vai de Novembro a Maio e o de vazante de Junho a Outubro, com variações no nível d’água de até 10m ao longo do ano (CURTARELLI, 2012). A UHE de Itumbiara é a maior usina em capacidade de geração de energia do Sistema Furnas, com capacidade instalada de 2.082 MW em operação desde 1980 (FURNAS, 2014). Está localizada no trecho da bacia do rio Parnaíba, classificado como Médio Parnaíba, integrando um sistema de usinas hidrelétricas dispostos em cascata ao longo de todo o curso do rio Paranaíba e, posteriormente, no rio Paraná, na união com o rio Grande, na divisa dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, sendo uma região do país de elevado potencial hidrelétrico. O bioma no qual a área de estudo está inserida é o cerrado, caracterizado como uma formação do tipo savana tropical de acentuada sazonalidade e antropismo, composto por um complexo vegetacional com formações campestres, savânicas e florestais (SANO et al., 2007). Conforme a classificação de Köppen, o clima na região se caracteriza por um regime tropical com dois períodos bem definidos, uma estação seca entre os meses de abril e setembro e uma estação chuvosa que se estende de outubro a março, com precipitação média mensal de 2 mm no período de seca e 315 mm no período chuvoso (CURTARELLI, 2012). A velocidade média do vento varia entre 1,6 e 2,0 m/s na estação chuvosa e chega a 3,0 m/s na estação seca, com direção do vento preferencialmente do setor sudeste (ALCÂNTARA et al., 2010; AMARANTE et al., 2001; AMARANTE et al., 2010). O relevo da região é caracterizado pela presença de planaltos com escarpas e planícies (AB’SABER, 2003), a altitude da área de estudo varia de 435 m a 920 m. Parte integrante da unidade morfoestrutural de áreas de planaltos e chapadas da bacia Sedimentar do Paraná, inserida na subunidade morfoestrutural do Planalto Setentrional da Bacia do Paraná (BRASIL, 1983)

https://repositorio.unifei.edu.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/149/dissertacao_cordeiro_2015.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Fonte: Thiago Lobão Cordeiro QUANTIFICAÇÃO DA COMPLEXIDADE DO RELEVO E SUAS IMPLICAÇÕES PARA PROPRIEDADES AERODINÂMICAS Dissertação aprovada por banca examinadora em 27 de março de 2015, conferindo ao autor o título de Mestre em Ciências em Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

  Barragem da Usina de Itumbiara

Dados da Usina - Furnas

Usina de Itumbiara - 2.082 MW


Com seis unidades em operação, totalizando uma capacidade instalada de 2.082 MW e localizada no rio Paranaíba, entre os municípios de Itumbiara (GO) e Araporã (MG), Itumbiara se constitui na maior usina do Sistema FURNAS. Em operação desde 81, esta obra foi marcada por uma sucessão de conquistas tecnológicas.

Sua construção teve início em novembro de 74 e, em abril de 80, entrou em operação comercial sua primeira unidade geradora. Apesar de condições atmosféricas adversas e do pioneirismo das unidades geradoras, consideradas as maiores do mundo em construção no início da década de 80, a Usina de Itumbiara foi projetada e construída rigorosamente dentro dos prazos estabelecidos nos cronogramas originais. A contribuição de firmas brasileiras no empreendimento foi de 97%, atingindo índices inéditos de nacionalização neste tipo de obra. No que diz respeito ao fornecimento de equipamentos principais, este índice chegou a 90%.

Em 97, pioneiramente em FURNAS, a Usina de Itumbiara passou a controlar, remotamente de sua sala de controle, a Usina de Corumbá, possibilitando que a mesma fosse desassistida. Um sistema de última geração em eletrônica digital e de fibras óticas “OPGW” interliga as duas usinas.


Dados técnicos


Barragem

  • Tipo: gravidade
  • Altura máxima: 106 m
  • Volume de concreto: 1,8 milhões m³
  • Volume de argila: 31,5 milhões m³


Reservatório

  • Nível normal de operação: 520 m
  • Nível de máxima cheia (nível máximo maximorum): 521,20 m
  • Nível de desapropriação: 522,2 m
  • Nível mínimo de operação: 495 m
  • Área inundada: 798 km²
  • Volume total: 17.000 hm³
  • Volume útil: 12.454 hm³


Tomada d'Água 

  • Comportas tipo vagão
  • Quantidade: 6
  • Largura: 8,83 m
  • Altura: 12,31 m
  • Fabricantes: Krupp (Brasil) - Krupp (Alemanha)


Vertedouro

  • Descarga Máxima: 16.000 m³/s
  • Compostas tipo setor
  • Quantidade: 6
  • Largura: 15 m
  • Altura: 9 m
  • Fabricantes: Badoni-ATB (Brasil) e ATB (Itália)


Casa de força 

  • Tipo: abrigada
  • Dimensão: 223 m x 25 m
  • Unidades geradoras: 6
  • Potência nominal por unidade: 347 MW


Turbinas

  • Tipo: Francis de eixo vertical
  • Diâmetro do rotor: 7,06 m
  • Fabricantes: J. M. Voith (Alemanha), Bardella, BSI e Voith (Brasil)


Geradores

  • Frequência: 60 Hz
  • Tensão nos terminais: 13,8 kV
  • Fabricantes: Gebsa (Brasil) e CGE (Canadá)
  • Transformadores: 19 (operação mais reserva)
  • Capacidade total em operação: 2.399,94 MVA
  • Relação de transformação: 13,8 / 525 kV
  • Fabricante: Tusa (Brasil)

sábado, 1 de agosto de 2020

AS DEZ MARAVILHAS DE ITUMBIARA - SEGUNDA - PONTE AFONSO PENA

INAUGURADA EM 1909, É UM DOS PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS DO MUNICÍPIO
      Em 1974, a Ponte Afonso Pena mudou de lugar em Itumbiara

Com 158 metros de cumprimento, a ponte tem estrutura de ferro. É fixa em dois pontos e sustentada por cabos de aço. Foi produzida na Alemanha e levada de ferro até Uberaba. O restante do trajeto foi feito por carros de boi até a antiga Santa Rita do Paranaíba [hoje Itumbiara], onde foi montada. Em 2005, a ponte ganhou iluminação especial, se tornando uma das imagens mais fotografadas da região. É na atualidade a mais antiga ponte pênsil em funcionamento do país.

Produzida na Alemanha, na primeira década do século XX, a ponte Affonso Penna desembarcou no Rio de Janeiro, de onde seguiu para São Paulo. De lá, foi para Jundiaí (SP) pela ferrovia São Paulo Railway.

Depois, pela estrada de ferro Mogiana, que cortava Minas Gerais, as peças foram conduzidas até Uberabinha, hoje Uberlândia (MG). A partir desse ponto, elas seguiram em carros-de-bois até o vilarejo de Santa Rita do Paranaíba, onde foi montada.

Anos mais tarde, a velha ponte já não suportava mais a demanda de veículos. Em função da construção da usina hidrelétrica de Furnas no Rio Paranaíba, uma nova ponte, maior e feita em concreto, nomeada Ciro de Almeida, foi construída para ser o novo elo entre Minas Gerais e Goiás. A ponte Affonso Penna ficaria então desativada.

                 Pilares da ponte na região do Caidor - Local original de montagem

Porém, em 1974, a usina precisava reativar a ponte em desuso para ligar a vila dos engenheiros, localizada do lado de Itumbiara, à vila operária, construída em Araporã. Por isso, a Affonso Penna teve que ser deslocada 2,5 quilômetros rio abaixo.

Para isso, toda a estrutura de ferro e de aço foi cuidadosamente desmontada, reformada e transportada rio abaixo por barcaças até o local onde seria novamente montada. Os novos pilares, os diques e os blocos da ancoragem foram todos executados em concreto armado.

O TOMBAMENTO

                 Local onde foi montada a ponte em 1909

A ponte Affonso Penna, considerada a mais antiga ponte pênsil do Brasil, que liga as cidades de Itumbiara (GO) e Araporã (MG), sobre o Rio Paranaíba, foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Cultural (Iphan), na tarde desta quinta-feira (29/11/2012). O tombamento foi definido em reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto no Edifício Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro (RJ).

Considerada um marco para a integração do Estado de Goiás à vida econômica do País, a ponte foi inaugurada em novembro de 1909. Ela significa a integração centro-sul na era da Revolução Industrial e, ainda hoje, é considerada um dos símbolos mais importantes da cidade de Itumbiara e de Goiás.
 
Foi por ela que entrou o primeiro automóvel no Estado, em 1916, quando um comerciante de Itumbiara levou para a cidade um carro e dois caminhões Ford para dinamizar o transporte de mercadorias.
 
Além disso, teve um papel preponderante nos projetos de interiorização do Brasil e da construção de Brasília. Cerca de 80% do material necessário à construção da nova capital passaram pela ponte para chegar ao canteiro de obras do Planalto Central.
 
São 158 metros de comprimento e 48 de largura, em uma estrutura de ferro e tabuado de madeira. Recebe o status de “ponte pênsil” por ser fixa em dois pontos e inteiramente suspensa por cabos de aço.
 
História
Produzida na Alemanha, na primeira década do século XX, a ponte Affonso Penna desembarcou no Rio de Janeiro, de onde seguiu para São Paulo. De lá, foi para Jundiaí (SP) pela ferrovia São Paulo Railway.
 
Depois, pela estrada de ferro Mogiana, que cortava Minas Gerais, as peças foram conduzidas até Uberabinha, hoje Uberlândia (MG). A partir desse ponto, elas seguiram em carros-de-bois até o vilarejo de Santa Rita do Paranaíba, onde foi montada. 
 
Anos mais tarde, a velha ponte já não suportava mais a demanda de veículos. Em função da construção da usina hidrelétrica de Furnas no Rio Paranaíba, uma nova ponte, maior e feita em concreto, nomeada Ciro de Almeida, foi construída para ser o novo elo entre Minas Gerais e Goiás. A ponte Affonso Penna ficaria então desativada.

Porém, em 1974, a usina precisava reativar a ponte em desuso para ligar a vila dos engenheiros, localizada do lado de Itumbiara, à vila operária, construída em Araporã. Por isso, a Affonso Penna teve que ser deslocada 2,5 quilômetros rio abaixo.

Para isso, toda a estrutura de ferro e de aço foi cuidadosamente desmontada, reformada e transportada rio abaixo por barcaças até o local onde seria novamente montada. Os novos pilares, os diques e os blocos da ancoragem foram todos executados em concreto armado (foto ao lado).  


A INAUGURAÇÃO
 Depois de vários anos de reivindicações do grupo político da cidade de Morrinhos, liderados pelo ex-presidente do Estado (atual  figura do governador) Xavier de Almeida e do deputado federal Hermenegildo Lopes de Morais Filho,  em 1908, o então presidente Afonso Pena resolveu atender os amigos também formados na Faculdade de Direito do Largo do São Francisco e mandou construir a ponte na Estrada Nova do Sul, que começou por picadas em 1830 e transporte por Balsa durante 79 anos, a pouco mais de 1,6 km do Porto de Santa Rita do Paranaíba (início da Rua Paranaíba).
A grande festa que era esperada para o ano de 1909, com a presença de Afonso Pena e também do presidente eleito em março de 1909, nascido em Santa Rita do Paranaíba em 1870, Hermenegildo Lopes de Morais Filho, mudou completamente  a partir de maio com o golpe político patrocinado por Leopoldo de Bulhões, Totó Caiado e mais alguns fazendeiros,  que inconformados com mais uma derrota eleitoral, não deixaram o Santarritense assumir o posto. As coisas pioraram com a morte de Afonso Pena em 14 de junho de 1909. Nilo Peçanha assumiu o governo, chamou Leopoldo de Bulhões para ministro da fazenda e Santa Rita do Paranaíba emancipou-se em 16 de julho de 1909. A turma de Totó Caiado e Leopoldo de Bulhões assumiram o poder em Goiás e a presidência do Estado de Goiás, mesmo tendo perdido as eleições. Santa Rita do Paranaíba foi instalada em 12 de outubro de 1909 e em 15 de novembro de 1909, quando o comando provisório do município estava com Jacintho Brandão, aconteceu a inauguração da Ponte Afonso Pena, esvaziada de autoridades pelo golpe político em curso.

"A crônica do Jornal "Correio de Uberlândia" intitulada - A inauguração da ponte Afonso Pena - assim descreve o grande acontecimento do século em Santa Rita do Paranahyba:
As gerações mais novas e os desinteressados não conhecem a importância da velha ponte Afonso Pena sobre o rio Paranaíba para o desenvolvimento de Uberlândia. A estrada de ferro chegou a Uberabinha em 1895. Constituiu-se no meio mais rápido de encontrar-se o Brasil Central com o eixo manufatureiro do país, mais o porto internacional de Santos.
Antes da estrada de ferro, viajantes e mercadores que demandavam a Província de Goyas, de Uberaba desviavam para Indianópolis ou para Santa Maria e não passavam por aqui. A chegada da Mogiana forçou essa passagem. No dia 15 de novembro de 1909, inaugurou-se a Ponte Afonso Pena sobre o rio Paranaíba por onde passou a escoar dois terços da produção do estado de Goiás.
Conheço duas versões que justificam sua construção. O historiador Hildebrando Pontes afirma que a ponte foi construída para arrefecer o ânimo dos triangulinos que estavam em intensa campanha para a emancipação da região, ou sua reanexação ao estado de São Paulo. Outra é a versão tradicional, oral, que diz que a sua instalação foi resultado de sugestão e empenho do Tenente Coronel da Guarda Nacional, José Theóphilo Carneiro junto ao seu compadre, o Presidente da República, Marechal Hermes da Fonseca.
Em 1912, Fernando Vilela fez a ligação desses dois pontos estratégicos por meio de uma pioneira estrada de rodagem. A primeira no Brasil Central e a primeira no país rumo ao oeste. Sobre esses três pontos assentaram-se os fundamentos da economia uberlandense.
A Ponte Afonso Pena, no entanto, esteve em vias de ser instalada em outro local, jogando diretamente no estado de São Paulo toda a produção goiana. Os empenhos dos deputados Afrânio de Mello Franco (de Minas Gerais) e José Xavier de Almeida (de Goiás), apoiados por uma campanha insistente do vereador João Severiano Rodrigues da Cunha (Joanico), por correspondência e artigos em jornais, conseguiriam definir que ela fosse montada em Santa Rita do Paranahyba (Itumbiara), num lugar conhecido como “Caídor”, a 1600 metros da Vila. Nesse local, antes, havia uma balsa. Para a travessia de uma boiada, esperava-se de sete a oito dias. Muitas reses se perdiam por afogamento. Por ocasião das enchentes, o trânsito se atrasava mais. As balsas desse tempo eram perigosas, constavam de algumas canoas sobre as quais se amarravam algumas pranchas de madeira.
Segundo um cronista da época, Santa Rita era um entreposto de considerável importância para o Sul de Goiás; com a construção da ponte, passava a ser um ponto de passagem obrigatória para pelo menos 70% dos produtos mercantilizados em e por Goiás. É de se pensar, hoje em dia, o que seria de Uberlândia se não houvessem instalado essa ponte em Itumbiara.
Compreendendo o valor da obra, Uberabinha ficou empolgada quando se anunciou a sua inauguração. Faltando alguns dias para a festa, o vereador João Severiano Rodrigues da Cunha, representando a Câmara, mais os empresários capitão Custódio Pereira, Carmo Giffoni e Antônio Custódio Pereira seguiram, a cavalo, para a Vila de Santa Rita acompanhando Nicodemos Macedo que era o representante do governador mineiro, Wenceslau Braz. Antes da inauguração, o Joanico visitou a obra e telegrafou orgulhoso para o jornal “O Progresso” dizendo apenas que atravessara a ponte, a pé, em companhia do dr. Diniz.
A festa começou cedo. Às cinco horas da manhã, os galos cantores de Itumbiara se espantaram com a salva de vinte e um tiros. Às quinze horas, imensa massa popular, mais duas bandas de música, foram até o escritório da comissão que construiu a ponte e de lá voltou com o dr. João Luiz Mendes Diniz à frente (homenageado com a avenida Engenheiro Diniz, no Bairro Martins). Foram para a Ponte. No meio dela, onde se separam os Estados, o cônego Theóphilo de Paiva (de Santa Rita), auxiliado pelo padre Francisco (de Monte Alegre), procedeu à bênção. Foram padrinhos do ato: João Severiano Rodrigues da Cunha, Custódio Pereira, Arlindo Soares Parreira, Antônio José Carlos Peixoto, Antônio Xavier Guimarães, Nicodemos de Macedo, Militão de Almeida, Jacinto Brandão e Francisco Olímpio de Paiva. Terminada a bênção, o engenheiro Diniz acabou de atravessar a Ponte seguido por autoridades e o povo numa soma aproximada de duas mil pessoas. Do lado mineiro, o dr. Diniz fez longo discurso.
Em seguida um escriturário da comissão de construção da ponte, Colombo Vasques, leu a ata da inauguração. Dada a palavra livre, o primeiro a usá-la foi o representante da Câmara uberabinhense, o Joanico (João Severiano). Em seguida, em nome do governo mineiro, falou o dr. Francisco Vieira de Oliveira e Silva. E mais o capitão e poeta Felizardo Fontoura e o major Olympio de Vasconcel.os (representando a Câmara e o povo de Monte Alegre). O governo goiano foi representado pelo coronel Antônio Xavier Guimarães e a Vila de Santa Rita pelo capitão Sidney de Almeida.
Diniz recebeu vários telegramas de Morrinhos, de Goiás, de São Francisco, de Monte Alegre e de Uberabinha. Os de Uberabinha vieram assinados um por empresários, líderes políticos e autoridades, e outro pelos empregados do comércio. No rancho onde se abrigaram as bandas de música, logo após a inauguração oficial, foi servido um “profuso copo de cerveja”, como se dizia na época, com vários brindes erguidos.
Curiosidades sobre a ponte: foi construída no sistema pênsil rígido com um vão livre central de 124m. Tinha o apoio de dois pilares com 2.000m3 de alvenaria que sustentavam 8 torres medindo 17,8m de altura, cada. Estes, sustentavam 14 cabos de aço com 221m cada e cada cabo sustentava 125 toneladas. Para testar a sua capacidade de sustentação, foi mantida uma carga de duzentas toneladas durante 24 horas sobre o estrado do vão livre. A ponte custou quinhentos contos de réis, cem só de carreto.
Após a inauguração, para comprovar sua resistência, transitaram ininterruptamente pela ponte 1.850 bois e 6 carros de bois carregados.
29. www.correiodeuberlandia.com.br/.../cronica_da_cidade.html – Antônio Pereira da Silva, do IAT – apis.silva@terra.com.br


Ponte Pênsil
Desconhecida na cultura ocidental, a ponte pênsil – com os princípios construtivos e cálculos estruturais – surge na cultura moderna em meados do século 19. Os registros fazem referência a uma ponte suspensa por correntes de ferro sobre o rio Pan-Po, na China, construída por um general no ano 65 da era cristã.


AS DEZ MARAVILHAS DE ITUMBIARA, EM GOIÁS - PRIMEIRA - O RIO PARANAÍBA

O RIO PARANAÍBA - ÁREA DE EXPANSÃO URBANA DA USINA HIDRELÉTRICA A ETE - ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO
     Rio Paranaíba em Itumbiara - Da pone Ciro de Almeida a Ponte Afonso Penna

O rio Paranaíba, cuja nascente ocorre no município de rio Paranaíba, na Serra da Mata da Corda, percorre cerca de 1.160 km até sua foz, no encontro com o Rio Grande, desde a cota 1.100 até o nível 328, nível este do lago da hidrelétrica de Ilha Solteira, barragem no rio Paraná, à jusante. Sua declividade média é de 0,495m/km.

Os principais tributários do rio Paranaíba em território mineiro são os rios Araguari, Tijuco, da Prata, Dourados, Perdizes, Bagagem, Uberabinha, Pouso Alegre, São Domingos, Capivara, Quebra Anzol, Misericórdia, Arantes, São Jerônimo, São Lourenço, do Peixe, Piracanjuba, Cocal, Douradinho, Monte Alegre, Babilônia, Bom Jardim, das Furnas, Mandaguari, Claro, Tamanduá, Salitre, Santo Antônio, São João, Santo Inácio e Preto.

O relevo da Bacia é marcado por altiplanos cuja altitude varia entre 1.000 e 1.100m, tais como o Planalto Central, região ocupada majoritariamente pelo Distrito Federal e cercanias de Anápolis, e pelo divisor de bacias localizado entre a Chapada da Ponte Firme e a Serra da Canastra, ambas no noroeste de Minas Gerais. Nesta parte montanhosa da Bacia, estão as principais nascentes dos rios de Planalto, tais como o rio Corumbá, o rio São Marcos e o Araguari. A região oeste da bacia consiste de um terreno geomorfologicamente mais uniforme, cuja altitude varia entre 900 e 600m, responsável pelas nascentes dos rios Claro, Verde, dos Bois e o Turvo.

A população da região é de cerca de 8,5 milhões de habitantes, sendo aproximadamente 92% em áreas urbanas. Esta ocupação abrange 193 municípios distribuídos por quatro Unidades da Federação: Goiás (133 municípios), Minas Gerais (83 municípios), Mato Grosso do Sul (4 municípios) e o Distrito Federal. A densidade demográfica da bacia é de cerca de 38 hab/km2. Esta população por sua vez está bastante concentrada nas regiões metropolitanas de Brasília e de Goiânia, onde vivem mais de 5 milhões de habitantes, quase 70% da população residente na Bacia.

Fonte: Atlas Digital das águas de Minas – disponível http://www.atlasdasaguas.ufv.br/paranaiba/resumo_paranaiba.html

A EXPEDIÇÃO DO PREFEITO DE ITUMBIARA EM 2008

Como marco especial do componente ambientalista no perfil do político e gestor de Zé Gomes, o historiador José Marcio Margonari cita como exemplo a realização da I Expedição do Rio Paranaíba, que foi planejada e executada em parceria com o Governo Federal, representado pelos assessores Alan Silva e Joédes Marques (ex-prefeito de Centralina). No mês de abril de 2008, Zé Gomes encarregou o então secretário de meio ambiente, professor José Márcio Margonari, de planejar a expedição e articular com vários setores do Governo Municipal e demais parceiros as providências necessárias à realização da citada expedição.

Além da participação de um grupo de servidores municipais, ocorreu a participação de várias embarcações da Marinha do Brasil (Capitania dos Portos), coordenadas pelo capitão de fragata Paulo Rogério Vaz, do senhor Adalberto Sousa e Silva, gerente regional da Saneago, da professora Noêmia Vieira (subsecretária regional de educação), do diretor Arno Frank Schropfer, professores e acadêmicos dos cursos de Agronomia, Biologia e Química do ILES/ULBRA, do comando da PM local, de Delúbio Soares, além dos prefeitos, deputados, vereadores, secretários e da entusiasta população dos municípios participantes.

Vale destacar que a prefeitura de Itumbiara, protagonista no planejamento, organização e execução da expedição, pois contava com um prefeito entusiasta, uma equipe numerosa e qualificada para os trabalhos, disponibilizou toda logística de transporte em terra (ônibus, caminhão munck, kombis, veículos...) e na água (embarcações), barracas para os pernoites e alimentação para os participantes.

 Entre o dia 16 de fevereiro a 01 de março de 2008, a expedição saiu da cidade de Rio Paranaíba (MG) (nascente) até Paranaíba e Aparecida do Taboado (MS), com 1.170 kilômetros, cujo percurso foi realizado com segurança e significativos resultados.

 Foram realizados durante a expedição diversos trabalhos de pesquisa, como análise da qualidade da água do Paranaíba e dos principais mananciais afluentes, mapeamento das matas ciliares e de coleta de água para irrigação, pontos de lançamento de esgotos domésticos em áreas urbanas e de agrotóxicos em áreas rurais, levantamentos das áreas de usos e de potencial turístico, visitas às usinas geradoras de energia hidrelétrica (Emborcação, Itumbiara, Cachoeira Dourada e São Simão) e exploração mineral ao longo do Paranaíba. Destaca-se que uma das ações mais efetivas foi o trabalho de educação ambiental realizado nos municípios e com os ribeirinhos, garantido através de palestras, concursos, plantios e soltura de peixes nativos da bacia hidrográfica do Rio Paranaíba.

A expedição durou 15 (quinze) dias, onde foi percorrido  todo o Rio Paranaíba, contou com cerca de 40 (quarenta) embarcações de diversos portes, representando aproximadamente 60 (sessenta) municípios dos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Como resultado ainda da expedição, destaca-se que foi concluído que o rio e seus afluentes tem papéis estratégicos para o país nos aspectos político, econômico, social e ambiental. Destaca-se a grande geração de energia hidrelétrica, o abastecimento de água para milhões de pessoas, bem como para a dessedentação de animais, o fornecimento de água para as grandes lavouras irrigadas, a importante exploração mineral e nas margens e em seu leito uma crescente exploração turística, especialmente nos reservatórios das usinas de Itumbiara, Cachoeira Dourada, São Simão e de Ilha Solteira (Rio Paraná).

Vale destacar ainda que do ponto de vista ambiental, segundo o professor José Márcio Margonari, o Paranaiba é um rio que inicia com um pequeno “fio d’água” e que logo se torna um rio estratégico para a região e para o Brasil. Os estudos mostraram uma grande variedade em termos de fauna e flora, com áreas extensas de matas ciliares preservadas.

Destaca-se também como resultado, que as comunidades ribeirinhas sabem a importância do rio para a prática da pesca extrativista e também para outros usos por essas comunidades.

Na expedição também constatou-se a oportunidade de contemplar as belezas naturais e a grande beleza cênica do Paranaíba. Um rio diverso que inicia tímido e que logo se torna caudaloso e esplendoroso em sua tortuosa caminhada de geração de muita riqueza e renda para essa região tão estratégica para as populações.

Zé Gomes participou de toda a expedição e assim pode testemunhar grandes belezas e importantes exemplos de preservação. Porém, presenciou com o seu olhar atento e curioso os trabalhos de pesquisa realizados pelos professores e acadêmicos do ILES/ULBRA, da Saneago e da Subsecretaria Regional de Educação de Itumbiara.

Um dos pontos que causou certa indignação aos membros da expedição foi o levantamento feito na cidade de Patos de Minas, onde constatou-se 29 (vinte e nove) pontos de lançamento de esgoto doméstico e industrial sem qualquer tratamento no rio. Durante toda a expedição, foram realizadas análises das águas e em alguns pontos foi identificada a presença, muito acima do recomendável, de coliformes fecais, proveniente de esgoto doméstico, também substâncias tóxicas, oriundas dos agrotóxicos utilizados principalmente nas extensas lavouras de café, soja e cana-de-açúcar e identificados ainda, em grandes extensões do rio, a existência de erosões e assoreamento, proveniente da derrubada indiscriminada das matas ciliares que servem como proteção natural para o Rio Paranaíba e seus afluentes.

 

Durante toda a expedição, Zé Gomes era sempre uma presença esperada e admirada em todos os municípios por onde passava, destaca o professor José Márcio Margonari:

Seu jeito simples, criativo, brincalhão, respeitoso, tornava os momentos de trabalho e adversidades até engraçados e prazerosos. Em cada município, Zé Gomes entregava às autoridades um troféu símbolo da cidade de Itumbiara e a camisa tricolor do ‘Gigante do Vale’, que por sinal naquele ano sagraria de forma inédita o grande campeão goiano de 2008.

 

Naquele mês de abril de 2008, Zé Gomes preparou uma recepção de gala em sua cidade e, como de costume em sua carreira política, mobilizou uma multidão. As autoridades, segmentos da sociedade civil organizada, as escolas, os meios de comunicação, enfim, a população, para recepcionar as cerca de 50 (cinquenta) embarcações que aportaram na Avenida Beira-Rio.

Num gesto de compromisso ambiental foram plantadas dezenas de mudas frutíferas para melhor sombreamento da Avenida Beira-Rio. Em seguida, realizou-se uma solenidade que contou com a presença de representantes do Governo Federal, estadual, diversos prefeitos, deputados, vereadores, ambientalistas. Em sua fala, Zé Gomes agradeceu a presença de todos, fez um relato sobre o percurso da nascente até Itumbiara e enalteceu o papel de cada gestor e de todos os cidadãos na adoção de medidas e atitudes conscientes que pudessem proteger e recuperar os danos ambientais praticados contra o Rio Paranaíba.

Aos participantes da expedição e aos convidados, foi oferecido um jantar de confraternização, cuja programação artística contou com apresentações musicais de artistas locais e também o show do cantor de renome nacional, Moacir Franco que, a pedido de Zé Gomes, compôs e cantou de forma inédita a canção em homenagem à expedição e em especial ao amado Rio Paranaíba: “pára, pára, pára... Paranaíba!”.

Ao amanhecer do dia seguinte, a expedição tinha que continuar a sua trajetória, quando saiu rumo a Cachoeira Dourada, com paradas em dois pontos da margem esquerda onde os municípios de Centralina e Canápolis prepararam suas recepções aos integrantes da expedição.

Após as especiais recepções nos municípios de Cachoeira Dourada e Cachoeira Dourada de Minas, foi feita a transposição das embarcações na usina de Cachoeira Dourada e dirigiu-se até a Ilha do Cascalho, onde Zé Gomes, como anfitrião, preparou uma grandiosa recepção para cerca de 400 (quatrocentos) integrantes da expedição e seus convidados.

Quando caiu a noite, a programação teve seu início com muito trabalho, cabendo à secretaria de meio ambiente de Itumbiara, ao ILES/ULBRA, à Saneago, e à subsecretaria regional de educação a tarefa de apresentar os resultados das pesquisas, estudos e observações realizadas até aquele ponto da expedição.

Após as apresentações, teve início a parte festiva da recepção. Shows artísticos, mesa farta, rodas de conversas proveitosas e animadas. Nem a chuva torrencial que caiu naquela noite atrapalhou os animados expedicionários e convidados. Em torno de 4 horas todos buscaram seus abrigos em um dos chalés ou nas barracas previamente montadas pela equipe de apoio. Lembra o então secretário de Meio Ambiente, que naquela noite, Zé Gomes decidiu que duas pessoas não poderiam consumir bebida alcóolica e nem dormir: ele próprio e José Márcio Margonari.

Ao toque do clarim dos marinheiros, todos acordaram às 06:30, em seguida foi servido um café especial e logo a Expedição seguiu rumo a São Simão, com passagens por Capinópolis, Gurinhatã, Ituiutaba, Ipiaçú, Inaciolândia, Gouvelândia, Quirinópolis e Paranaiguara.

Em São Simão a expedição visitou a fábrica de biodiesel do grupo Caramuru e também foi incorporado à expedição um barco de grande porte, o “Chalana”, com capacidade para 300 passageiros.

Nesse trecho final, passou-se a navegar na Hidrovia Paraná-Tietê- Paranaíba, com a continuidade de trabalhos políticos, econômicos, sociais e ambientais nos municípios de Santa Vitória, Limeira do Oeste, Carneirinho, Caçú, Itarumã, Itajá, Lagoa Santa e Aporé.

Testemunha presencial de toda expedição, assim narrou os últimos instantes da expedição, o professor José Gomes da Rocha:

Ao chegarmos ao encontro do nosso grandioso Paranaíba com o Rio Grande, já nos municípios de Carneirinho (MG) e Paranaíba (MS), testemunhamos o aumento significativo do volume de água e o nascimento do importante Rio Paraná. Navegamos até Aparecida do Taboado (MS) e retornamos a Paranaíba (MS), onde em 01 de março (sábado), com a participação de autoridades (governadores, ministros, prefeitos, deputados, vereadores, expedicionários e milhares de pessoas), ocorreu a solenidade de encerramento da inédita e proveitosa I Expedição do Rio Paranaíba.

 



quinta-feira, 23 de julho de 2020

EM 2019, O TRICOLOR DO VALE MUDOU DE DIREÇÃO E CAIU PELA SEXTA VEZ PARA A SEGUNDA DIVISÃO

COM EXCESSO DE CONTRATAÇÕES E ERROS, O TIME DO ITUMBIARA TEVE BAIXO APROVEITAMENTO E NÃO SE MANTEVE NA PRIMEIRA DIVISÃO DO CAMPEONATO GOIANO
   Auxiliar Kayson Dias, Davi, Alex Sanos, Ryan, Oscar, Afonso.
agachados: Luiz Felipe, David, Bruninho, Alex Silva, Paulinho e Cleber. Auxiliares: Diogo e massagista Manduka.

Após mudanças na direção do clube acertada no final de 2018, que passou a ter como gestores pessoas nomeadas por uma empresa no Rio de Janeiro, a temporada 2019 começou agitada para o Itumbiara Esporte Clube com a contratação do técnico Júnior Baiano e mais de 60 jogadores. A equipe formada não se encontrou em campo e os resultados positivos não vieram. Foi apenas uma vitória em 12 jogos e apenas 25% de aproveitamento. O time que terminou sendo treinado por Victor Hugo com passagem pelo clube em 2011, voltou para a segunda divisão do campeonato goiano pela sexta vez em 49 anos de atividades no futebol goiano. Até abril de 2019, Raul Jota Santos assinou pelo clube, que teve mudanças no estatuto e passou a ser dirigido por Lúcia Carla, ligada a empresa Soccer Star no Rio de Janeiro, que tem como presidente Reinaldo Júnior, vice-presidente do Gigante do Vale na diretoria executiva. Contrato assinado entre o Itumbiara e a Soccer Stars, cede a gestão do clube por 12 anos.

Tecnicos na temporada: Junior Baiano e Victor Hugo
Presidentes: Raul Jota Santos até abril 2019
Lúcia Carla
Artilheiro: Alex Silva com 2 gols
12 jogos 1 vitoria 6 empates 5 derrotas 9 gols positivos 14 gols tomados - aproveitamento 25%
Resultados:
Iporá 1 x 1 Itumbiara - Miquéias -Itumbiara 1 x 1 Atlético - Fernando - Itumbiara 0 x 1 Goiânia
Novo Horizonte 3 x 0 Itumbiara - saída do técnico Júnior Baiano
Itumbiara 0 x 1 Vila Nova - Grêmio Anápolis 0 x 0 Itumbiara
Itumbiara 2 x 0 Iporá - Ryan e David -Goiânia 1 x 0 Itumbiara
Itumbiara 1 x 1 Novo Horizonte - Luiz Felipe - Atético 2 x 1 Itumbiara - Damião - Vila 1 x 1 Itumbiara - Alex Silva
Itumbiara 2 x 2 Grêmio Anápolis - Oscar e Alex Silva