domingo, 23 de setembro de 2018

JOVAIR ARANTES COM 25553 VOTOS EM 2010, É O DEPUTADO FEDERAL MAIS VOTADO EM ITUMBIARA NAS ULTIMAS 3 ELEIÇÕES

    JOVAIR E ZÉ GOMES NA CÂMARA DE DEPUTADOS

Em 1986, Zé Gomes da Rocha que havia iniciado a vida política em 1976 como vereador, desejava disputar por Itumbiara o cargo de deputado estadual, mas o então lider político da época, Waterloo Araujo lançou Alvaro Guimarães para a vaga e então sobrou para Zé Gomes encarar a disputa para Deputado Federal e se saiu bem com 11069 votos, que lhe valeu a suplência. Com a Constituinte de 1988, Siqueira Campos se elegeu governador do estado do Tocantins e o deputado Paulo Roberto Cunha ganhou a disputa de prefeito em Rio Verde, o que valeria a posse de Zé Gomes no início de 1989. Foi um dos principais defensores de Collor em 1990 e então conquistou sua reeleição pelo PRN.. Em 1994, amargou uma derrota local para Luiz Moura, que teve 14967 votos contra 13.800 de Zé Gomes. Daí para frente reinou absoluto nas disputas para o cargo de Federal na cidade, ora era o mais votado e quando não disputava, o seu indicado ganhava a eleição.
Em 1998, obteve 19614 votos contra 5823 de Caiado. Jovair Arantes, que se tornaria seu sucessor como representante de Itumbiara a partir de 2006, naquela eleição obteve 1122 votos. Preterido por Maguito Vilela em 1996 para disputar a prefeitura de Itumbiara, quando o escolhido e vencedor foi Cairo Batista, Zé Gomes tentaria pela primeira vez a disputa  para prefeito e sofreu a segunda derrota na vida política para Luiz Moura, seu principal oponente na década de 1990. A partir desta disputa, nao mais voltou a concorrer para deputado federal, sendo eleito deputado estadual em 2002. Nesta eleição,  seu indicado Barbosa Neto de PMDB teve 8112 votos contra 7432 deste blogueiro, que disputou pelo PT e teve mais votos do que Raquel Teixeiro com 5158, Henrique Meirelles 5010 e Leandro  Vilela com 3.472. Como Barbosa Neto, eleito em 2002 para deputado federal, foi disputar o governo de Goias em 2006, abriu o caminho para Jovair Arantes, que nas três eleições seguidas reinou absoluto em Itumbiara na parceria com Zé Gomes.  Jovair Arates obteve 15289 votos em 2006 contra 4016 de Leandro Vilela, 3935 de Caiado, 3334 de Iris Araújo e o candidato denominado de Itumbiara, Marcelo do Sacolão, obteve 2669. O ano de 2010 foi o mais bem sucedido no comando político de Zé Gomes na eleição para governador, senador, deputado federal e Estadual. Naquele ano, Jovair Arantes bateu o recorde de votação para o cargo em Itumbiara e obteve 25553 votos contra 3846 de Iris Araújo, 2883 de Caiado e o denominado candidato da cidade, Marco Aurélio, obteve 2266 votos. A última eleição com Zé Gomes já fora da prefeitura, Jovair caiu a votação para 13684 votos e o segundo mais votado foi Marcelo do Sacolão com 12340. Heuler Cruvinel levou 4375 votos.

sábado, 22 de setembro de 2018

COM 43022 VOTOS PARA PREFEITO EM 2008, ZÉ GOMES É O POLÍTICO COM MAIOR VOTAÇÃO EM UMA ELEIÇÃO DE ITUMBIARA

Grupos políticos ligados ao falecido prefeito Zé Gomes e ao governador Marconi Perillo foram vencedores das últimas quatro eleições em Itumbiara

PREFEITO

Na década de 1990, a maior liderança política local era o ex-prefeito Luiz Moura, que venceu as eleições de 1988, fez o sucessor em 2002 por meio de Celso Santos, mas perdeu uma eleição em que era considerado favorito em 1996, para o então suplente de deputado estadual Cairo Batista. Foi neste ano que Zé Gomes, então deputado federal, desejava disputar com Luiz Moura, mas foi preterido em uma decisão do governador Maguito Vilela, que apostou em Cairo Batista e venceu por 17.887 votos contra 17.622 de Luiz Moura. Paulo Serrano teve 8.734.
Nas eleições de 2000, Zé Gomes foi para a disputa e perdeu para Luiz Moura que teve 25.650 votos a 22.271 do então deputado federal.
Em 2004, acabou a hegemonia de Luiz Moura e Zé Gomes com 33.652 votos, venceu Dione Araujo que teve 16.946. A partir desta eleição, o grupo político de Zé Gomes tornou-se hegemônico e bateu fácil em 2008 com 43.022 votos contra 7.895 de João Maria do PSOL. Zé Gomes também fez o sucessor Chico Balla em 2012 com 33.374 votos contra 20.473 de Gugu Nader do PMDB.
Com a morte de Zé Gomes em agosto de 2016, o então deputado estadual Zé Antônio assumiu a disputa e foi vencedor com 36.143 votos, contra 14.050 de Alvaro Guimarães.



SÓ LULA VENCEU AS ELEIÇÕES EM ITUMBIARA NESTE SÉCULO E SE TORNOU PRESIDENTE



Neste século, vencer as eleições em Itumbiara não é bom sinal para o candidato a presidência da Republica. Nas três últimas disputadas, o vencedor em Itumbiara foi do PSDB com Alckmin em 2006 com 28059 contra Lula com 18493, em 2010 foi Serra que venceu com 26136 contra 20343 de Dilma e em 2914 deu Aécio com 25356 contra 15557 de Dilma. Nas três eleições, o candidato do PT derrotado em Itumbiara virou presidente da República. A única exceção foi em 2002, quando Lula bateu Serra por 18887 a 15821 e se tornou presidente do país pela primeira vez.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

CEM ANOS DEPOIS, ITUMBIARA CHEGA AO SENADO FEDERAL

NO DIA 04 DE SETEMBRO, ITUMBIARA ASSUME CADEIRA NO SENADO COM A MEDICA IONE GUIMARAES
   Foto: reprodução TV Anhanguera - campanha para prefeito em 2016

Nesta terça-feira, 04 de setembro de 2018, Itumbiara terá um representante nato em uma cadeira do Senado Federal, quando assume a medica Ione  Guimarães – PTB , que nas eleições de 2010, entrou como primeira suplente da senadora Lúcia Vânia - PSDB, vencedora do pleito naquele ano.
            O marco é centenário, pois repete o feito de 1918, ocasião em que Hermenegildo Lopes de Moraes, o filho, nascido em Santa Rita do Paranaíba em outubro de 1870, ocupou pela primeira vez o cargo, após eleição em 1917.
            O primeiro senador da centenária Santa Rita do Paranaíba, que se tornou Itumbiara em 1943, foi um advogado que cursou Direito na Faculdade do Largo do São Francisco em São Paulo e ocupou varias vezes o cargo de deputado federal entre 1894 e 1917, quando foi eleito senador da República, que na época tinha a sede no Rio de Janeiro. Hermenegildo, sobrinho de Dâmaso Marquez, filho de dona Francisca Carolina Marquez, cujo pai Manoel Marquez chegou na Freguesia de Santa Rita do Paranaíba por volta de 1850, chegou a ser eleito presidente do estado, figura que corresponde a governador, no ano de 1909, mas sofreu o golpe político do grupo Bulhões e Caiado, que empossaram o perdedor naquele ano.
            As articulações em 1917,  veio do presidente Wenceslau Brás Pereira Gomes, que repartiu o poder em Goiás entre os grupos republicanos de Hermenegildo Lopes e o Democrata dos Caiado, com uma cota de deputados estaduais, federais e senadores para cada grupo e assim pelo lado republicano, o Santarritense foi eleito para o senado federal.
            A senadora Ione Borges Ribeiro Guimarães, nascida em Itumbiara no dia 19 de julho de 1954 é médica cardiologista e tem família com tradição na política de Itumbiara, que desde a década de 1940 militam nas disputas eleitorais pela antiga UDN e que fez parte do grupo político do ex-prefeito Zé Gomes da Rocha, que fez as articulações em 2010, para que doutora Ione Borges fizesse parte da Coligação Goiás Quer Mais, na qual o PTB fazia parte.
            O ex-prefeito de Itumbiara, Zé Gomes da Rocha, vivia seu auge de popularidade no Estado de Goiás no ano de 2010, quando no ano anterior inaugurou mais de cem obras no município e tinha o sonho de no futuro ocupar a cadeira de vice governador, senador e até governador, para coroar por completo sua exitosa carreira política, iniciada em 1976 como vereador e que depois passou por deputado federal e estadual, além de prefeito eleito em 2004 e reeleito em 2008. Mas um empecilho por causa de uma ação quando ainda era deputado federal em 1996, por culpa de sua paixão pelo time da cidade, foi um impedimento para chegar ao posto mais alto da política goiana.
            Em um almoço no ano de 2010, na casa do então senador Marconi Perillo – PSDB, o deputado federal Jovair Arantes, juntamente com Zé Gomes nos momentos finais dos ajustes para formação da chapa que disputaria as eleições de 2010 no estado de Goiás, reivindicaram a vaga de vice-governador, mas como o DEM naquele ano, comandado por Caiado e com o prestígio do então candidato para a outra vaga do senado Demóstenes Torres tinham a preferência para preencher a vaga de vice, foi escolhido o atual governador Zé Eliton e então Itumbiara ficou de preencher a primeira suplência de Lúcia Vânia, e assim foi concretizado.
            A chapa do governador Marconi Perillo foi vencedora em 2010 e então Itumbiara passou a esperar este dia, em que a titular do cargo pudesse contemplar o município com a vaga histórica e cem anos depois este dia chegou.
            A senadora Ione Borges, é formada em medicina pela Faculdade de Barbacena em Minas Gerais com especialização em cardiologia, atua em Itumbiara por mais de trinta e nove anos. Casada há quarenta anos com Zezé Guimarães, tem três filhos médicos. Atuante na classe médica, já foi presidente da Associação Médica de Itumbiara e conselheira do CRM em Goiás. Na vida política, perdeu com Zé Gomes em 2000, quando fez parte da chapa do prefeito na disputa com Luiz Moura, razão pela qual o ex-prefeito tinha eterna gratidão com a senadora.
                        Quando Zé Gomes, enfim foi vitorioso na chapa vencedora em 2004 para realizar o sonho de ser prefeito, a senadora estava junto e ajudou nos primeiros anos de governo a organizar a saúde pública do município. Nunca dizia não ao prefeito e o Zé não precisava chama-la para qualquer missão, pois ela estava sempre pronta a lutar junto, por isso foi a escolhida para realizar o sonho de Itumbiara ter novamente um senador, cem anos depois. Era tão leal e presente, que estava ao lado direito de Zé Gomes quando de sua morte no fim de tarde de 28 de setembro de 2016 e acompanhou os seus últimos instantes de vida, fazendo o que amava, que era as disputas políticas. O sonho de Zé Gomes está completo e realizado, porque Itumbiara tem uma filha ilustre no Senado Federal.
           

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

ZÉ GOMES DA ROCHA - O PREFEITO NOS VENTOS DO CENTENÁRIO DE ITUMBIARA

1 - O MILAGRE DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA


  Vista aérea de Itumbiara - foto Aero Cam
No próximo dia 28 de agosto,  marca o segundo ano de falecimento de Zé Gomes da Rocha, ex-vereador, deputado estadual e federal por Goiás e ex-prefeito de Itumbiara. Após o convívio por mais de sete anos, principalmente em seu governo no município de Itumbiara, irei registrar os marcos importantes de sua passagem pelos Palácios Castelo Branco e Doze de Outubro.
Inicialmente, o projeto seria escrever sobre sua vida política a partir de 1976, como vereador, mas como o trabalho fica mais fácil no período de convivência entre o final de 2004 e sua morte em 2016, delimitei o assunto que pretendo transformar em livro neste período.
Já foi pensado alguns títulos provisórios, como "Zé Gomes da Rocha, o Legado" e agora com este novo projeto, começo a obra com outro, que marca sua passagem em torno da celebração do centenário de emancipação política do município, comemorado no ano de 2009.

Até o ano de 2004, a questão da iluminação pública era uma das principais deficiências do serviço público no município, com inúmeras reclamações, já que não era possível investimentos e manutenção com qualidade, apesar de desde o ano 2002 ser possível a instituição da COSIP - Contribuição de Iluminação Pública para custear o serviço de competência do município.
Ainda em 2004, no mês de outubro, quando da saída do prefeito Luiz Moura, o então prefeito eleito para o período de 2005 a 2008, Zé Gomes da Rocha já articulava com a Câmara de Vereadores para a instituição da COSIP, que foi aprovada ainda no final de 2004, em um formato que não preenchia os requisitos legais, já que tinha valores fixos. Já no início de 2005, a Lei sofreu transformações e foi adequada. Questionada a constitucionalidade, não prosperou a ação e se manteve vigente, apesar de não ser utilizada nos primeiros quatro anos de gestão.
Para possibilitar a troca de onze mil pontos de energia no parque de iluminação, foram trocadas as lâmpadas antigas de vapor de mercúrio por vapor de sódio, assim como todos os braços e os postes de madeiras e ampliados mais de dois mil pontos, sem qualquer ônus para o contribuinte no período.
Procurou-se construir um projeto que também valorizava o patrimônio histórico do município, que é a Ponte Afonso Pena, que ganhou iluminação turística. Também ganhou iluminação especial a orla do Paranaíba e prédios públicos.
 O segredo do prefeito foi entrar com uma ação de cobrança na concessionária de energia elétrica no Estado, na qual saiu vencedor e com mais de R$ 24 milhões recebidos, possibilitou que o projeto da troca do parque de iluminação fosse trocado com sucesso.
A partir de 2009, com custo reduzido de manutenção e com a Lei adequada e constitucional, iniciou-se a cobrança, vigente até os dias atuais, que permite colocar a cidade entre as mais bem iluminadas do país. Esta foi uma das obras inauguradas no centenário no ano de 2009. O Prefeito marcaria a sua gestão com esta obra, que solucionou de vez o problema da iluminação pública em Itumbiara.

No próximo texto, vamos continuar abordando obras que marcaram a gestão e o centenário de emancipação de Itumbiara.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

CRISE NA ECONOMIA AFETA VALOR ADICIONADO DA AGROINDÚSTRIA E ENCOLHE IPM DE ITUMBIARA

IPM PROVISÓRIO DE ITUMBIARA SOFRE QUEDA DE 7% AFETADO PELO DESEMPENHO DA INDÚSTRIA E AGROPECUÁRIA EM 2017
    FOTO CODEGO

No último dia 16,  Conselho Deliberativo dos Índices de Participação dos Municípios (Coíndice) aprovou o Índice de Participação dos Municípios (IPM) provisório, uma prévia de como será a partilha do ICMS para o próximo ano. No geral, o Estado de Goiás manteve o Valor Adicionado, devido a crise na economia do Brasil em 2017. Itumbiara sentiu os efeitos na Indústria e na Agropecuária que provocou uma redução  de 287 milhões na geração de riquezas. Entre os grandes geradores de Valor Adicionado, só a área do Comércio manteve os valores do ano anteriores.
Com o resultado provisório, sinaliza queda na arrecadação do ICMS no próximo ano, que pode resultar em perdas próximo de R$ 5 mi. Atualmente o IPM do município no bolo do ICMS é de 2,03 e poderá ser reduzido para 1,87. O município pode recorrer antes da divulgação do Indice final, que deverá sair em Dezembro.
Mesmo com a queda no IPM, Itumbiara manteve o oitavo lugar na distribuição do ICMS, enquanto seu PIB é a sétima economia de Goiás.
Com um parque Industrial diversificado, a Agroindústria é um dos principais segmentos na geração de riquezas. O Comércio é o segundo maior segmento e manteve a performance do ano de 2016. A Agropecuária, terceiro setor na geração do Valor Adicionado também sentiu a crise na economia e gerou menos no cômputo do IPM, mesmo desempenho do Transporte interestadual  e da energia elétrica. Mesmo com a inauguração de uma nova Indústria neste ano, somente começará a impactar o IPM a partir de 2019, já que o Indice é calculado em um ano com base nos valores dos dois anos anteriores. O IPM que é aplicado sobre o bolo partilhado do ICMS, que gira em torno de R$ 3,5 bi no ano, leva em consideração 85% do valor econômico do município, 5% com base no ICMS Ecológico e 10% são partilhados de maneira igualitária entre os 246 municípios.
A Secretaria Executiva do Conselho analisou 300 milhões de notas fiscais eletrônicas, contendo mais de 1 bilhão de itens gerados nos municípios. Esse é o primeiro ano que a unidade realiza todo o processo de forma digital, por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), inclusive os recursos deverão ser feitos em mídia digital. A expectativa da Sefaz é disponibilizar os relatórios referentes ao cálculo dos índices, no acesso restrito aos prefeitos, até o início do próximo mês. A partir da publicação do IPM, será aberto o prazo de 30 dias para que os municípios apresentem recursos. Depois, corre prazo de outros 30 dias para análise pelo Conselho. O IPM definitivo está previsto para ser votado em dezembro.
SEGMENTO 2016 2017 DIFERENÇA PERCENTUAL
INDÚSTRIA 1.431.814.001 1.260.684.121 -171.129.880 -11,95%
AGROPECUARIA 466.964.459 326.138.830 -140.825.629 -30,16%
COMERCIO 638.916.100 656.707.791 17.791.691 2,78%
TRANSPORTES 265.314.408 261.692.983 -3.621.425 -1,36%
ENERGIA 100.440.626 89.470.805 -10.969.821 -10,92%
COMUNICAÇÃO 56.845.626 63.336.652 6.491.026 11,42%
ST COMBUSTIVEL 10.818.044 9.170.198 -1.647.846 -15,23%
AUTO INFRAÇÃO 13.054.485 27.928.093 14.873.608 113,93%
OUTRAS ATIV 28.875.358 52.597.015 23.721.657 82,15%
TOTAL 3.047.128.880 2.759.155.719,00 -287.973.161 -9,45%
GOIÁS 137.166.591.980 138.128.449.444 961.857.464 0,70%
FONTE: SEFAZ GO

quarta-feira, 11 de julho de 2018

O GIGANTE TEMÍVEL DO VALE

DEPOIS DE SER CAMPEÃO GOIANO EM 2008, GIGANTE CAIU DUAS VEZES
                                          O Mascote do Itumbiara é um "GIGANTE"

No dia nove de março do ano de 1970, Modesto de Carvalho, que que terminara o mandato de vice-prefeito de Itumbiara, conseguiu reunir os dirigentes de Goiasinho e Nacional, duas equipes da cidade, que disputavam a segunda divisão do Campeonato Goiano, para fundação de um novo clube, que em seu sonho seria Gigante, como era o time do seu coração, o Vasco da Gama, conhecido como Gigante da Colina.
Era um mistura política no futebol com simpatizantes da Arena e MDB no comando do novo clube, que nascia Tricolor da Fronteira, com as cores azul do Goiasinho, o vermelho do Nacional e o branco da Paz.
Os dias iniciais não foram tão gloriosos, lembram alguns que participaram do processo, como o atual presidente Raul Jota Santos e o ex-jogador Expedito, zagueiro que veio de Minas Gerais defender o novo clube. Disputou o primeiro campeonato e no segundo já ficou fora da primeira divisão em 1971, perdendo a vaga para o seu maior rival, o azulão do Sul, que causava inveja ao Itumbiara, pois tinha Estádio, torcida e bateu no Gigante no embate de 1971.
Os recursos eram escassos e os jogadores se alimentavam com marmitas, que o futuro presidente e também apaixonado pelo Itumbiara, já falecido José Gomes da Rocha, carregava da cantina na Praça da Bandeira até a casa alugada que era a República dos Atletas, lembra Expedito.
Modesto sonhava com um grande Estádio e deixar o Goiatuba para trás e isso não demoraria a acontecer. Com a vitória para prefeito em 1972, a partir de 1973 começou a construção de um verdadeiro Gigante, que seria temível, como colocou no Hino da equipe, o também já falecido cantor local Marcos Cabral.
A Construção do Estádio veio em 1976, mas já a partir de 1975, o Gigante era imponente no então Estádio Paranaíba, que pertencia o Nacional e que já não existe mais. A partir de 1976, o Azulão do Sul começou a comer poeira, mas antes de morrer, foi campeão primeiro do que o Itumbiara, titulo conquistado em 1992, quando Zé Gomes trouxe meio Fluminense para disputar o campeonato goiano da Primeira Divisão, logo após a segunda queda tricolor no ano de 1990 e volta a primeira divisão em 1991.
Nos primeiros anos da década de 1980, o Tricolor foi gigante até em competições nacionais e revelou o atleta itumbiarense Péricles que brilharia no Goiás. Antes já tinha sido um celeiro, no modelo em que ia com uma "Kombi"  no interior de São Paulo e trazia grandes jogadores, como Zezinho Figueroa, Dionisio, Miranda, Roberto Bombinha, entre tantos. Uma lenda que começou como lateral direito, o Bill "bola branca" também ganhou o mundo, seguindo para o Vasco, Internacional e América do México.
Na década de 1990, mudaram os ares na política e outros partidos além do antigo MDB e ARENA chegaram ao poder e não tinham a mesma simpatia pelo futebol. Foram três quedas no período: 1990, 1999 e 2000. Começaria o século XXI na segunda divisão por onde permaneceu até 2003. Neste tempo fez nascer o Real Club, que sobreviria entre 1999 a 2003. O Nacional, que voltara as atividades na década de 1980, sobreviveu até 1984, embora sempre conservou seu patrimônio do Estádio Paranaíba, vendido há poucos anos.
Os primeiros anos deste século, foram anos dificeis para o Gigante do Vale, com três disputas na segunda divisão.
Com a mudança de governo nas eleições de 2004 e chegada de Zé Gomes ao governo municipal em 2005, esperava que logo o Gigante voltasse a impor no Campeonato Goiano, mas nos três campeonatos seguintes, o prefeito deu prioridade total para a gestão do município e só então em 2008, montou o projeto que levaria o clube ao título de campeão.
Preparou o Estádio JK  que foi reformado, trocou gramado, ampliou vestiário e contratou um técnico extremamente profissional, que esteve na corda bamba para ser demitido, mas deu a volta por cima e com competência levou ao clube ao lugar maior do futebol goiano. Paulo César Gusmão, que nunca vivera boas relações com Zé Gomes, conduziu o clube ao pódio.
O Gigante agora era sustentável com o projeto em parceria com o município e entidades sociais, que ajudavam na arrecadação de tributos e a torcida encheu o campo, sempre garantindo de 20 a 30 mil torcedores nos grandes embates, que teria o marco maior em 2009, quando o centro avante Ronaldo voltou as gramados, pisando na grama do JK em jogo da Copa do Brasil.
Os três melhores anos do Itumbiara seriam vividos no período entre 2007 e 2009, que foi terceiro colocado e corou com o título em 2008.
   O Gigante comemorando o titulo de campeão Goiano - abril de 2008
A partir de 2010, a equipe teria oscilações e voltaria a cair mais duas vezes, em 2010 e 2013, apesar de grandes investimentos. Voltaria a ter uma equipe que fazia jus ao nome de Gigante, quando disputou a segunda divisão em 2014 e revelou o jogador Bruno Henrique para o mundo, hoje no Santos. Foi a última revelação tricolor.
A equipe, ao contrário do Nacional, nunca ganhou a segunda divisão, mas sempre deu a volta por cima, ao contrário do Azulão do Sul, que não deu conta mais de voltar ao palco da maior competição estadual.
Nos últimos anos, apesar do esforço e dedicação do presidente Raul Jota Santos, que teve uma vida dedicada ao clube desde o primeiro ano em 1970 e foi presidente pela primeira vez em 1976, o clube respira com dificuldades e o Gigante já não assusta mais ninguém no Estádio JK. Sua luta sempre foi para não voltar a segunda divisão. Foi forte até hoje, mas o futuro apresenta muitas dificuldades para continuar sendo um Gigante.
Há dividas que teve origem no início do século, com um patrocínio mal sucedido, que tem que devolver ao município e gira em torno de R$ 300 mil, sendo que já foram pagos mais de R$ 180 mil. Algumas ações trabalhistas com origem em 2012, com descuido da parte juridica transitou em julgado e deve levar mais alguns milhares de reais do Tricolor. Nos últimos campeonatos, as receitas não foram suficientes para cobrir as despesas e novas ações trabalhistas poderão surgir.
O Patrimônio do clube é a torcida e a marca, além dos direitos federativos para disputar a Primeira Divisão do Campeonato Goiano, mas já não suficientes para cobrir o passivo, que está descoberto.
Precisa urgentemente de um planejamento estratégico para voltar a ser Gigante e continuar sobrevivendo na primeira divisão. Já não é um sonho de ser campeão, mas apenas de sobreviver e continuar na frente do Azulão do Sul.