quinta-feira, 27 de agosto de 2020

MORRE ALEMÃO, O ATLETA DO NACIONAL NA DÉCADA DE 1960 E VÁRIAS VEZES CAMPEÃO COM O TIRADENTES NO AMADOR DE ITUMBIARA

NOS ÚLTIMOS ANOS, ALEMÃO CUIDAVA DE UM COMÉRCIO NA RUA TIRADENTES 


     Alemão (primeiro a esquerda - em pé) no comando do Tiradentes da década de 1970


    Faleceu em Itumbiara, o ex-atleta Alemão do Nacional na segunda metade da década de 1960, e comandante da equipe amadora do Tiradentes, que dominou ou futebol amador organizado pela liga Esportiva Itumbiarense desde a fundação em 1976 até o início da década de 1980. Alemão, no comando do Tiradentes conseguiu juntar os melhores jogadores da cidade e era imbatível nos primeiros campeonatos amadores.  Deixou as disputas da Primeira Divisão, quando as empresas começaram a formar times e atrair seus jogadores. Dizia ele "era dificil concorrer com os formadores de times do início de 1980, quando o futebol amador perdeu um pouco de encanto com equipes formadas por empresários". Educado e de fala baixa, diariamente estava sempre disposto em seu movimentado bar da Rua Tiradentes, onde antigos amigos do futebol se reuniam aos finais de tarde e domingo de manhã para tomar uma cerveja gelada e bater um papo, sempre com um gostoso tira-gosto e uma jantinha diária. Era como uma religião, onde os atletas praticavam o futebol e terminava a resenha no Bar do Alemão. No Clube dos 50, quando funcionava na primeira década deste século, também gostava de praticar o futebol com os amigos veteranos e depois mantinha um time que jogavas nas tardes de sábado. Descanse em paz, Alemão!


 

sábado, 22 de agosto de 2020

CONSELHO DELIBERATIVO DO ITUMBIARA ELEGE RAUL JOTA SANTOS PARA MANDATO TAMPÃO

 ELEITO POR UNANIMIDADE, EX-PRESIDENTE EXECUTIVO VAI DIRIGIR O CONSELHO DELIBERATIVO ATÉ 31 DE MARÇO DE 2021

    Leandro Ponciano (secretário), José Marcos (presidente do Conselho), Raul Jota Santos (novo presidente), Romildo Rodrigues (vice)


O Conselho Deliberativo do Itumbiara Esporte Clube elegeu na manhã deste sábado em reunião na Vila Olímpica Adalberto da Silva e Sousa, o ex-presidente da Diretoria Executiva Raul Jota Santos para comandar o  colegiado até 31 de março de 2021 em mandato tampão.  A eleição foi convocada devido a renúncia do atual presidente José Marcos da Silva. A nova composição dos conselheiros tem como vice-presidente, o vereador Romildo Rodrigues e como secretário, Leandro Ponciano. Compareceram no pleito cerca de 20 conselheiros, dos 38 que estavam em condições de voto. Houve a apresentação de apenas uma chapa, que foi eleita com os vinte votos dos conselheiros presentes.

                       Raul Jota Santos, novo presidente do Conselho Deliberativo do Itumbiara EC


Raul Jota Santos já foi presidente da Diretoria Executiva do Itumbiara em vários mandatos, sendo o primeiro em 1976. Entre 2014 e março de 2019, comandou a Diretoria Executiva pela última vez e entregou o cargo para a nova presidente Lúcia Carla Mendonça em 2019, quando a empresa Soccer Stars que tem contrato de gestão com o clube até 2030, indicou os novos diretores que foram eleitos na ocasião e tem Reinaldo Júnior como vice-presidente e Netto Cafer como secretário. A equipe vai disputar a Divisão de Acesso a partir de outubro deste ano e torneios organizados pela Federação Goiana de Futebol nas categorias sub-17 e sub-20.

domingo, 9 de agosto de 2020

A DÉCIMA MARAVILHA DE ITUMBIARA - PONTOS HISTÓRICOS - PORTO, RECEBEDORIA E IGREJA

 UMA VIAGEM PELA HISTÓRIA DE SANTA RITA DO PARANAÍBA DO SÉCULO XIX  A ITUMBIARA DE HOJE

Pilares da Ponte Afonso Pena na região do Caidor - a primeira estrada e o porto

Três construções estão diretamente ligadas a origem e fundação do Porto do Rio Paranaíba, Arraial de Santa Rita do Rio Paranaíba, distrito e Freguesia de Santa Rita do Paranaíba.

O primeiro documento oficial sobre a existência de Santa Rita do Paranaíba, trata da arrematação do Porto que pertencia ao Império. O Porto foi instalado na estrada nova de Uberaba-MG por um particular chamado Cândido Rodrigues de Paiva. No local eram cobrados tributos pela travessia de animais e mercadorias (por volta de 1833). As pessoas com seus cavalos, gado e mercadorias com destino a Goiás, mais ao Sul da estrada do Anhanguera, chegavam neste ponto, nas imediações onde estão tombadas as pilares da Ponte Afonso Pena, inaugurada em 1909, na chamada Estrada do Sul.

Depois do prédio da Igreja (começou em 1840), o Posto Fiscal é outra unidade de Itumbiara que faz parte da construção da história da cidade. A primeira Recebedoria foi criada em 1858 e sempre foi uma das maiores arrecadadoras de impostos em Goiás.  Por este local era cobrado os impostos da exportação do gado quando a pecuária foi a maior atividade econômica do Estado de Goiás.

Jacintho Brandão, Hermenegildo Lopes de Moraes e Antônio Xavier Guimarães, este irmão do grande jurista Guimarães Natal que foi ministro do STF administrou a Recebedoria nos primeiros anos do século XX.


O PORTO

Segundo José Antônio Pereira, fundador de Campo Grande-MS, a travessia
do rio Paranaíba, àquela época, era através de uma pequena balsa, formada por duas
canoas unidas por tábuas grosseiras, com capacidade para levar 10 animais em cada
viagem, com duração de cerca de 40 minutos, de uma margem à outra, sendo cobrada
uma taxa de 700 réis por pessoa.
Chegava-se à região pelo local onde atualmente se encontram construídos o
Hotel Beira Rio e o Palácio das Águas e estava assentada a ponte Afonso Pena em 1909.
Descia-se o Rio Paranaíba numa distância rio abaixo de cerca de 2.000 m até o ponto
onde hoje se dá a chegada da procissão de Nossa Senhora das Graças, local em que se
instalou o Porto de Santa Rita do Paranahyba, e que se pode chamar de marco zero da
fundação da cidade .
O Brasil havia se tornado independente em 1822 e o governo imperial estava se
estruturando. Para Goiás, veio como Governador das Armas, Marechal Cunha Mattos.
Embora nos documentos escritos por Cunha Mattos não se verifique a localização
exata da estrada que lhe é atribuída a sugestão de construção pelo governo imperial,
é provável que ela tenha sido construída no início de 1830. Cunha Mattos foi eleito
deputado imperial, depois de muitos atritos com o primeiro presidente da Província
Caetano. Ele deve ter passado pelo Sul do Estado em 1823. Voltou ao Rio de Janeiro em
1825. Exerceu o mandado de 1826 a 1833.
O Porto de Santa Rita do Paranahyba era inicialmente propriedade do governo imperial e foi arrematado pela primeira vez em 1835 por Cândido Rodrigues de
Paiva, como comprovam documentos de Morrinhos, e posteriormente em 1844, por
Pedro Maciel da Silva.

Posto Fiscal na divisa com Minas Gerais - a antiga Recebedoria

A primeira obra do governo de Goiás em Itumbiara. Ainda no Império, depois da construção do Porto e da Igreja de Santa Rita do Paranaíba, o Estado implantou a Recebedoria no Porto em 1854. O Porto foi arrematado primeiro em 1835, depois em 1842 e em 1850 por particulares. O Estado chegou em Itumbiara em 1854 para assumir a fiscalização do Porto e começou a arrecadar impostos através desta Estação Fiscal. A primeira noticia da existência do Porto é de 1832, quando João Crisóstomo passou por lá em direção a Quirinópolis. A lei que passou a fiscalização do Porto para o Estado de Goiás foi aprovada em 13 de novembro de 1854.

A Igreja de Santa Rita de Cássia na Praça da República - Centro Histórico de Itumbiara


A Igreja de Santa Rita do Paranaíba foi o primeiro prédio instalado no povoado em 1842.

a obra que deu inicio a Santa Rita do Paranaíba foi a capela de Santa Rita dos Impossíveis. João Rodrigues fez um voto que se o irmão Antônio Rodrigues fosse curado de um mal, seria erguida um capela no Povoado. Então em 1842 começou o povoado de Santa Rita do Paranaíba com a construção da Igreja - É a construção mais antiga de Itumbiara.
Fonte: (FEREIRA e PINHEIRO, 2009)



Narração da história de Itumbiara contada pelo Padre Florentino, que foi pároco da Igreja de Santa Rita de Cássia entre 1917 e 1965

E assim a Resolução nº 12, de 1849, do Presidente da Província de Goyaz, cria
o distrito do Arraial da Paz de Santa Rita do Paranahyba, na Freguesia de Morrinhos, município de Santa Cruz.
Dessa forma, a freguesia era utilizada pelo Estado imperial para levar adiante
projetos coloniais, como controle sobre os vadios, recenseamentos, cobrança de impostos, recrutamento militar e incentivos a políticas como a miscigenação.
Nesse sentido, a primeira força que se manifesta no território onde será instalado o município de Itumbiara é a do Estado, que organiza o Porto para cobrança de
impostos.

I - A cidade de Santa Rita do Paranahyba é situada á margem direita do Rio
Paranahyba que a separa do estado de Minas Gerais é banhada pelos córregos das pombas, da Trindade e da água Suja.
No ano de 1824 foi por estas paragens passou o primeiro ser humano civilizado Antônio José Leite embarcou no Rio dos Bois, perto da capital de Goyaz,
descendo até a sua foz no Paranahyba, subio por Esse em viagem de explora-
ção, tocando no local onde se acha hoje situada esta florescente cidade.
Em 1830 o deputado Cunha Mattos reresentado Goyaz na Camara Federal
propôs que o governo fizesse abrir uma estrada que partindo da Farinha Podre (hoje Uberaba) em Minas, viesse em direção a Anicuns, Goyaz, atravessando o Paranahyba entre as emborcaduras dos Rios Corumbá e Meia Ponte
no ponto mais conveniente. O governo imperial mandou abrir a referida estrada e o porto escolhido na passagem do Paranahyba, foi justamente onde
se acha colocada a cidade de Santa Rita, por esta estrada transitaram forças
imperiais com demanda o Theatro da Guerra do Brasil com o Paraguai (1865
a 1870).

 

A cidade tem a denominação de Santa Rita dos Impossíveis, com que é conhecida Santa Rita de Cássia, ilustre heroína da Egreja Catholica porque pelo
anno mais o menos de 1840 acchando-se gravemente enfermo Antônio Rodrigues, seu irmão João Rodrigues fez uma promessa a Santa Rita de Cássia,
a santa dos impossíveis, de fazer uma Cappela em invocação e rogo e promover todos os meios para creaçao de uma Arraial, e sendo attendido seus votos
cumpriu a promessa; pois julgava humanamente impossível a cura obtida.
Daqui vem a denominação de Santa Rita dos Impossíveis, a Santa Rita de
Cássia, e como em diversos estados do Brasil, há várias cidades com Esse
nome para evitar a confusão, ficou diferenciada com o nome de Santa Rita do
Paranahyba, pelo rio que banha com suas majestosas águas.
Levantada a idéia de se erigir uma cappella a Santa Rita dos Impossíveis
por João Rodrigues, Esse achou logo pessoas que o coadjuvaram, entre ellas
destacando-se Emanoel Garcia Velho e Joaquim José que fizeram a primeira
Cappella, sendo que em 11 de janeiro de 1842 fora doado por Joaquim Ber

nardes da Costa o patrimônio de terras de água suja para a dita Capella que
se pretendia levantar, como se vê pelo seguinte título de doação que passo a
transcrever.
III - Título de doação do Patrimônio de Água Suja.
“Digo, eu Joaquim Bernardes da Costa que, entre os bens de que sou senhor, e
possuidor com livre e geral administração há bem assim huma sorte de terras
de cultura e campos de criar da parte do Ribeirão Água Suja com a mata, em
costada ao Rio Paranahyba, divisando com o patrimônio do Porto, e com a
istrada que vae para a caxoeira e por esta fora até o ispigam de diviza com
Adão Rodrigues e por esse abaixo até feixar o Paranahyba. Cujas sortes de
terras acima dito sem constrangimentos de pessoa algua, dôo a Senhora Santa
Rita para seu patrimônio segundo a Capella que se pretende levantar auxiliado
pelos procuradores Adão Roiz João Roiz de Souza e André dos Santos Pimenta”


Cronologia – Fundação de Santa Rita do Paranaíba

Em 1824, o sertanista Antônio José Leite passou pelo Rio Paranaíba e não
mencionou a existência de um Porto na região; saindo de Anicuns utilizando uma canoa, desceu pelo Rio dos Bois até a barra e subiu em direção
à nascente do Rio Paranaíba. Chegou a Cachoeira Dourada, pegou outra
canoa acima da cachoeira e foi até o Rio das Velhas;
• O Marechal de Armas Cunha Mattos esteve visitando a região sul da Província de Goyaz em 1823, quando foi chamado para um conflito na região
norte; os índios Caiapós relatam à Cunha Mattos a viagem do sertanista
Antônio Jose Leite;
• Cunha Mattos foi eleito deputado Provincial em 1825, voltando para o Rio
de Janeiro em 1826, ocasião em que
poderia ter sugerido a criação da estrada por esse local;
• É provável que o Porto tenha sido criado pelo governo imperial por volta de
1830 e que o projeto para a construção da estrada ligando a Estrada Geral
do Anhanguera em Uberaba-MG à outra parte da Estrada em Goiás na
altura de Silvânia, passando em um ponto na divisa dos Estados de Goiás
e Minas Gerais entre o Rio Corumbá e Meia Ponte, tenha sido apresentado
nesse ano à Câmara Provincial e a partir desta data tenha ido se formando
um povoado constituído por lavradores e criadores de gado, famílias oriundas de Minas Gerais e São Paulo;
• Em 1832 passou pelo Porto de Santa Rita João Crisóstomo de Oliveira com
destino à Quirinópolis, cidade da qual é considerado o fundador;
• Em 11 de agosto de 1835 o Porto, que pertencia ao governo imperial, foi
arrematado por Cândido Rodrigues de Paiva, morador de Aplicação da Senhora do Carmo dos Morrinhos. Pela primeira vez é citada a estrada nova
pelo escrivão. O arrematante pagava ao governo imperial uma quantia anual e cobrava taxas de passagem de cargas, passageiros e animais. A partir de 1837, é possível que tenha havido uma migração maior de mineiros, que
fugiam do recrutamento militar;
• Em 1840 o fazendeiro João Rodrigues fez uma doação de terras para Santa
Rita do Paranahyba; o Cônego Theófilo José de Paiva faz o seguinte relato
sobre esta doação:
Tem esta Parochia a denominação de Santa Rita dos Impossíveis, porque
achando-se gravemente enfermo Antônio Rodrigues; seu irmão João Rodrigues fez uma promessa a Santa Rita dos Impossíveis, de fazer uma cappela
com Esseorago e promover os meios para a criação de um Arraial, seus votos
atendidos, cumpriu a promessa, pois julgava humanamente impossível a cura
obtida [...]
• Em 1842 ocorre a doação de terras para o patrimônio da igreja de Santa Rita
de Cássia; em 11 de janeiro de 1842, Joaquim Bernardes da Costa faz a doa-
ção de terras para o patrimônio de Santa Rita do Paranahyba; nesse ano o
Porto de Santa Rita é arrematado por Jacintho André. Começa a construção
da primeira capela;
• Em 1844 o Porto de Santa Rita do Paranahyba é arrematado para explora-
ção por um triênio por Pedro Maciel da Silva;
• Em 1848 nasce o povoado; há uma citação pela Câmara da Villa de Santa
Cruz descrevendo o povoado de Santa Rita do Porto do Rio Paranaíba e
afirmando que a principal causa de fundação do povoado seria o Porto,
onde residia um grande número de gente sem polícia, que vivia da pesca e
da caça, inclusive alguns criminosos.
• Em 1849 nasce o Arraial de Santa Rita do Paranahyba;
• Em 1853, o governo da Província de Goyaz assume o controle do Porto
de Itumbiara, tendo como comandante o Sargento Salvador Honorato da
Fonseca;
• Em 1855 o povoado de Santa Rita do Paranahyba passa a fazer parte da
Villa Bella de Morrinhos, ocasião em que a povoado de Morrinhos é elevada a Villa;
• Em 1857 é criada a Freguesia de Santa Rita do Paranahyba;
• Em 1859, Santa Rita do Paranahyba volta a fazer parte da Villa de Santa
Cruz; é suprimida a Vila Bella do Paranaíba (Morrinhos);
• Em 1871 volta a pertencer à Vila Bella de Morrinhos, que foi recriada;

Passagem do Visconde de Taunay em 1865, relatando enormes terras desertas e um pequeno movimento de balsas e canoas (cartas de campanha do
Mato Grosso);
• São relatadas enchentes no Rio Paranaíba pelo presidente da Província Antônio Joaquim Leite Moraes;
• Em 1887 o cel. Jacintho Luiz da Silva Brandão é nomeado escrivão encarregado da Recebedoria de Santa Rita do Paranahyba e subdelegado de Polícia.


A COVID-19 EM ITUMBIARA CHEGA A UM MIL CONTAGIADOS E JÁ CAUSOU 16 ÓBITOS EM 2020

 MAIS MULHERES SÃO CONTAGIADAS E A DOENÇA É MAIS LETAL PARA OS HOMENS

Rio Paranaíba no Centro Histórico de Itumbiara 


O município de Itumbiara atingiu neste sábado (08/08) o número de 1001 infectados pelo novo coronavírus segundo o Boletim da Vigilância Epidemiológica do município, 15 pessoas morreram de covid-19 no período da pandemia (Segundo boletim da Secretaria Estadual de Saúde, o número chega a 16). Foram nove homens e seis mulheres.  A semana epidemiológica fechou com número de 174 novos contágios, sendo o recorde semanal desde o dia 20 de março, quando os boletins começaram a ser publicados. Embora com maior número de infectados na semana, não houve óbitos confirmados, mas dois casos foram para investigação.

O comportamento dos números semanais pode levar a interpretação que o município chegou ao pico do número de infecções, já que é mantido há três semanas. 


A maioria das mortes se concentra na faixa etária acima de 60 anos e o número de infectados tem maior incidência nas pessoas com idades entre  30 e 49 anos. Os números mostram ainda que as faixas etárias que estão ficando mais em isolamento tem menores indices  de infecções, como crianças e adolescentes até 19 anos, que representam 25% da população e 6,5% de contágios.


veja os principais números da covid-19 em Itumbiara





sábado, 8 de agosto de 2020

MORRE LORDELINO COSTA, O SENHOR NEGO DO VARZEANO EM ITUMBIARA

 Senhor Nego em foto de 2012 no Goiasinho - organizador do Varzeano de Itumbiara

Morador do Bairro Planalto, desde da década de 1960 que participava do futebol amador em Itumbiara, seja comandando seu time, o último chamava Grêmio, ou organizando o Torneio Varzeano. A edição de número 52, chegou a começar neste ano, mas foi paralisada devido a Pandemia do novo coronavírus.  O seu meio de transporte era uma carroça, onde transportava e comercializava adubos orgânicos há muitos anos. Apesar da idade já avançada, não parava nem de participar do futebol amador, nem de  andar pelas ruas da cidade com seu meio de transporte. Muito popular e querido dos praticantes do futebol amador em Itumbiara, faleceu neste sábado em Itumbiara no Hospital São Marcos. 

Senhor Nego, chegando ao Estádio do Goiasinho


O transporte de Sr. Nego em mais um evento no JK

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

AS DEZ MARAVILHAS DE ITUMBIARA - NONA - OS PALÁCIOS

PALÁCIO 12 DE OUTUBRO, DAS ÁGUAS E DA CULTURA
Palácio 12 de outubro - sede do governo municipal a partir de 2009

A Prefeitura do Município de Itumbiara teve sua primeira sede na  antiga Rua do Comércio, hoje Marechal Deodoro, onde sediaria mais tarde o primeiro clube recreativo, na antiga Santa Rita do Paranaíba. A partir de 1925, o intendente Sidney Pereira de Almeida  mudou a sede para o prédio, onde hoje é a sede do CPT - Clube do Pequeno Trabalhador, locado ao município para funcionamento de uma escola municipal. Na década de 1960, a sede do município inicialmente funcionava no local que se tornou a Praça Pedro Ludovico, junto ao Ribeirão Trindade, que foi demolido devido as enchentes constantes na área. No governo Sebastião Xavier Júnior foi construída o Palácio Castelo Branco entre 1967 e 1969 na Praça da República. A última sede, que é o Palácio 12 de outubro, foi o Hotel de Furnas na década de 1970, que foi cedido ao município e adaptado entre 2006 e 2009 para ser a nova sede do governo municipal.

Vista aérea do Palácio 12 de outubro





PALÁCIO DA CULTURA

No ano de 2005, Zé Gomes da Rocha conseguiu, junto ao governo do estado de Goiás, um prédio na área central e no seu planejamento deveria sediar a Biblioteca Municipal, o Museu Municipal e Academia Itumbiarense de Letras e Artes, assim como a sede da Secretaria Municipal de Cultura, fato que se concretizou no Centenário da cidade de Itumbiara.

            Antes de investir R$ 150 mil para fazer as adaptações para receber os novos órgãos, a Biblioteca Municipal estava improvisada em um prédio da Igreja Católica na Praça da República e o Museu e Academia funcionavam na Casa de Cultura que necessitava de reformas, que pelo alto custo (R$ 500 mil), não foram realizadas até o ano de 2018.

O prédio tem 2 pavimentos, sendo no térreo utilizado pelo Museu Major Militão Pereira de Almeida e sede da Academia Itumbiarense de Letras e Artes. O primeiro pavimento localiza a Biblioteca Municipal e no segundo pavimento encontra-se vazio a espera de uma reforma. A área é de 631,42 m2, sendo a frente pela Rua Santa RIta com 27,30 m e no lado da Praça Pedro Ludovico 18,75m.

Até 2009, a Biblioteca Municipal funcionava em prédio locado na Praça da República. A AILA - Academia Itumbiarense de Letras e Artes e o Museu, estavam sediados na Casa de Cultura, antiga casa de visita de Furnas.

 





PALÁCIO DAS ÁGUAS - NA ORLA DO RIO PARANAÍBA
O projeto da Praça das águas que conta com o Palácio das Águas e também uma praça em frente uma universidade no final da Avenida Beira Rio, faz parte do projeto de revitalização da Avenida Beira Rio, feito em 2006, cuja obra foi inaugurada em 2009. O local foi concebido para o estudo da água na região. Sedia a Secretaria de Turismo e já contou com a escola de saneamento básico da Saneago na Região.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

AS DEZ MARAVILHAS DE ITUMBIARA - OITAVA - AS PRAÇAS PÚBLICAS NA ÁREA CENTRAL

PRAÇA DA REPÚBLICA, BANDEIRA E SEBASTIÃO XAVIER
     Praça da República - revitalização de 2017

Praça da República

Itumbiara/GO, município brasileiro localizado no interior do Estado de Goiás, na divisa com Minas Gerais, situa-se ao sul da capital Goiânia na distância de 205 quilômetros e 411 quilômetros da capital federal, Brasília. O município é considerado o portal de entrada do estado de Goiás e possui 104.742 habitantes (IBGE 2019). Por esta situação, o município é um polo de turismo regional, sobretudo gastronômico, cultural, de saúde e de negócios. A cidade tem forte influência comercial e turística e recebe diariamente um grande número pessoas de cidades vizinhas do Estado de Goiás e do Triângulo Mineiro que procuram nela serviços ao acessarem o centro comercial, opções de passeio, atividades culturais e de entretenimento disponibilizados pelo município. Entre os principais pontos turísticos se destacam: Orla do Rio Paranaíba com Calçadão, Palácio das Águas, Torre do Farol e Quiosques, Museu Municipal e Sacro, prédio do Palácio da Cultura., monumentos tombados pelo Iphan como a Ponte Afonso Pena, Represa da Usina Hidrelétrica de Furnas, Catedral de Santa Rita de Cássia e Praça da República (construída  inicialmente como Largo da Igreja Matriz no século XIX, por onde se iniciou o povoamento do município, Praça Getúlio Vargas em 1934 e finalmente Praça da República a partir da década de 1950. Segundo dados da Associação Comercial e Industrial do município, Itumbiara recebe cerca de 100 mil turistas por ano. Fazem parte do calendário de eventos turísticos no município como evento principal a festa Junina denominada Arraiá no mês de junho com mais de 40 mil visitantes. Na Praça da República são realizados eventos turísticos como desfiles cívicos na comemoração de aniversário da Independência do Brasil em setembro e da instalação do Município em outubro,  Feira de artesanato durante o ano, apresentação de bandas, festas da Padroeira da Cidade em maio, Semana da Pátria, Exposição Regional de Orquídeas, Cantata de Natal, Palco das Artes com apresentação artísticas  em dezembro. A Praça da República está localizada na região central da cidade a 100 metros da Avenida Beira Rio. Em 2017 sofrreu alterações na fonte luminosa, piso, instalações elétricas, instalações hidráulicas, pintura, novos banheiros, palco de eventos  e serviços de paisagismo e iluminação. A execução da obra em 2017 de Revitalização da Praça da República no Centro Histórico de Itumbiara buscou solucionar problemas no âmbito do turismo relacionados com a trafegabilidade, acessibilidade e melhorias do ambiente.  As intervenções foram na área total de 9.239,30 m2 no interior da praça, no espaço do Largo da Matriz de Santa Rita de Cássia, com  coordenadas geográficas entre o ponto definido pela Latitude/Longitude: a) Rua Padre Florentino com inicio: -18.419015/-49.215534 e Rua Prefeito Antônio Joaquim Silva com término: -18.419472/-49.217281 e b) Rua Padre Felix com inicio: -18.419421/-49.215269 e Rua Prefeito Antônio Joaquim Silva com término -18.419421/-49.215269.

 

 ARQUITETURA DA PRAÇA DA REPÚBLICA

Para melhor conhecer a principal praça do município de Itumbiara, apresentamos o texto da arquiteta Nayara Guimarães, quando da conclusão do curso de graduação em arquitetura e urbanismo em 2019 pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU

 

“Em 1934, o Prefeito Municipal Sidney Pereira de Almeida, autorizou a construção do primeiro Jardim Público da cidade, onde se localiza a atual Praça da República. O projeto do jardim foi planejado pelo engenheiro Dr. Eduardo Figueiredo Mendes, considerava a instalação de um carneiro hidráulico, para servir a praça e a população; além de contar com um coreto, canteiros e calçamento. Este espaço foi entregue em 23 de junho de 1935, em grande festa

Em homenagem ao Presidente Getúlio Vargas, a praça recebeu seu nome, por ordem do Prefeito. O local possuía canteiros retilíneos, que se curvavam de acordo com a implantação do coreto, gerando caminhos alternativos, com diferentes aplicações da vegetação. Os bancos, aparentemente, foram inseridos posteriormente, quando a vegetação se encontrava mais desenvolvida. Eram dispostos nas passagens laterais da praça de forma que ficassem intercalados, quando voltados para a rua, trazia o olhar do usuário para o que acontecia nos arredores da praça, e quando para dentro da mesma, volta o olhar a observação da paisagem com maior tranquilidade

O desenho posterior, datado de 1948, modificou os caminhos existentes, tornando os canteiros mais largos e mantendo o coreto. As árvores de grande porte localizadas ao centro, foram substituídas por arbustos, mas as que circundavam o ambiente foram conservadas. Observa-se também que a Igreja tinha sua fachada voltada para a Rua Padre Félix, dando “as costas” para a Praça.

Mais adiante, em 1967, sob a responsabilidade do prefeito Sebastião Xavier Júnior, e pelo traçado de João Jorge Coury, afamado arquiteto da região responsável pelo traçado da Praça Tubal Vilela em Uberlândia – MG; que tendo estudado as obras de Oscar Niemeyer tem como grande influência a arquitetura moderna (RODRIGUES, 2018). A entrega do projeto foi marcada para o dia doze de outubro, aniversário da cidade, onde recebeu o nome de Praça da República.

Na imagem observa-se o grande avanço de modernização da Igreja Matriz, que agora volta sua fachada para a Praça. Não se tem registros quanto ao responsável pela reforma da Igreja, portanto, não se pode afirmar que o arquiteto também interviu nesse local. Em suma, no projeto da Praça da República, implanta-se pedra portuguesa, intercalando o padrão preto e branco utilizado também em uma de suas praças de Uberlândia, a praça Nossa Senhora Aparecida, um ano antes (GUERRA, 1998). A presença da fonte, também é um grande elemento de modernização, pois seu traçado moderno tornava-se inovador para a cidade. A presença de banheiros também pode ser observada na construção à direita, na Figura X. Bancos retilíneos também delimitavam o desenho da praça.

Em 1990 ocorreu uma reforma na Praça da República, e nas demais praças da cidade, sendo este um feito do Prefeito Dr. Luiz Moura. A iluminação foi modernizada e a fonte pintada. Novos canteiros foram acrescentados, agora com desenho circular, inserindo-se palmeiras-imperiais em seu paisagismo. Os banheiros passaram a ser implantados na parte subterrânea, na mesma localização.”

Acrescenta-se que em 2009, no governo de Zé Gomes da Rocha, a praça recebeu iluminação especial que também  foi estendida a igreja. Até a revitalização de 2017, constava esta obra de implantação de nova iluminação.

Nayara Guimarães, segue em seu trabalho de conclusão de curso,  comentários sobre a Praça da República:

“As memórias foram destruídas e deram lugar para uma grande placa metálica que manteve o ambiente fechado por aproximadamente dois anos. A pedra portuguesa foi substituída por blocos de concreto. A praça foi totalmente nivelada, mas o meio fio contava com altura superior a 18cm, prejudicando o acesso de pedestres

 

O novo projeto fez uma modificação no percurso da Rua Marechal Deodoro, possibilitando um caminho para a entrada de ônibus, contando com dois pontos de espera para os usuários. Entretanto, eles nunca foram utilizados, pois não contaram com estudo de insolação, logo, a presença de sol direta prejudicava a espera no local. O projeto, de modo geral, não foi concluído por irregularidades (PMI, 2017)

Como solução para a questão de acessibilidade, a praça foi novamente derrubada, agora sob ordens do Prefeito José Antônio, em 2017. Com planos de revitalização, fora contratada uma equipe de engenheiros e arquitetos, seus nomes não constam em nenhum quadro de honrarias no local, mas foi informado o nome de Sérgio Nagata pela PMI (2019) como feitor da obra. O novo projeto tinha como objetivo ser entregue no dia do aniversário da cidade, assim como os demais. A praça seguiu nivelada, mas foi ajustada de acordo com as recomendações do Plano Diretor. Esse projeto inclui implantação de banheiros, paisagismo, troca de piso, rebaixamento de meios-fios e palco para apresentação culturais. Os canteiros localizam-se apenas na parte lateral da implantação; mas devido ao espanto da população quando o projeto foi apresentado, pela não retomada de arborização no novo projeto, implantaram algumas palmeiras que ultrapassam o canteiro.

Como registrado anteriormente, o novo projeto teve uma preocupação quanto aos eventos que ali se realizam, gerando inclusão deles em seus traços, por meio da implantação de palco, espaços abertos para apresentações, etc. Logo, se faz oportuno relatar um dos mais marcantes eventos anuais que acontece no local há anos, a “barraquinha”. No desenho, a partir de 1990, a praça era fechada com placas metálicas, ou bambu, para a realização da Barraquinha, feita pela Igreja Santa Rita de Cássia. Esse evento é anual, e acontece no período de festas juninas, tendo duração de aproximadamente duas semanas. A festa se destina a grupos específicos, e por se tratar de uma barreira (tanto física, quanto social), impede a circulação de estudantes, trabalhadores e pessoas que usam os serviços de banco. Durante os anos de desuso da praça (entre 2016 a 2017), o evento se transferiu para o “Capim de Ouro”, na Avenida Beira Rio, e mesmo com a reforma atual, não retornará para a Praça. É importante destacar que o palco implantando no projeto de 2017, está sendo utilizado para apresentações de escolas de redes públicas, dando continuidade a intenção do mesmo método aplicado no desenho de 1990. Portanto, pode-se afirmar que o local tem relações bem delineadas e que as atividades antes restritivas, estão sendo eliminadas com o passar do tempo, devido ao entendimento dos governantes e da própria sociedade. Assim, surge a noção de pertencimento.”

Outras fontes:

PEREIRA, Sidney. Itumbiara, um século e meio de história. Itumbiara: Terra, 1997.

RODRIGUES, Jussara. Da Ausência de Preservação do Patrimônio Histórico das Praças Centrais de Itumbiara (GO). Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Geografia), UFG, Catalão, 2018.


PRAÇA SEBASTIÃO XAVIER

   Fonte luminosa da Praça Sebastião Xavier

Nas décadas de 1950 e 1960, o local era utilizado como campo de futebol sem gramado e foi cedido ao clube de futebol do Nacional, que fez uma troca com o município e construiu o Estádio Paranaíba, deixando este local entre as ruas Jacinto Brandão e João Manoel de Souza para a construção de uma Praça, que teria sido construída no governo de Ataíde Borges entre 1970 e 1972. Em frente ao local funcionou o segundo prédio da Prefeitura do Município desde 1925 até a mudança para as imediações da Avenida Trindade e Rua Santa Rita.

Inicialmente o local tinha a denominação de Praça São Sebastião e teve a mudança para o nome de Sebastião Xavier, lider político local das décadas de 1930 a 1960.

No governo José Gomes da Rocha entre 2005 e 2008, foi realizada uma revitalização com troca de iluminação e colocação de irrigação, mas não foi possível funcionar a fonte luminosa, pois não se conseguiu um meio de evitar o vazamento de água, sendo necessária a troca da fonte.

Alunos da rede municipal de itumbiara em evento na Praça Sebastião Xavier

Nos dias atuais, há um projeto e recurso obtidos para reformas na praça que se encontra em péssimo estado. Pretende-se com a revitalização da Praça Sebastião Xavier promover e oferecer um espaço com mais conforto, embelezamento e propiciar um ambiente agradável para os nossos para os  turistas de toda região do Sul de Goiás e até do Triângulo Mineiro, que se deslocam para Itumbiara para utilização do rico comércio regional, festividades e utilização da área de serviços. O número de turistas  aumentam a cada ano devido a localização estratégica de Itumbiara e sua posição de polo comercial e de serviços numa região habitada por mais de 300.000 mil pessoas. Turistas que vem até Itumbiara para visitar o município,  atraídos principalmente pela Orla do Rio Paranaíba que é dentre os pontos turísticos do município, o mais visitado, por possuir áreas para embarcação, torre do farol,  quiosques, praças de esportes. O local está no rol de  pontos turísticos, que conta ainda com Palácio da Cultura, Museu Major Militão Pereira e Almeida e a Praça da República, onde se localiza o mais antigo prédio da cidade que a a Paróquia de Santa Rita de Cássia, construída no ano de 1856 e que é muito visitada. Na Praça Sebastião Xavier, onde se pretende fazer a revitalização, tem como evento principal a Feira Gastronômica Regional, criada para ser realizada anualmente e que conta com apresentação artística musical. A  praça também é um ponto de visitas e de encontros dos alunos da Rede Publica de Ensino e outras instituições que celebram eventos cívicos e culturais, como a semana da Pátria. O Município de Itumbiara encontra-se no Roteiro Turístico de Goiás, onde muitas pessoas passam por esta praça que está na rota do Centro Histórico e da Orla do Rio Paranaíba, na qual se encontra em condições precárias, fato que não desperta a atenção e conforto dos turistas. Esta revitalização com instalação de luminárias nova pista de passeio, bancos e paisagismo, terá um papel de grande importância Tornado a Praça Sebastião Xavier,  um dos melhores pontos turísticos de Itumbiara,  aumentando ainda mais o fluxo de turistas no município. 

Concha da Praça Sebastião Xavier

Praça da Bandeira

Interior da Praça da Bandeira

Construída no primeiro governo de Ataíde Borges, entre 1961 e 1965, a Praça da Bandeira é o local tradicional da cidade, onde anualmente se faz a troca do pavilhão nacional e da bandeira de Itumbiara. Foi revitalizada em 1990, 1999 e 2019 e se encontra em bom estado de conservação. Ligada ao centro histórico da cidade, se localiza logo após a Rua Santa Rita, nas imediações do Palácio da Cultura. Faz ligação também com o início da Avenida Afonso Pena, que liga o centro da cidade a BR 153.

Praça da Bandeira - início da Avenida Afonso Pena