quinta-feira, 20 de abril de 2023

EM 1996, NO ÚLTIMO ANO COMO PRESIDENTE DO ITUMBIARA, DEPUTADO FEDERAL ZÉ GOMES FOI PUNIDO POR AJUDAR O CLUBE COM SEU GABINETE

 

Presidente: José Gomes da Rocha

O ano de 1996 marcou a vida política de Zé Gomes nos próximos 20 anos, mas não impediu que fosse reeleito deputado federal em 1998, deputado estadual em 2002 e prefeito nas eleições de 2004 e 2008. No ano que morreu em 2016, as pesquisas apontavam que seria o único prefeito da cidade a se eleito pela terceira vez, mas foi vitima de uma atentado na última carreata das eleições. Depois de dirigir o clube em 1985, pegar na segunda divisão em 1991 e obter o acesso, ser presidente do clube em 1992 na primeira divisão, voltou a ser presidente entre 1994 e 1996. Em seu último ano como presidente, o time foi o quinto colocado ficou invicto todo primeiro turno após 11 jogos. O time da temporada de 1996 manteve uma base local e chegou a contar com 10 jogadores da cidade como Barriga, Iuna, Cacá, Marco Aurélio, Zezinho, Billa, Toinho e Galo.

Com cerca de R$ 10 mil disponíveis para seu gabinete parlamentar, Zé Gomes consultou sua assessoria jurídica e foi informado que poderia contratar quem quisesse para sua assessoria, então resolveu ajudar o time da cidade e contratou algumas esposas de jogadores para fazer trabalho social no município e também alguns jogadores da própria cidade que recebiam entre R$ 500 e R$ 1.800.  As contratações geraram um processo judicial que afligiu Zé Gomes pelos vinte anos seguintes. 


jogos na temporada




segunda-feira, 17 de abril de 2023

EM 1995 COM ADERBAL LANA E ZÉ GOMES JUNTOS, ITUMBIARA DISPUTOU A SÉRIE C DO BRASILEIRO COM 13 JOGADORES DA CIDADE


 

presidente: José Gomes da Rocha

Técnicos: Aderbal Lana e Walter Gabriel Santana

No ano de 1995, o Time do Itumbiara manteve a classificação de sexto lugar entre 17 que disputaram a primeira divisão do campeonato goiano. A posição valeu uma vaga no campeonato brasileiro da série C. Naquele ano, a novidade do campeonato foi a disputa de pênaltis em caso de empate e que dava um ponto extra ao time vencedor. Em 30 jogos da primeira e segunda fase, ocorreram 12 empates nos jogos do Itumbiara e o tricolor venceu 7 na cobrança de penalidades.

Campeonato Brasileiro série C

Com o técnico Aderbal Lana no comando, o time contava com 13 jogadores da cidade para disputar o campeonato brasileiro e não conseguiu nenhuma vitória. Nos dois últimos jogos assumiu o comando o auxiliar técnico Walter Gabriel Santana, o ex-goleiro Waltinho.  Entre os jogadores da região que entraram em campo estavam o goleiro Iúna, Zezinho, Vanilson, Fabrício, Marco Aurélio, Bila, Cacá, Toinho, Galo, Ricardo Boiadeiro, China, Edmar e Verciano.

veja fichas técnicas do campeonato brasileiro e resultados no campeonato goiano

CALDAS 1x0 ITUMBIARA - 17:00

L: Serra de Caldas, Caldas Novas, GO, BRA; J: João Ferreira Menezes, Vanderlei Maia da Silva e Adelson Gonçalves; G: Pedrinho aos 76'; A: Marco Aurélio, Cacá, Ricardo Ivo, Maurinho, Pedrinho, Ney; V: Fabrício

CALDAS: Dênis, Jairo, Walker, Wânderson, Ricardo Ivo, Sulyman, Wellington Dias (Euri), Maurinho (David), Pedrinho, Ney, Carlos Henrique (Detetive). T: Filinto Holanda.

ITUMBIARA: Iúna, Zezinho (Vanilson), Fabrício, Paulo Dama, Mendonça, Marco Aurélio, De Paula, Billa, Cacá, Ronaldo, David (Toinho ((China)). T: Aderbal Lana.

 

ITUMBIARA 2x0 PLANALTINA - 20:30

L: Juscelino Kubitscheck, Itumbiara, GO, BRA; J: Joelmes Jesus da Costa, José Maria Gonçalves e Ana Bia Batista; G: Ronaldo aos 53' e De Paula aos 89'; A: De Paula, Filó, Gil, Bazé; V: China, Marco Aurélio; N: A partida foi suspensa no intervalo, devido a falta de energia elétrica. A segunda etapa foi disputada em 04/09/1995.

ITUMBIARA: Iúna, Paulo Dama, China, Mendonça, Vanilson, Marco Aurélio, De Paula, Billa, Cacá, Ronaldo, Edmar (Toinho). T: Aderbal Lana.

PLANALTINA: Capucho, Zé Carlos, Avelino, Marquinhos (Joel), Serginho, Edi Carlos, Tita (Edinho), Filó (Dequinha), Gil, Tôni, Bazé. T: Francisco de Oliveira.

 

 

ITUMBIARA 1x2 GAMA - 17:00

L: Juscelino Kubitscheck, Itumbiara, GO, BRA; J: Nelson Sonego, Nilson Justino Pereira e Ramon Rodrigues; G: Marcelo França (G) aos 12' e aos 23'; Toinho (I) aos 40'; A: Chaguinha, China, Paulo Dama; V: Dal

ITUMBIARA: Iúna, Paulo Dama, China (Verciano), Mendonça, Vanilson (Ricardo Boiadeiro), Marco Aurélio, De Paula, Billa, Cacá, Ronaldo, Edmar (Toinho). T: Aderbal Lana.

GAMA: Márcio, Chaguinha, Gerson, Jairo, Dal, Mozer, China, Carlinhos, Vital (Helinho ((Márcio Araújo)), Gilmar, Marcelo França (Romualdo). T: Joel Martins da Fonseca.

 

 

ITUMBIARA 0x1 CALDAS - 17:00

L: Juscelino Kubitscheck, Itumbiara, GO, BRA; J: Marques Dias da Fonseca, Vanderlei Maia da Silva e Selma Leopoldino de Lima; G: Maurinho aos 60'; A: Donizete, Fabrício, Toinho, Jairo, Euri, Wellington Dias, Detetive, Ney

ITUMBIARA: Iúna, Donizete, Fabrício, Jubal (Ricardo Boiadeiro), Mendonça (Reginaldo), Billa, Toinho (Vanilson), De Paula, Cacá, Ronaldo, Galo. T: Aderbal Lana.

CALDAS: Dênis, Jairo, Walker, Wânderson, Ricardo Ivo, Sulyman, Wellington Dias, Maurinho (David), Ney, Carlos Henrique (Euri), Alexandre (Detetive). T: Fábio Gonzaga de Menezes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PLANALTINA 2x2 ITUMBIARA - 15:30

L: Adonir Guimarães, Planaltina, DF, BRA; J: Raimundo Menezes Carvalho, Jamil Gedson de Miranda e Elmo Damasceno Andrade; G: Bazé (P) aos 21', Ernesto (P) aos 27', Cacá (I) aos 36' e Edmar (I) aos 79'; A: Mendonça, Vanilson, Marco Aurélio, Capucho, Lúcio, Marquinhos, Élton

PLANALTINA: Capucho, Avelino, Lúcio, Marquinhos, Serginho, Élton, Zé Carlos (Filó), Tôni (Rildo), Ernesto, Edinho, Bazé. T: Francisco de Oliveira.

ITUMBIARA: Iúna, Fabrício, China, Vanilson, Mendonça, Marco Aurélio, Toinho (Edmar), Billa, Ricardo Boiadeiro (Reginaldo), Cacá, Galo. T: Walter Gabriel Santana

 

 

GAMA 0x0 ITUMBIARA - 16:00

L: Bezzerão, Brasília, DF, BRA; J: Jamir Carlos Garcez, Arudá Pires Lima e Manoel Fontoura da Silva; A: China, Gilmar, Iúna, Vanilson, Ricardo Boiadeiro

GAMA: Edivaldo, Chaguinha, Jairo, Márcio Araújo, Paulo Henrique, Mozer, Pacheco (Vital), China, Renato (Carlinhos), Gilmar (Romualdo), Marcelo França. T: Joel Martins da Fonseca.

ITUMBIARA: Iúna, Fabrício, China, Vanilson, Mendonça, Marco Aurélio, Reginaldo (Edmar), Billa, Ricardo Boiadeiro, Cacá (Toinho), Galo. T: Walter Gabriel Santana.

 

 



terça-feira, 11 de abril de 2023

O TIME DE 1994 DO ITUMBIARA REVELAVA CACÁ E BILA E TINHA ZÉ HUMBERTO, UM FUTURO TÉCNICO

 


Presidente: José Gomes da Rocha

Os melhores momentos do Itumbiara na década de 1990 foram com Zé Gomes na presidência. Primeiro assumiu em 1991 na segunda divisão e conseguiu o acesso. Fez um grande time em 1992 com jogadores emprestados pelo Fluminense e voltou em 1994 para se o presidente por mais três anos. As melhores colocações do clube foram neste período ficando entre os seis melhores, que asseguraria uma vaga no campeonato brasileiro da série C em 1994,  1995 e 1997.  No time de 1994 se destacavam os zagueiros Frei e Régis e o atacante Ronaldo. Zé Humberto que jogou no Santos, disputou o campeonato brasileiro da série C e seria  a partir de 2007, um dos técnicos que mais dirigiu o clube ao lado de Aderbal Lana. De Paula era o pulmão do time que revelava naquele ano dois jogadores de Itumbiara, Cacá e Bila. O time foi comandado por Aderbal Lana. 

Jogos na temporada 1994

CAMPEONATO BRASILEIRO

Técnico Aderbal Lana

Time base

Goleiros Donizete, Edilson e Nasser

Donizete, Luiz Henrique, Vica (Paulo Dama), Frei (Regis) e Betinho

De Paula (Marciel), Bila, Humberto (Zé Humberto), Mauricio

Cacá (Ronaldo), Helinho (Wilton)



CAMPEONATO GOIANO




sábado, 8 de abril de 2023

HÁ 30 ANOS, ITUMBIARA SOFRIA GOLEADA DE 7 A 2 PARA O GOIÂNIA MAS SE MANTEVE NA PRIMEIRA DIVISÃO

 

Temporada 1993 - presidente Francisco Pinto Gomes

Depois de obter o acesso em 1991 e buscar o título em 1992, o presidente José Gomes da Rocha foi sucedido em 1993 pelo empresário Francisco Pinto Gomes e o time base com três jogadores de Itumbiara em que se destacavam o goleiro Iúna, o zagueiro Maninho e o volante Luiz Renato, disputou um dos campeonatos mais longos com 18 equipes na primeira divisão e o time ficou a um ponto de avançar entre os oitos melhores para a próxima fase. Acabou em novo lugar. O destaque negativo foi a derrota por 7 a 2 para o Goiânia em jogo realizado na capital. Naquele ano, foi a maior goleada  que o Gigante sofreu  desde sua estreia em 1970. Já havia sido goleado outras duas vezes com placares elásticos, nas derrotas para o próprio Goiânia em 1975 por 6 a 1 e de 6 a 0 para o Goiás em 1989.


veja todos os 597 jogos do GIGANTE ATÉ 1993

NO JK FORAM 298 JOGOS COM 150 VITÓRIAS, 89 EMPATES E 59 DERROTAS



sexta-feira, 31 de março de 2023

EM 1992, PÉRICLES ENCERRA A CARREIRA, ZÉ GOMES TRAZ MEIO TIME DO FLUMINENSE E O GOIATUBA LEVA O TÍTULO DE CAMPEÃO GOIANO

 

              Donizete, Régis, Frei, Ticão, Iúna e Luciano Mineiro. Vander, Roberto, Péricles, Niltinho e Denilson. Auxiliar Valtinho.





Depois do acesso do Itumbiara em 1991, o presidente do clube José Gomes da Rocha era amigo pessoal do presidente da República Fernando Collor de Melo e a influência como deputado federal proporcionou ter amigos no Fluminense, que possibilitou o empréstimo de grandes jogadores para disputar o campeonato goiano em 1992, como Franklin, Marcelo Ribeiro e Luciano. Antes do início do campeonato, Zé Gomes trouxe o próprio Fluminense para jogar contra o Itumbiara em junho com vitória do Gigante do Vale por 1 a 0. Um domingo antes da estreia no Goianão, o Itumbiara empatou com o Atlético mineiro em 1 a 1 e dava muita esperança de que com os reforços, o time conseguiria o tão sonhado título de campeão goiano. O ano também marcava o retorno de Péricles, que foi revelado no clube entre 1982 e 1984 e que se consagrou como ídolo no Goiás entre 1985 e 1990 e depois fez a temporada 90/91 no futebol japonês na equipe do Yomiuri que depois passou a se chamar Verdy kawasaki, onde atuou parte da temporada seguinte, justamente quando a Liga Esportiva do Japão era substituída pela J. League e o futebol começou a se desenvolver naquele país. Contam alguns contemporâneos  que no Itumbiara em 1992, Péricles fez grandes jogos, inclusive marcou o gol do Gigante no empate de 1 a 1 com o Estádio JK lotado, mas depois do jogo contra o Novo Horizonte em Ipameri em que o Itumbiara venceu por 1 a 0, houve algum desentendimento com um dos atletas que veio do Fluminense e o craque Péricles não atuou mais pelo Itumbiara.

Goiatuba campeão

Desde a fundação em 1970, Itumbiara e Goiatuba foram grandes rivais, quem começou no seletivo de 1971, quando o Goiatuba ficou com a vaga do Sul na disputa com o Gigante e seria o melhor do interior do que o Itumbiara nos primeiros anos, além de ter também saído na frente na construção de um campo, que foi o Divino Garcia Rosa em 1971. O título de campeão goiano também chegou primeiro com o Goiatuba em 1992 em uma campanha memorável que derrotou na última fase todos os grandes da capital e com uma rodada de antecedência levou o título na vitória contra o Vila Nova no Serra Dourada por 2 a 0. O Gigante não perdeu naquele ano para o Goiatuba, mas também não conseguiu vencer e nos dois turnos ocorreram empates de 1 a 1 e 2 a 2. Ao final, o Tricolor ficou com o quinto lugar.

Os jogos



quinta-feira, 23 de março de 2023

EM 1991, ZÉ GOMES VOLTA A PRESIDÊNCIA E BILL AO ATAQUE DO GIGANTE PARA BUSCAR O ACESSO A PRIMEIRA DIVISÃO DO GOIANÃO



Presidente: Deputado federal José Gomes da Rocha

Time base: Iúna, Ailton Sousa, Osmar Galé, Testa e Rufino. Donato, Ronis e Lazinho. Niltinho, Galo e Bill.



Décadas de 1970 e 1980
As gerações de jogadores das décadas de 1970 e 1980 não viram nenhuma queda do Gigante para a Segunda Divisão. O time só não disputou a primeira divisão em 1971, quando não conseguiu a vaga em uma disputada na região Sul e depois contra o Campinas em Dois jogos de ida e volta. Mas a geração de 1970 que tinha a receita de buscar jogadores inicialmente em Minas Gerais e depois na segunda metade da década em São Paulo, foi a mais vitoriosa em relação aos times da década de 1980, que mesclaram jogadores experientes com jogadores revelados em Itumbiara. A geração de 1970 foi vice-campeão do Centro Oeste e disputou a primeira e segunda divisão do campeonato brasileiro. Em 229 jogos  entre 1970 e 1980, o time do Itumbiara venceu 93 vezes ou 40,6% dos jogos, empatou 63 ou 27,51% e perdeu 73 vezes ou 31,87%. Já os times das décadas de 1980, disputaram a Taça de Prata e de Bronze do Brasileiro e caíram para a segunda divisão em 1990. Apresentou resultados regulares em 298 jogos, com 96 vitórias ou 32,21%. 103 empates ou 34,56% dos jogos e foi derrotado em 99 vezes ou 33,22%.

A Divisão de Acesso em 1991
Após o time cair para a segunda divisão em 1990, o então deputado federal José Gomes da Rocha assumiu a presidência para buscar o acesso a primeira divisão e conseguiu o resultado. Não foi fácil, pois o Piracanjuba dominou o campeonato do começo ao fim e venceu o Itumbiara nos dois jogos de turno e returno. O Itumbiara aplicou na competição sua maior goleada na história ao vencer o Monte Cristo por 7 a 0. O vice-campeonato levou o Gigante de volta a primeira divisão e começava uma nova década.  O time na temporada reuniu jogadores experientes como Bill que chegava aos 38 anos e as revelações do time de júniores de 1988, como Galo e Niltinho. Continuavam no Gigante jogadores da região como o goleiro Iúna, Osmar Galé, Rônis e Ailton Sousa.






Jogos na segunda divisão



quarta-feira, 22 de março de 2023

40,99% DA ÁGUA PRODUZIDA EM ITUMBIARA SE PERDE NA DISTRIBUIÇÃO, MOSTRA SNIS 2022

 10 MILHÕES DE LITROS DE ÁGUA FORAM PRODUZIDOS NO SISTEMA DE ÁGUA TRATADA E 4,1 MILHÕES SE PERDERAM NO CAMINHO 

       Ponto de captação de água bruta no Ribeirão Santa Maria em Itumbiara


No dia mundial da água, Itumbiara tem o desafio de ser mais eficiente na gestão da água tratada. Com serviços universalizados  e prestados mediante  concessão a Saneago tem altos índices de perdas de água, seja de faturamento, seja na distribuição. Segundo dados do SNIS publicados em 2022, o município produziu em 2021 em seu sistema 10.066,87 (mil m3) de água  e o volume consumido foi 5.889,26 (mil m3), ou seja, 4.177,61 (mil m3) não chegaram ao destino.  O índice é maior do que a média nacional que foi de  38,4% e o dobro da capital goiana, que é um exemplo em relação ao controle de perdas de água. A água perdida por variados fatores poderia atender mais 40 mil pessoas no ano. 





Investimentos na troca de redes velhas

Em 2010, o município de Itumbiara fez um financiamento de R$ 10,5 milhões para trocar as antigas redes de água no centro da cidade e que eram uma das causadoras de muitos vazamentos. Após a execução dos serviços, as perdas na distribuição reduziram até chegar a 36% mas voltaram a subir. Há muitos problemas no controle da pressão na área central e que ocasionam vazamentos.


Portaria estabelece indicadores que deverão ser cumpridos pelos municípios para reduzir as perdas de água no País. Valores serão baseados em informações prestadas ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

Municípios de todo o Brasil deverão cumprir metas de perda de água na distribuição aos consumidores para terem acesso a repasses federais e a financiamentos com recursos da União ou geridos por órgãos da Administração Pública. A medida é decorrente da aprovação, em 2020, do Marco Legal do Saneamento Básico. Uma portaria publicada em 2020 pelo governo federal, estabelece as condições para redução de perdas de água e vale para todos os órgãos federais que investem recursos em saneamento básico.

A comprovação do cumprimento do índice de perda de água será feita com base em dois indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). O primeiro é o índice de perdas na distribuição, medido em percentual. Esse é um indicador que relaciona o volume de água perdida na distribuição em relação à água produzida.

 

Perdas de Água

No caso das perdas na distribuição, a média nacional no último SNIS foi de 38,4%. Então em 2021 e 2022, como o percentual pode chegar a 100% dessa média, os municípios podem registrar perda de até 38,4%.

Já em 2034, a perda pode chegar a no máximo 65%. Se, por exemplo, a média nacional fossem os mesmos 39,3% de 2020, a perda na distribuição poderia ser de até 25,5% (o que corresponde a 65% de 39,3%).

Caso o município não atenda aos requisitos, os tomadores devem incluir nas solicitações de recurso ou nas propostas de financiamento medidas para a redução de perdas. Nesse contexto, estão inseridas ações como setorização e zonas de medição e controle; macromedição e pitometria no sistema distribuidor; micromedição; e implantação, ampliação ou melhoria do controle operacional.

As intervenções sugeridas nas propostas deverão ser justificadas e estar atreladas a metas a serem alcançadas na redução de perdas de água para atingir os percentuais estabelecidos pela Portaria. Essa exigência também é válida para projetos que tenham esgotamento sanitário em seu escopo, quando a prestação dos serviços for concomitante.


Tipos de perdas

1 – Perdas físicas ou reais.

Essas são caracterizadas por volumes de água que se perderam durante o percurso entre as estações de tratamento de água até os usuários do sistema por vazamentos que ocorrem, principalmente, devido ao desgaste das tubulações. O que prejudica o combate a essas perdas é que, muitas vezes, os vazamentos não são visíveis, dependendo do uso de equipamentos que realizam varreduras subterrâneas nas redes.

 

2 – Perdas não físicas ou aparentes.

Tem muita água que é consumida, mas os volumes não são contabilizados pela empresa de distribuição, principalmente devido às irregularidades, tais como fraudes e ligações clandestinas (“gatos”) e à submedição dos hidrômetros. A parcela de perdas não físicas representa principalmente perda de faturamento da companhia de saneamento, não equivalendo à perda física da água.