Time base: Iúna, Ailton Sousa, Osmar Galé, Testa e Rufino. Donato, Ronis e Lazinho. Niltinho, Galo e Bill.
quinta-feira, 23 de março de 2023
EM 1991, ZÉ GOMES VOLTA A PRESIDÊNCIA E BILL AO ATAQUE DO GIGANTE PARA BUSCAR O ACESSO A PRIMEIRA DIVISÃO DO GOIANÃO
quarta-feira, 22 de março de 2023
40,99% DA ÁGUA PRODUZIDA EM ITUMBIARA SE PERDE NA DISTRIBUIÇÃO, MOSTRA SNIS 2022
10 MILHÕES DE LITROS DE ÁGUA FORAM PRODUZIDOS NO SISTEMA DE ÁGUA TRATADA E 4,1 MILHÕES SE PERDERAM NO CAMINHO
Ponto de captação de água bruta no Ribeirão Santa Maria em ItumbiaraNo dia mundial da água, Itumbiara tem o desafio de ser mais eficiente na gestão da água tratada. Com serviços universalizados e prestados mediante concessão a Saneago tem altos índices de perdas de água, seja de faturamento, seja na distribuição. Segundo dados do SNIS publicados em 2022, o município produziu em 2021 em seu sistema 10.066,87 (mil m3) de água e o volume consumido foi 5.889,26 (mil m3), ou seja, 4.177,61 (mil m3) não chegaram ao destino. O índice é maior do que a média nacional que foi de 38,4% e o dobro da capital goiana, que é um exemplo em relação ao controle de perdas de água. A água perdida por variados fatores poderia atender mais 40 mil pessoas no ano.
Investimentos na troca de redes velhas
Em 2010, o município de Itumbiara fez um financiamento de R$ 10,5 milhões para trocar as antigas redes de água no centro da cidade e que eram uma das causadoras de muitos vazamentos. Após a execução dos serviços, as perdas na distribuição reduziram até chegar a 36% mas voltaram a subir. Há muitos problemas no controle da pressão na área central e que ocasionam vazamentos.
Portaria
estabelece indicadores que deverão ser cumpridos pelos municípios para reduzir
as perdas de água no País. Valores serão baseados em informações prestadas ao
Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
Municípios
de todo o Brasil deverão cumprir metas de perda de água na distribuição aos
consumidores para terem acesso a repasses federais e a financiamentos com
recursos da União ou geridos por órgãos da Administração Pública. A medida é
decorrente da aprovação, em 2020, do Marco Legal do Saneamento Básico. Uma
portaria publicada em 2020 pelo governo federal, estabelece as condições para
redução de perdas de água e vale para todos os órgãos federais que investem
recursos em saneamento básico.
A comprovação do cumprimento do índice de perda de água será
feita com base em dois indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre
Saneamento (SNIS). O primeiro é o índice de perdas na distribuição, medido em
percentual. Esse é um indicador que relaciona o volume de água perdida na
distribuição em relação à água produzida.
Perdas de
Água
No
caso das perdas na distribuição, a média nacional no último SNIS foi de 38,4%.
Então em 2021 e 2022, como o percentual pode chegar a 100% dessa média, os
municípios podem registrar perda de até 38,4%.
Já
em 2034, a perda pode chegar a no máximo 65%. Se, por exemplo, a média nacional
fossem os mesmos 39,3% de 2020, a perda na distribuição poderia ser de até
25,5% (o que corresponde a 65% de 39,3%).
Caso
o município não atenda aos requisitos, os tomadores devem incluir nas
solicitações de recurso ou nas propostas de financiamento medidas para a
redução de perdas. Nesse contexto, estão inseridas ações como setorização e
zonas de medição e controle; macromedição e pitometria no sistema distribuidor;
micromedição; e implantação, ampliação ou melhoria do controle operacional.
As
intervenções sugeridas nas propostas deverão ser justificadas e estar atreladas
a metas a serem alcançadas na redução de perdas de água para atingir os
percentuais estabelecidos pela Portaria. Essa exigência também é válida para
projetos que tenham esgotamento sanitário em seu escopo, quando a prestação dos
serviços for concomitante.
Tipos de perdas
1 – Perdas físicas ou reais.
Essas são caracterizadas por volumes de água que se
perderam durante o percurso entre as estações de tratamento de água até os
usuários do sistema por vazamentos que ocorrem, principalmente, devido ao
desgaste das tubulações. O que prejudica o combate a essas perdas é que, muitas
vezes, os vazamentos não são visíveis, dependendo do uso de equipamentos que
realizam varreduras subterrâneas nas redes.
2 – Perdas não físicas ou aparentes.
Tem muita água que é consumida, mas os volumes não são
contabilizados pela empresa de distribuição, principalmente devido às
irregularidades, tais como fraudes e ligações clandestinas (“gatos”) e à
submedição dos hidrômetros. A parcela de perdas não físicas representa
principalmente perda de faturamento da companhia de saneamento, não equivalendo
à perda física da água.
A PRIMEIRA QUEDA DO GIGANTE EM 1990 COM ADÍLIO E JUARY
O ano de 1990 marcou a história do Itumbiara Esporte Clube pela primeira queda para a segunda divisão. O time não foi bem na primeira fase e foi para uma disputa de repescagem, onde os seis piores times entre os 14 que disputavam o campeonato entraram na luta direta para evitar o descenso.. Depois de duas goleadas seguidas contra Vila Nova e Quirinópolis, alguma coisa misteriosa ocorreu com o Tricolor do Vale que ficou os últimos seis jogos da competição sem fazer gols e no final rebaixado pela primeira vez em 21 anos de história como décimo terceiro colocado da competição. Com metade do time feito na base e com jogadores experientes como Iúna, Maninho, Osmar Galé, Odair Tito e Paulo César, nem mesmo o reforço de Adílio que havia sido campeão mundial pelo Flamengo e Juary que foi destaque no Santos e fez o gol do titulo do Porto em uma final europeia, o time não teve salvação e fechava a década como rebaixado para a segunda divisão.
segunda-feira, 20 de março de 2023
COM “MENINOS DA CASA” EM 1989, ITUMBIARA LEVA MEIA DÚZIA DE GOLS DO GOIÁS DE PÉRICLES E TÚLIO MAS CONSEGUE MANUTENÇÃO NA PRIMEIRA DIVISÃO
ANO 1989 - 19ª Participação na primeira divisão
Presidente: Nivaldo Ponciano
Time base: Iúna, Cacá (Ailton Sousa), Hermínio, Osmar Galé e Pedrinho. Lavinho, Amarildo (Ronisvan) e Zé Valdo (Zé Henrique). Paulo César, Galo e Chicão.
Depois quase duas décadas com apoio do MDB, que começou com
Modesto de Carvalho, Radivair Miranda e Waterloo Araújo, as tradicionais
disputas com a ARENA que reviveu o Nacional, chegara ao final. Itumbiara
contava com novo prefeito, que era o médico mineiro Luiz Moura, que havia
vencido o pleito eleitoral contra os políticos dos partidos tradicionais. Mesmo
assim, a direção do time continuou ligada a política local, pois o presidente
do clube que assumiu em 1989, Nivaldo Ponciano, era o presidente da Câmara
Municipal. O time formado, contava com uma base local que tinha cerca de nove jogadores de Itumbiara, entre os quais, o goleiro Iúna,
o zagueiro Osmar Galé, o lateral esquerdo Zé Valdo, o meio campista Amarildo e
os atacantes Paulo César e Galo. Na temporada, entraram ainda Ailton Sousa, Ronisvan e Zé Henrique, que também eram de Itumbiara. O time contava com a experiência do zagueiro
Hermínio, do lateral Cacá e do atacante Chicão. Em campo para a disputa do
campeonato goiano, o desempenho foi regular com o oitavo lugar na competição e
a manutenção na primeira divisão. O destaque triste da temporada foi a goleada que o clube tomou tendo como adversário o Goiás, que foi campeão e
contava com o meia Péricles como destaque e Túlio no início de carreira. No
final do jogo, vitória do Goiás por 6 a 0. Em outubro, o “periquito” foi
convidado para jogar no JK em jogo amistoso comemorativo do aniversário da
cidade. Na história do clube até aquele ano, a maior goleada sofrida foi para o Goiânia em 1975, quando o Gigante perdeu por 6 a 1.
Revelação
O jogador Zé Valdo foi uma das revelações do clube em 1989. Foi para o São Paulo e depois para o Atlético Goianiense, onde ficou até 1994. Foi campeão brasileiro pelo Atlético em 1990 na série C. Jogou como profissional até 1999.
Na geração de 1980, além de Péricles, revelado em 1982, destacaram ainda o atacante Ronisvan que foi para a Ponte Preta e seu irmão Maciel, que chegou a fazer um período de testes no São Paulo. Galo também seguiu carreira profissional no futebol.
quinta-feira, 16 de março de 2023
EM 1988, GALO, ZÉ VALDO E NILTINHO SURGEM NO TIME DE JÚNIORES DO ITUMBIARA E O PROFISSIONAL FICA EM QUINTO NO GOIANÃO
Equipe de Júniores do Itumbiara em 1988
ANO 1988 - 18ª participação na primeira divisão
Presidente: Rui da Borracha
Time base: Aranha, Robô, Hermínio, Maninho e Pedrinho. Luiz Renato, Ronis (Carlos Alberto) e Ailton Rocha. Paulo César, Roberto e Jonson (Biro Biro) (jogo em 15 de maio de 1988 - Atlético 2 x 0 Itumbiara)
Zagueiro Hermínio, o destaque do time do Itumbiara entre 1985 e 1991
Hermínio Aparecido Luís Palombo é de
Araraquara, onde nasceu em 24 de abril de 1960.
Formado na base afeana, integrou a equipe de juniores de 1977 a 1980.
Em 1980, serviu à Seleção Paulista juntamente com Zé Rubens, Lavinho e Paulo César.
Deixou a AFE em 1981, sagrando-se campeão da Segunda Divisão pelo Novorizontino.
Retornando à Ferroviária em 1982, Hermínio marcaria presença no Paulistão de 82 e na Taça de Ouro de 83.
Ainda em 1983 e também em 1984, Hermínio jogaria em Barra Bonita, de onde sairia para jogar no Itumbiara (GO), de 1985 a 91. Em 1988, serviu à Seleção Goiana.
Fonte: Blog Ferroviária
Durante o ano de 1988, o time do Itumbiara disputou os quatro turnos do campeonato goiano em que o Atlético foi o campeão e o atacante Bill com 35 anos, brilhou mais uma vez fazendo 13 gols, só que pelo principal rival do Gigante, o Goiatuba que foi o melhor do interior. Durante a temporada não foram encontrados registros do time de profissional sobre o elenco e treinador. No museu do Tricolor do Vale, existe apenas uma foto do time de júniores que revelou naquele ano o lateral-esquerdo Zé Valdo e os atacantes Niltinho e Galo, que seriam integrados ao profissional.
Jogos da equipe em 1988
terça-feira, 14 de março de 2023
COM 7 JOGADORES DE ITUMBIARA NO TIME, GIGANTE GANHA SELETIVO DE 1987 E DISPUTA COPA UNIÃO NO MÓDULO AZUL
Jogador Paulo César do Itumbiara
ANO 1987 - 17ª Participação na Primeira Divisão
Presidente:
Técnico: Mosair Barbosa
Time base: Edilson, Robô, Hermínio, Maninho ( Ailton Sousa) e Pedrinho (Djalma Lima). Odair Tito, Luiz Renato e Ailton Lira (Amarildo). Paulo César, Aloísio (Rônis) e Marciel (Jorge).
A década de 1980 marcou a formação do Itumbiara com muitos jogadores da cidade e participação constante de campeonatos brasileiros. Entre 1979 e 1987, o time do Gigante do Vale só ficou fora das edições de 1982 e 1985. Disputou o Brasileiro da primeira divisão em 1979, a taça de prata em 1980 e 1983, a taça de bronze em 1981, a taça CBF em 1984, o torneio paralelo em 1986 e o módulo azul da copa União de 1987. Sempre entre os melhores colocados do campeonato goiano, sempre tinha uma vaga garantida. Em 1987, vingou o Vila Nova que havia tirado o gigante do brasileiro com um gol polêmico no final do jogo e ficou com a vaga do brasileiro após vencer o torneio seletivo que teve ainda Goiânia, Anápolis e Anapolina. A vaga na primeira divisão do Brasileiro foi do Goiás, campeão em 87 e a segunda vaga no módulo amarelo foi para o vice Atlético. Com o titulo do seletivo, Itumbiara disputou o módulo azul.
Jogadores de Itumbiara
Depois de revelar o meia Péricles em 1982, o time base de 1987 tinha 6 jogadores nos jogos decisivos que determinou os titulos do primeiro e segundo turnos, ganhos pelo Goiás. Na vitória do Goiás por 2 a 0 no Serra Dourada que definiu o campeonato a favor do Goiás, o Itumbiara colocou em campo os jogadores da cidade Edilson Barriga, Maninho, Odair Tito, Luiz Renato, Amarildo, Paulo César e Marciel. O comando técnico era do treinador Mosair Barbosa e o camisa 10, o craque do time Ailton Lira. Robô, Hermínio e Pedrinho completava a defesa. Aloísio era o centroavante. Amarildo e Djalma Lima entraram no segundo tempo. O atacante Paulo César foi o artilheiro do campeonato no primeiro turno com 6 gols, mas no segundo turno foi ultrapassado pelo ex-artilheiro do time Waldir Dias que defendia o Anápolis na temporada de 1987 e por Ivo da Anapolina, que foi o artilheiro do campeonato.
Na Copa União, o time contou com mais jogadores da cidade
Na Copa União, o time chegou a contar com 7 jogadores da cidade, como na derrota para o Uberaba, quando entrou em campo com o lateral Ailton Sousa, o zagueiro Maninho, o volante Orlando, os meias Luiz Renato, Marciel e Amarildo e o atacante Paulo César. O time tinha ainda no gol Karmino Colombini, o zagueiro Hermínio, o lateral Pedrinho e os atacantes Augusto Júnior e Henrique.
Jogos na temporada
sexta-feira, 10 de março de 2023
COM O ARTILHEIRO WALDIR DIAS NO CAMPEONATO GOIANO E AILTON LIRA COM A CAMISA 10, ITUMBIARA FOI O MELHOR DO INTERIOR EM 1986 E DISPUTOU O PARALELO DO BRASILEIRO
No ano de 1986, o time do Itumbiara
fez a melhor campanha entre os times do interior e ficou em quarto lugar. Foi a
primeira vez que o clube em sua história teve um artilheiro do campeonato, que
foi Waldir Dias com 13 gols. Em seguida, o clube participou de mais um campeonato
brasileiro, na época chamado de Copa do Brasil e que tinha na primeira divisão
os clubes melhores colocados nos regionais e foi feito um torneio paralelo, que
era semelhante uma segunda divisão com quatro grupos, onde o primeiro de cada
ia para a primeira divisão. Neste torneio, o Itumbiara ficou em quinto lugar e
perdeu por 2 a 0 para a Internacional de Limeira, que havia sido campeã
paulista naquele ano. O time contava com estrelas, como Ailton Lira com a
camisa 10, o atacante Fantato e o artilheiro do campeonato Waldir Dias. Com uma
boa defesa onde se destacava o zagueiro Hermínio, o time contava ainda com os
jogadores formados no clube e da cidade, como Odair Tito, Ronisvan, Paulo César
e Jorge Luiz.
O time base era: João Roberto, Robô,
Marquinho, Hermínio e Pedrinho. Odair Tito, Ronisvan e Ailton Lira. Paulo
César, Valdir Dias e Jorge.
Outros jogadores na temporada:
Fantato, Zé Henrique, Paulo Veiga, Zé Luiz
AILTON LIRA
Aílton Lira da Silva, o Aílton Lira,
cerebral meia do Santos, de 1976 a 1979, morou em Passos (MG), onde foi técnico
do Passos Futebol Clube, equipe fundada em 1996, e em julho de 2017 foi
contratado como "olheiro" do Santos, cargo que ocupou até 2019.
Ailton já trabalhou no futebol do
interior paulista, comandando o time de juniores do Rio Claro FC. Em Poços de
Caldas (MG), ele foi técnico das categorias de base da Caldense.
Nascido no dia 19 de fevereiro de 1951, em Araras (SP), Lira fez parte do time
santista campeão paulista em 1978, na época dos "Meninos da Vila".
Além do Peixe, Aílton Lira jogou na Ponte Preta, na Caldense (MG), no São
Paulo, no Al Nassr (Arábia Saudita), Guarani, União São João (SP), Comercial
(SP), Portuguesa Santista (SP), Itumbiara (GO) e Guará (DF).
Em sua passagem pelo Tricolor do Morumbi, em 1980, Aílton atuou em 29 partidas
(12 vitórias, 13 empates, 4 derrotas), marcou nove gols e conquistou o título
paulista daquele ano (fonte: Almanaque do São Paulo - Alexandre da Costa).
Rogério Micheletti – www.uol.com.br
WALDIR DIAS
O centroavante Waldir Dias, conhecido carinhosamente
por “Patolino”, nasceu no dia 14 de setembro de 1957, em São Vicente, e em 16
anos de carreira passou por 21 equipes, sempre marcando pelo menos um gol em
cada uma delas.
Ele iniciou sua carreira profissional no Jabaquara, de Santos,
em 1979, e passou pelas seguintes equipes: Marília, Francana, Portuguesa
Santista, Santo André e Rio Branco (SP), Itumbiara, Anápolis e Atlético
Goianiense (GO), Blumenau, Marcílio Dias, Tubarão e Atlético Ibirama (SC), Londrina
(PR), Remo (PA), CSA (AL), Fluminense de Feira (BA), Dom Bosco (MT), Araxá (MG)
e Botafogo (PB).
Sua melhor fase foi no futebol goiano onde foi artilheiro do
estadual em 1986, com 13 gols, pelo Itumbiara, e vice-artilheiro no ano
seguinte, pelo Anápolis. Encerrou a carreira em 1993 pelo Atlético Ibirama.
Waldir Dias virou treinador das categorias de base do Jabaquara,
clube onde iniciou a carreira. Ele é casado com Maria Aparecida, tem três
filhas, Wanda, Amanda e Fernanda, e uma neta, Bianca.
João Antônio de Carvalho – www.uol.com.br
JOGOS NA TEMPORADA
















