domingo, 5 de fevereiro de 2023

1978 – A MORTE DE MODESTO, INÍCIO DA ERA NADIR NADER NO GIGANTE DO VALE E GRANDE JOGOS NO JK CONTRA FLAMENGO, CRUZEIRO E FLUMINENSE.

 


Em 1976,  último ano de Modesto de Carvalho como prefeito de Itumbiara, marcou o final da influência do fundador e principal incentivador do clube da cidade. A partir de 1977, o MDB, partido de Modesto, foi vencedor das eleições e manteve no governo, mas houve um distanciamento político com o sucessor. A partir daquele ano, começava na presidência do clube,  a era de Nadir Nader que seguiria até o final da década de 1970. Foi o ano de tristeza para o ex-presidente e ex-prefeito, que segundo conta em livro, o ex-vereador Getúlio Lima, já falecido, que quando Nadir Nader assumiu como presidente, foi pedir apoio ao clube a Modesto de Carvalho, que encaminhou o presidente ao novo prefeito. Nadir Nader foi até o prefeito e recebeu um “não” para ajudar o clube e ainda ouviu que o ex-prefeito teria deixado as contas do município em situação ruim, por isso não poderia ajudar o time. Assim, a partir de 1977, Modesto já não tinha tanta influência no clube.

Modesto de Carvalho

Nasceu em 01/04/1933 em São Gotardo – MG e faleceu em 04/06/1978 em Itumbiara aos 45 anos de idade. Foi vice-prefeito na chapa de Sebastião Xavier Júnior (1965-1969), quando tinha 32 anos. Entre o final da década de 1950 e início da década de 1960, Modesto de Carvalho esteve fora de Itumbiara, ora trabalhando no serviço de terraplanagem da construção de Brasília, ora trabalhando na obra da construção da Rodovia Belém-Brasília. Ao voltar para Itumbiara, dedicou-se as atividades de comerciante. Foi fundador e o primeiro presidente do Itumbiara em 1970. Venceu as eleições em 1972, tornando-se prefeito (1973-1976)  com 40 anos de idade.

 

A MORTE DE MODESTO DE CARVALHO

O "Jornal da Cidade", periódico do município ligado ao MDB, anunciou em sua edição do dia 07/06/1978 a morte de Modesto de Carvalho:

  

"vítima de derrame cerebral, faleceu na manhã do último domingo, dia 4 de junho de 1978, o empresário Modesto de Carvalho, ex-prefeito de Itumbiara.

Quem é: Modesto de Carvalho é mineiro de São Gotardo, tendo nascido em 1 de abril de 1933. Novo ainda, Modesto veio para Itumbiara, em companhia de seus pais. Aqui seu pai, Floriano de Carvalho iniciou sua vida militando no comércio e chegou a Prefeito, tendo realizado uma administração condigna."

 


Em campo, o time faria grandes amistosos contra Flamengo, Cruzeiro e Fluminense. No mais longo campeonato goiano, que iniciou em 1978, que só terminou em 1979, Itumbiara foi o sexto colocado.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

1977 MARCA A MORTE DO JOGADOR GERALDO COM A CAMISA TRICOLOR E TAMBÉM DO ERRO DO ÁRBITRO JOSÉ MUNIZ BRANDÃO QUE TIROU O GIGANTE DO BRASILEIRO

 1977 MARCOU UM ANO DE TRISTEZAS PARA O ITUMBIARA ESPORTE CLUBE


             Jogador Geraldo do Itumbiara - morte em campo no ano de 1977

A morte de Geraldo em 1977

Sempre que ocorre a morte de um jogador em campo, é lembrado o caso da morte do atacante Geraldo que atuava pelo time do Itumbiara em 1977. Reportagem da revista Placar de setembro de 1977, relata que no dia 28 de agosto de 1977 no jogo entre Jataiense e Itumbiara pelo campeonato goiano, o jogador  subiu para cabecear uma bola e caiu estático no gramado. Foi retirado pela maca e levado para o Hospital. No intervalo do jogo, os jogadores foram avisados que Geraldo havia falecido e o árbitro  Gualter Portela Filho encerrou o jogo com apenas um tempo. Ninguém tinha condições de continuar o jogo. O atleta teria sofrido um enfarte, segundo laudo fornecido pelo Hospital de Jataí. Outros dois jogadores que passaram pelo Itumbiara em épocas diferentes, também morreriam após atividades de treino, como Zezinho Figueroa em 1986, aos 33 anos no Inter de Limeira e mais recente  em fevereiro de 2018, quando o atleta Danilinho que fez parte do elenco de 2017, também morreu de enfarte após treino no Juazerense da Bahia.

Em entrevista ao DI, o ex-jogador Lima, que faleceu em 2021 e fazia parte daquela equipe de 1977, o time do Itumbiara havia iniciado o campeonato goiano com vitória sobre a Anapolina por 1 a 0 e Geraldo fez o gol aos 12 minutos do primeiro tempo em jogo que apitou José Muniz Brandão e  três mil pessoas compareceram ao JK. Naquele dia o Itumbiara jogou com Valtinho, Tripiche, juci, Lima e Edilberto. Joãzinho, Alvair, Tonhão, Geraldo, Roberto e Maurinho (Serginho). Uma semana depois o time venceu o Atlético em Goiânia por 2 a 1. Na época, o time do Itumbiara era uma grande equipe e ficou em terceiro no primeiro turno com 12 pontos ganhos, atrás de Goiás e Vila Nova.
No segundo turno o time começaria vencendo o Goiás por 1 a 0 no JK, quando compareceram 10 mil torcedores no JK.

O JOGO CONTRA A JATAIENSE
No dia 28 de agosto de 1977, o time do Itumbiara jogava contra a Jataiense, quando se aproximava o final do primeiro tempo, segundo o ex-zagueiro do Itumbiara Lima, o atacante Geraldo preparava-se para dominar uma bola próximo a área do adversário quando sofreu o choque de dois jogadores. Geraldo teria caído e ficou sentado. Ainda segundo Lima, o treinador pedia para que Geraldo levantasse, para não ficar em posição de impedimento, mas ele não conseguia. Quando tentou, caiu e não levantou mais.  Quando o massagista chegou até o jogador, escorria sangue pelo seu nariz e boca.
Lima conta que Geraldo não havia conseguido dormir na noite que antecedeu o jogo contra o Jataí. Na manhã de domingo também não conseguiu lanchar no Hotel em que o clube estava hospedado, reclamando da boca amarga, mesmo sintoma que teria relatado durante o almoço que também não conseguiu realizar. Quando foi para o jogo, não conseguiu termina-lo e faleceu a caminho do Hospital. O jogo foi paralisado no intervalo.  Outro jogo foi realizado no dia 7 de setembro e o time de Itumbiara venceu por 3 a 1.

Torneio Seletivo para o Campeonato Brasileiro de 1977



O Itumbiara fez a melhor campanha do seletivo que escolheria mais um time goiano para disputar o campeonato brasileiro de 1977 e jogava pelo empate com o Vila Nova, que conquistou o polêmico torneio com um gol irregular nos minutos finais do segundo tempo. Na ocasião, o árbitro José Muniz Brandão, aos 43 minutos do segundo tempo, marcou uma falta para o Itumbiara, quando Juci ajeitou a bola para cobras, Luiz Márcio do Vila aproveitou uma distração do árbitro,  e seguiu a jogada, quando  passou a bola para o atacante Nivaldo Lacuna do Vila, que, tranquilamente fez o gol, enquanto os jogadores do Itumbiara aguardavam autorização para cobrança da falta. O auxiliar Lazaro Eurípedes não se manifestou. O árbitro deu por encerrada a partida e o Vila Nova se classificou para disputar o Campeonato Brasileiro da 1ª divisão daquele ano. O jogo ocorreu no Serra Dourada e bateu o recorde de público em um jogo do Itumbiara com 42328 torcedores.

Recurso

Em julgamento sobre a partida do seletivo, o Vila Nova teve dois votos favoráveis e cinco contra (2 Goiânia, 1 Goiás e 1 do Atlético), que concordaram com erro de direito do árbitro). Mesmo com a vitória no tribunal desportivo por 4 a 2, a CBD convidou o Vila Nova para disputar o Campeonato Brasileiro de 1977 e o Itumbiara ficou de fora. Na alegação da CBF, o município com 75 mil habitantes não tinha hotel com capacidade para receber as delegações do campeonato brasileiro e que teria sido um erro deixar o clube participar do seletivo. Em 1978, só os clubes da capital disputariam o seletivo. (Jayro Rodrigues - Revista Placar 384 - 2/9/1977).

O ano de 1977 também marcaria os confrontos em jogos amistosos no JK com grandes equipes, como Santos e Cruzeiro.




DIRETORIA

Presidente do honra: Modesto de Carvalho

Presidente: Nadir Nader


Os jogos de 1977


ITUMBIARA 1-0 ANAPOLINA
Data: 09 de abril de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 50.880,00.
Público: 3.029.
Árbitro: José Muniz Brandão.
Gols: Geraldo (12’ do 2º).
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Tonhão, Geraldo, Roberto e Maurinho (Serginho).
ANAPOLINA: Nelson Gama, Eulálio, Tininho, Deirote, Mura, Roberto Chaves, Armando, Barão, Sinomar, Lali e Raimundinho.

 

ATLÉTICO 1-2 ITUMBIARA
Data: 17 de abril de 1977.
Local: Goiânia.
Renda: Cr$ 119.096,00.
Público: 7.579.
Árbitro: Guálter Portela Filho.
Gols: Zé Luís (21’ do 2º) / Marinho (19’ e 31’ do 2º).
ATLÉTICO: Nonô, Maurício, Mário, Wilson, Valter, Zé Luís, Xisté, Reinaldo, Gilberto, Agnaldo e Marco Antônio (Japão)
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Geraldo, Roberto e Robertinho.

 

VILA NOVA 1-0 ITUMBIARA
Data: 24 de abril de 1977.
Local: Serra Dourada – Goiânia.
Renda: Cr$ 213.152,00.
Público: 14.476.
Árbitro: José Muniz Brandão.
Gol: Lula (1’ do 2º).
VILA NOVA: Jorge Vitório, Zé Luís, Jorge Fernandes, Hérton, Neném, Ademir, Toninho Almeida (Humberto Ramos), Almir, Luisinho, Carlinhos (Dionísio) e Lula.
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho (Tonho), Alvair, Maurinho, Geraldo, Roberto e Robertinho (Gélson).

 

ITUMBIARA 1-2 GOIÁS
Data: 30 de abril de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 85.390,00.
Árbitro: Hélio Cosso.
Gols: Roberto (3’ do 2º, de pênalti) / Edilberto (22’ do 1º, contra) e Rinaldo (6’ do 2º).
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Geraldo, Roberto e Gélson (Serginho).
GOIÁS: Amauri, Triel, Macalé, Alexandre, Nonoca, Alencar, Valdir Lima, Píter, Lúcio (Zezé), Marco Antônio e Rinaldo.

 

 

 

 

ITUMBIARA 4-2 JATAIENSE
Data: 07 de maio de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 29.570,00.
Árbitro: José Mario Vinhas.
Gols: Edilberto (35’ do 1º), Serginho (42’ do 2º e 41’ do 2º) e Mendes (8’ do 2º) / Oliveira Neto (45’ do 1º e 45’ do 2º).
ITUMBIARA: Valtinho (Donizetti), Tripiche, Juci (Wellington), Lima, Edilberto, Robertinho, Alvair, Maurinho, Geraldo, Serginho e Gélson.
JATAIENSE: Jair Conceição, Helinho, Tonhé, Bebeto, Mendes, Zé Roberto, Ari, Oliveira Neto, Marrom, Paulo César e Dejar.

 

RIO VERDE 2-0 ITUMBIARA
Data: 15 de maio de 1977.
Local: Rio Verde.
Renda: Cr$ 50.020,00.
Árbitro: José Muniz Brandão.
Gols: Radar (13’ e 44’ do 2º).
RIO VERDE: Sérgio, Tuca (Gesmar), Andrade, Toninho, César, Sousa, Chundi , Valtinho (Roberto Carioca), Mug, Radar e Humberto.
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Robertinho, Alvair, Maurinho, Geraldo (Serginho), Roberto e Gélson (Tuíde).

 

GOIATUBA 0-1 ITUMBIARA
Data: 29 de maio de 1977.
Local: Goiatuba.
Renda: Cr$ 61.970,00.
Árbitro: Urias Crescente Alves Junior.
Gol: Roberto (5’ do 1º).
GOIATUBA: Zé Borracha, Nélio, Douglas, Euri, Romeu, João Carlos, Tuíra (Roberto), Carlinhos (Luís Carlos), Jaci, Divino e Dadinho.
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Robertinho, Alvair, Maurinho, Geraldo (Serginho), Roberto e Gélson (Joãozinho).

 

 

ITUMBIARA 3-1 GOIÂNIA
Data: 04 de junho de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 26.440,00.
Árbitro: Hélio Cosso.
Gols: Maurinho (27’ do 1º) e Roberto (8’ e 9’ do 2º) / Delci (19’ do 2º).
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Robertinho, Alvair (Geraldo), Maurinho, Dião, Roberto e Robertinho (Serginho).
GOIÃNIA: Nílson, Adalberto, Benê, Odon, Alá, Lula, Gustavo (Robertinho), Palmi, Fantato, Delci e Marcelo.

 

 

 

 

GOIÁS 0-1 ITUMBIARA
Data: 24 de julho de 1977.
Local: Goiânia.
Renda: Cr$ 160.320,00.
Público: 10.707.
Árbitro: Hélio Cosso.
Gols: Maurinho (35’ do 2º).
GOIÁS: Luisinho, Triel, Macalé, Alexandre, Nonoca (Donizetti), Alencar, Pastoril, Rogério (Matinha), Rubinho, Marco Antônio e Rinaldo.
ITUMBIARA: Valtinho, Tuíde, Wellington, Juci, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Geraldo (Gelson), Roberto (Serginho) e Robertinho.

 

ANAPOLINA 1-0 ITUMBIARA
Data: 07 de agosto de 1977.
Local: Anápolis.
Renda: Cr$ 86.350,00.
Árbitro: Hélio Cosso.
Gols: Barão (41’ do 2º).
ANAPOLINA: Sídnei, Eulálio, Deirote, Tininho, Toninho, Luís Carlos, Armando (Jéferson), Barão, Sinomar, Toninho Pantera (Tino) e Raimundinho.
ITUMBIARA: Valtinho, Tuíde (Tripiche), Wellington, Juci, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Geraldo (Serginho), Roberto e Robertinho.

 

GOIÂNIA 1-0 ITUMBIARA
Data: 11 de agosto de 1977.
Local: Goiânia.
Renda: Cr$ 40.966,00.
Público: 2.674.
Árbitro: Guálter Portela Filho.
Gol: Fanfato (33’ do 2º).
GOIÃNIA: Nascimento, Cláudio, Lima, Dagoberto (Odon), Alberto, Zé Krol (Sídnei), Gustavo, Natálio, Fanfato, Bil e Éber.
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho (Edinho), Alvair, Maurinho, Dião, Roberto (Geraldo) e Robertinho.

 

ITUMBIARA 1-0 RIO VERDE
Data: 14 de agosto de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 68.790,00.
Árbitro: Jarbas de Castro Pedra.
Gol: Gélson (7’ do 2º).
ITUMBIARA: Donizetti, Tripiche (Tuíde), Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Serginho, Gélson e Robertinho (Geraldo).
RIO VERDE: Serginho, Cidinho, Almir, Heleno, Gesmar, Paulo Soares, Chundi (Humberto), Elimar, Mug, Radar e Ferraz.

 

ITUMBIARA 2-2 MINEIROS
Data: 16 de agosto de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 37.850,00.
Árbitro: Urias Crescente Alves Junior.
Gols: Tuíde (34’ do 1º) e Gélson (21’ do 2º) / Ernâni (20’ do 1º) e Evaristo (6’ do 2º).
ITUMBIARA: Donizetti, Tuíde, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair (Robertinho), Maurinho, Serginho, Gélson e Geraldo.
MINEIROS: Luís Carlos, Manga, Pereira, Vivaldo, Nílson, Nílton, Mequel, Arnaldo, Titão, Ernâni e Evaristo.

 

ITUMBIARA 2-1 GOIATUBA
Data: 21 de agosto de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 27.100,00.
Árbitro: Antônio Job.
Gols: Gelson (8’ do 1º) e Juci (19’ do 2º) / Divino (29’ do 2º)
Expulsão: Mosquito.
ITUMBIARA: Valtinho, Tuíde (Tripiche), Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Dião, Serginho (Geraldo) e Gélson.
GOIATUBA: Zé Borracha, Nélio, Euri (Paulo), Romeu, William, Douglas (João Carlos), Jaci, Mosquito, Divino, Serginho e Dadinho.

 

JATAIENSE 0-0 ITUMBIARA
Data: 28 de agosto de 1977.
Local: Jataí.
Obs: Partida suspensa ao final do 1º tempo, em virtude do falecimento do jogador Geraldo, do Itumbiara, durante o jogo. Nova partida foi realizada em 07 de setembro.

JATAIENSE 1-3 ITUMBIARA
Data: 07 de setembro de 1977.
Local: Jataí.

ITUMBIARA 2-1 VILA NOVA
Data: 04 de setembro de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 44.850,00.
Árbitro: Jarbas de Castro Pedra.
Gols: Dião (35’ do 1º, de pênalti) e Serginho (45’ do 1º) / Humberto Ramos (48’ do 1º).
ITUMBIARA: Valtinho,Tripiche(Tuíde), Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Serginho (Maurinho), Robertinho, Dião e Gélson.
VILA NOVA: Gabriel, Ivan, Jorge Fernandes, Zé Luís, Sérgio Donizetti, Toninho Almeida, Humberto Ramos, Lino (Luisinho), Almir, Carlinhos (Luís Márcio) e Lula.

 

ITUMBIARA 0-0 ATLÉTICO
Data: 18 de setembro de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 30.540,00.
Árbitro: Édson Paulino da Silva.
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair (Edinho), Maurinho, Robertinho, Dião e Gélson.
ATLÉTICO: Hermes, Edvaldo (Silva), Jairo, Ticão, Valter, Luís Antônio, Xisté, Gilberto, Valtair, Baltazar e Japão..

 

 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

EM 1976, GIGANTE É VICE DO CENTRO OESTE E BICAMPEÃO DO INTERIOR NO CAMPEONATO GOIANO

 O LEGADO DO MODESTO DE CARVALHO PARA O TIME DO ITUMBIARA EM 6 ANOS – DA FUNDAÇÃO AO ESTÁDIO JK


                               Roberto Dinamite do Vasco e Roberto Bombinha do Itumbiara - 1976

O primeiro capítulo da história do Itumbiara esporte clube tem em Modesto de Carvalho, o principal personagem. A ele coube como líder político em 1970, unir ARENA e MDB, Nacional e Goiás para fundar o Itumbiara. Entre 1973 e 1976, como prefeito de Itumbiara, deu o apoio necessário para o time ser o melhor do interior e ter um dos melhores e maiores campos de futebol, o Modestão, que ganhou o nome de JK, após a morte do ex-presidente do Brasil no ano de inauguração do Estádio JK. Coube ao time de coração de Modesto de Carvalho, inaugura o monumental Estádio JK. Com recursos próprios do município e gestão direta do então prefeito Modesto de Carvalho, foi investido 15 milhões  para construção de um estádio com capacidade para 40 mil pessoas no então Bairro Vila Vitória, hoje Planalto. Foram construídos 5 vestiários, 8 cabines de rádio, tribuna de honra, pista de atletismo, estacionamento para mil veículos e 16 sanitários. A proteção do campo não contou com o tradicional alambrado, mas sim um fosso. No jogo, frente a frente o Itumbiara de Roberto Bombinha contra o Vasco da Gama de Roberto Dinamite.

A construção do Estádio

Para construir o campo, Modesto levou o projeto para votação na Câmara de Vereadores, conta Getúlio Lima, ex-vereador já falecido. Também havia uma divisão no Legislativo entre Arena e MDB, o último partido de Modesto e que tinha um vereador a menos. Ele precisava do apoio de um vereador da Arena e mexeu com a paixão de Chavante, que era da Arena e torcedor do Vasco. Modesto prometeu, se construísse o Estádio, que viria para a inauguração seria o Vasco. Ganhou o voto da oposição e fez maioria para aprovar a construção do Estádio. Depois de passar quase um ano diretamente cuidando da obra, chegou o dia 10 de outubro de 1976, marcado para a inauguração do Estádio. Uma alvorada acordou a população naquele dia. Ao iniciar a tarde, quase 30 mil torcedores já esperavam no campo de futebol. Vieram paraquedista de Goiânia e não faltou o foguetório para entrada do Vasco da Gama e Itumbiara em campo. O jogo não teve gols, mas a renda passou de 850 mil cruzeiros.


                              O prefeito Modesto de Carvalho e sua obra, o Estádio JK

 

ITUMBIARA 0 X 0 VASCO DA GAMA
Data: 10/outubro/1976
Motivo: Amistoso
Estádio: JK - Juscelino Kubitscheck de Oliveira
Árbitro: Urias Crescente Alves Junior
Assistentes: Alvaro da Fonseca e João Antônio do Nascimento
Itumbiara - Valtinho, Toninho, Zezinho Figueroa, Lima, Edilberto, Nedo, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Roberto e Robertinho.
Vasco da Gama - Mazaropi, Toninho, Abel, Renê, Luiz Augusto, Gaúcho, Zandonaide, Jorge mendonça, Luiz Carlos, Roberto Dinamite e Dé.

 

 

O time do Itumbiara



Durante o ano de 1976, último com influência direta de Modesto de Carvalho, os presidentes no período foram Raul Jota Santos e Nadir Nader, que marcará uma nova época a partir de 1977 com a morte do primeiro presidente do Itumbiara e prefeito entre 1973 e 1976, Modesto de Carvalho. A revista Placar, por meio do jornalista Jayro Rodrigues retratou estes melhores momentos do Itumbiara na década de 1970 e sintetizou o sucesso do clube na época. Para financiar o time, havia mais de 500 colaboradores com 200 cruzeiros por mês e a prefeitura, repassava a tarifa cobrada na rodoviária para o clube. Mas o faturamento alto vinha da venda de passe de jogadores e das rendas. Em 1975, o time teve uma renda bruta das arquibancadas de 179 mil cruzeiros e sobrou liquido 75 mil cruzeiros. Em 1976, quando começou a contar com o JK a partir de outubro, as rendas foram muito maiores e o clube faturou mais de 1,1 milhão de cruzeiros e teve despesas no ano de 415 mil cruzeiros. O sucesso do clube era completado com a negociação de jogadores, que eram encontrados quase de graça no interior de São Paulo e depois valorizavam no Gigante do Vale. A época foi de poucas revelações de pratas da casa, em que sobressaiu Bill em 1973 por 100 mil cruzeiros. Já o recorde veio com a venda de Zezinho Figueroa para o Cruzeiro no final de 1976, onde o melhor zagueiro do campeonato goiano foi negociado por 600 mil cruzeiros.  O time do Itumbiara venderia ainda os passes do Miranda para o Uberaba, Dionísio para o Vila Nova e que depois iria para o Atlético MG, Reinaldo e Japão para o Atlético Goianiense, Sérgio Luiz para o Vila Nova, Zé Luiz para o Anápolis, Fantato para o Goiânia, entre outros.  O time neste dois anos só ficava um pouco atrás do Goiânia e foi o melhor do interior entre 1975 e 1976. Chegou mais longe ainda e superou todos os goianos na Copa Centro Oeste e ficou com o vice campeonato ao perder a final para o Mixto em Cuiabá. Assim encerrava o ciclo vitorioso de Modesto de Carvalho como patrono do Itumbiara entre 1975 e 1976. Um grande time e um grande estádio. O clube estava preparado para enfrentar o campeonato brasileiro mais a frente.

 

Veja os jogos e torneios

 


terça-feira, 31 de janeiro de 2023

ITUMBIARA GANHA O TITULO DE CAMPEÃO DO INTERIOR EM 1975 E REVELA O MELHOR ZAGUEIRO DE GOIÁS CHAMADO ZEZINHO FIGUEROA

 O JOVEM ZEZINHO GANHA O APELIDO DE FIGUEROA E FEZ PARTE DA DEFESA QUE FICOU SETE JOGOS SEM LEVAR GOLS NO CAMPEONATO GOIANO DE 1975


Quando chegou a Itumbiara em 1975, Zezinho completou 23 anos e tinha o passe no Barretos. Como dizia o zagueiro Lima, já falecido e que fez dupla com Zezinho Figueroa, naquele tempo a diretoria do Itumbiara ia ao interior de São Paulo com uma Kombi e voltava cheia de craques do futebol e foi assim com o jovem Zezinho, cujo passe custou 80 mil cruzeiros e dois anos depois era cedido ao Cruzeiro por 600 mil cruzeiros. Foi a primeira grande transação do tricolor em sua história e Zezinho Figueroa se transformaria em um ídolo no cruzeiro com uma carreira longa. Depois do Cruzeiro, veio a fatalidade, também em campo, com o atleta que morreu em 1986, aos 33 anos em consequência de um aneurisma cerebral, após um treino no Inter de Limeira. Depois de uma cirurgia no joelho em 18 de fevereiro de 1986, o atleta treinou de manhã e a tarde em uma brincadeira de dois toques, caiu e morreu em campo. Um dia depois, outra tragédia em um acidente de parentes que foram ao sepultamento de Zezinho Figueroa, na volta de Limeira para Belo Horizonte, sete pessoas morreram, entre elas a sogra do zagueiro e dois cunhados. A esposa que estava grávida, perdeu o filho, mas sobreviveu com a filha ainda pequena de Zezinho Figueroa, segundo reportagem do Uol em 3 de setembro de 2016, que contou toda a história.

Em campo, Zezinho Figueroa foi um dos craques que defendeu as cores do tricolor em duas temporadas e já em 2005, fez parte da melhor defesa do clube, que chegou a ficar 7 jogos sem levar gols. Naquele ano de 1975, o Gigante do Vale ficou apenas atrás do Goiás e do Goiânia e levantou pela primeira vez o título de campeão do Interior, que conseguiria ainda em outras temporadas como em 2007 e 2009. O time de 1975 contava com outros craques como os meio campistas Joãozinho e Alvair e os atacantes Fantato e Roberto Bobinha. No banco de reservas, a segunda temporada de Aderbal Lana como técnico e no gol, a segurança de Valtinho, que era titular do clube desde a primeira temporada em 1970.

 

 


 

Nome completo: José Joaquim Alves
Apelido: Zezinho Figueroa
Posição: Zagueiro-Central
Nascimento: 17/03/1952 (Colina-SP)
Falecimento: 18/02/1986 (Limeira-SP)
Período que jogou pelo Inter: em 1979
Altura: 1,78 m
Peso: 72 quilos

Curiosidades:

No Itumbiara chegou por empréstimo em 1975 e seu passe pertencia ao Barretos. O time tricolor comprou o passe por 80 mil cruzeiros e vendeu por 600 mil cruzeiros ao Cruzeiro de Belo Horizonte.
Um dos jogadores que mais atuou pelo Cruzeiro de Belo Horizonte, fez 305 partidas entre 1977 e 1983.
No Internacional chegou por empréstimo em 1979, mas não chegou a fazer nenhuma partida.

Carreira:

·          Colina Atlético-SP (categorias de base)

·         1975-76 - Barretos-SP

·         1975/1976 - Itumbiara-GO

·         1977-83 - Cruzeiro-MG

·         1979 - Internacional-RS (empréstimo)

·         1981 - Vasco da Gama-RJ (empréstimo)

·         1984-86 - Internacional de Limeira-SP

 os jogos do Itumbiara em 1975

Apesar da campanha que levou ao título da campeão do Interior, o time do Itumbiara ao fazer sua estreia no Estádio Serra Dourada, que foi inaugurado em 1975, levou a maior goleada até então em seus primeiros 100 jogos, ao ser derrotado por 6 a 1 para o Goiânia.













segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

“ACIMA DE TUDO ESTÁ O BOM NOME DE ITUMBIARA”, DIZIA ADERBAL LANA AO INICIAR A CARREIRA DE TREINADOR NO ANO DE 1974 AOS 26 ANOS DE IDADE

 

Aderbal Lana - treinador do Itumbiara - 1977

O começo da carreira do treinador Aderbal Lana, 76 anos, foi após uma suspensão de 360 dias como jogador no campeonato goiano de 1973. Depois de iniciar a como atleta da base no Uberlândia, onde se tornou profissional, foi contratado pelo Anápolis. Em 1970, voltava da cidade goiana e quando ia cruzar o Rio Paranaíba, passou no posto de combustíveis de Modesto de Carvalho, o primeiro presidente do Itumbiara. O comércio ficava perto da divisa com Minas Gerais. Ali Aderbal foi contratado e escreveu sua história no Itumbiara, que seguiria por outros clubes goianos e seria coroada no Estado do Amazonas, até chegar a meio século de trabalho, somente como treinador neste ano de 2023. 

No Gigante do Vale, foram três temporadas como lateral esquerdo, cuja característica principal era o chute muito forte. Mudou de profissão ainda jovem aos 26 anos, quando em uma confusão no jogo que o Itumbiara participava, foi para a súmula como principal líder. Segundo Aderbal, quem teria começado a briga em campo foi o zagueiro Lima, já falecido, mas o juiz o relacionou por ser o jogador mais esquentado do Gigante. A punição foi de 360 dias. Triste com a suspensão na carreira, o jogador recém casado até pensou em parar, mas foi convidado pela diretoria do Itumbiara, que tinha Waterloo Araújo como presidente e Modesto de Carvalho como patrono, para ser o técnico do Gigante nos jogos finais  do campeonato de 1973 e assim seguiria também para as temporadas de 1974 e 1975. Aderbal Lana se tornaria o treinador mais jovem a assumir a equipe e um dos que mais comandou o Gigante em várias temporadas nas décadas de 1970, 1980 e 1990. Em 1985, foi para o Estado do Amazonas, onde se tornou cidadão estadual por meio de lei na assembleia legislativa. Até 2022, foram 16 decisões e dez títulos pelos times amazonenses. Aderbal ainda pensa em voltar para Itumbiara, onde tem laços familiares e paixão pelo clube que tanto defendeu, como jogador e técnico.

 

As histórias de Aderbal Lana no Itumbiara na década de 1970, foram contadas pelo repórter Jayro Rodrigues na revista Placar de 8 de julho de 1977, quando entrevistou o treinador no Estádio JK e soube dos detalhes de sua passagem entre 1970 a 1973 como jogador e a partir de 1974, como um dos técnicos mais jovens a assumir o tricolor. Contou  Aderbal naquela ocasião, que além da boa remuneração de 12 mil cruzeiros como técnico, ainda tinha outras remunerações como o cargo de diretor do Departamento de Esportes do município. Nas horas de folga, também dava aulas de educação física para uma turma de obesos que chegava a 50 amigos que buscava as orientações dele e que cobrava 150 cruzeiros por mês de cada um. Além de 360 dias de suspensão como jogador em 1973,  Aderbal seria punido ainda com outras duas suspensões de 180 e 110 dias, conta Jayro Rodrigues. O próprio técnico Aderbal reconhecia que era muito agitado em campo.

 

O time na temporada 1974

Assim como 1970, o ano de 1974 foi praticamente de jogos o ano inteiro. O time disputou dois torneios e o campeonato Goiano e aos poucos ia ganhando entrosamento. Naqueles tempos, os jogadores criavam laços com a cidade e tinha orgulho de defender o nome do município, conta Aderbal. Grande parte da equipe de 1974 jogaria por muitos anos ainda juntos e as conquistas estavam perto de chegar. O campo de jogo ainda era o acanhado Estádio Paranaíba, que pertencia ao Nacional e podia receber até 3 mil torcedores, que ficavam espremidos nas arquibancadas nos dias dos jogos. Os que não conseguiam entrar, ficavam em cima do muro e em caminhões ao redor do estádio. A paixão era grande pelo único time da cidade.

  

O time



 

Jogos do Itumbiara na temporada

 

 



domingo, 29 de janeiro de 2023

EM 1973, COM MODESTO NA PREFEITURA E WATERLOO PRESIDENTE, ITUMBIARA MUDA PARA O PARANAÍBA, REVELA BILL E VENDE POR 100 MIL CRUZEIROS PARA O VASCO DA GAMA


                        Estádio Paranaíba - Itumbiara 


Depois de ver o Goiatuba tomar a vaga do campeonato goiano em 1971 e no mesmo ano inaugurar o Estádio Divino Garcia Rosa, o Azulão do Sul seguiu na frente em 1972 com a sexta colocação e o Itumbiara em oitavo lugar. Em 1973, o Goiatuba fez a melhor campanha de times do interior com o terceiro lugar, atrás de Atlético e Goiás e o Gigante ficou só em quinto lugar. A novidade do ano, além do primeiro presidente do clube, Modesto de Carvalho ser agora prefeito de Itumbiara, o presidente do clube Waterloo Araújo era do grupo político do prefeito. Com a mudança da prefeitura e no comando do clube, também mudou a sede do time, que nos três primeiros anos, utilizou o campo do “Goiasinho” e a partir de 1973, tornou o Estádio Paranaíba de propriedade do Nacional, como novo local de mando de jogos do Tricolor do Vale. A situação do clube ainda era muito difícil e até teve que fazer uma rifa de um bezerro para ajudar nas despesas e a grande revelação do ano, foi o jogador Bill que apareceu ao mundo de futebol aos 20 anos, após prestar serviço militar em Araguari.

 

Bill, a revelação do Gigante em 1973

Mais uma vez, Jayro Rodrigues na revista placar de 4 de fevereiro de 1977, dedicou uma página ao Gigante para falar dos primeiros anos de futebol de Osvaldo Faria, que se tornaria um grande artilheiro no futebol brasileiro com títulos nos times da capital e passagens no Vasco da Gama e Internacional e também no exterior no América do México e nos Los Angeles Astecas do Estados Unidos. Conta Jayro Rodrigues e que o DI também ouviu do zagueiro Lima, já falecido e que teve convivência com Bill em 1973, que o atleta de Itumbiara era um lateral direito com muitas deficiências na marcação, pois queria sempre ficar no ataque e foi assim que se descobriu que era um grande centro avante. A mudança aconteceu em 1972, quando Bill estava prestando serviço militar em Araguari. O Itumbiara em uma final de semana que ia enfrentar o Goiatuba, precisou do atleta e ele exigiu que só viria para o jogo, se fosse para entrar de centro avante. Exigência aceita, veio e marcou o gol da vitória contra o Goiatuba. Quando concluiu o serviço militar com 20 anos, decidiu seguir a carreira no futebol e foi fazer teste no Vila Nova e no Goiás. No primeiro, o técnico disse que já tinha muitos atacantes e Bill foi tentar a sorte no Goiás. Até que deu certo, mas os salários seriam de mil cruzeiros. Sem ter onde ficar e comer até deslanchar a carreira, Bill preferiu voltar e jogar no Itumbiara ganhando 800 cruzeiros. Como centro avante do Gigante fez 5 gols na temporada de 1973, sendo o primeiro contra o Goiás no Estádio Paranaíba em 17 de junho, quando o tricolor perdeu por 2 a 1. Em seguida marcou ainda contra o Anápolis, Atlético, e Goiânia em dois jogos seguidos. Como destaque do Itumbiara em 1973, o então prefeito Modesto de Carvalho, que era torcedor do Vasco, levou Bill para o Gigante da Colina. O passe custou 100 mil cruzeiros os salários de Bill passaram para 2,5 mil cruzeiros. Não recebeu luvas e nem participação na transação, mas o salário era três vezes mais do que ganhava no Gigante. Após uma temporada no Vasco, veio para o Goiânia e com passe de 300 mil cruzeiros e salários de 6 mil cruzeiros, Desta vez recebeu a participação de 15% na negociação e também luvas, mas casado, ainda não tinha uma situação de independência financeira. Iria para o Internacional de Porto Alegre em 1977 e depois para o América do México, onde ficou mais três temporadas e ainda foi para o Los Angeles Astecas no Estados Unidos. Voltou para o Brasil e jogou por vários clubes, onde conquistou artilharia e foi campeão nos três clubes da capital, Goiânia, Atlético e Vila Nova. Jogaria ainda no Itumbiara e Goiatuba em 1988, antes de finalizar a carreira. Morreu aos 49 anos em 2002, quando fazia a travessia da BR 153 em uma bicicleta e foi atropelado por uma ambulância. Nasceu em Araguari – MG em 03 de abril de 1953 e faleceu no dia 22 de setembro de 2002. Sobre a história da rifa de 1973, contada por Jayro Rodrigues, um fazendeiro doou um bezerro e estava vendendo para ajudar o Itumbiara. Resolveram colocar o nome de Bill no Bezerro, para dar o sentido de que era muito forte, como era o centro avante do Itumbiara, e foi sucesso total. Disseram que Bill levava na brincadeira e só lamentou que não teve nenhuma participação na renda da rifa que foi total para o clube.

 

A TEMPORADA 1973



O TIME


sábado, 28 de janeiro de 2023

GIGANTE É OITAVO NO CAMPEONATO GOIANO DE 1972 E MODESTO DE CARVALHO O PRIMEIRO, NAS ESCOLHA DO PREFEITO DE ITUMBIARA – NOVOS TEMPOS DE GLÓRIA SURGEM NO HORIZONTE TRICOLOR

 POLÍTICA E FUTEBOL - ITUMBIARA NASCEU DA UNIÃO DE ARENA E MDB, NACIONAL E GOIÁS, MAS A PARTIR DAS ELEIÇÕES DE 1972, VAI TOMAR O CAMINHO COM O APOIO DE UM PREFEITO APAIXONADO PELO FUTEBOL E PELO GIGANTE DO VALE




Modesto de Carvalho, o primeiro presidente do Itumbiara e principal incentivador do clube, torna-se prefeito de Itumbiara com a vitória de 8976 votos do MDB contra 7839 da Arena. Os tempos de um time que viveu três anos de muitas dificuldades entre 1970 e 1972 vai terminar com as eleições para prefeito. O time em campo faz uma campanha razoável, fica em oitavo lugar e se mantém na primeira divisão do Campeonato Goiano. Waterloo Araújo do grupo de Modesto de Carvalho se torna o terceiro presidente do Itumbiara, também em 1972. Os resultados no campo foram assim: