quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

O GIGANTE CHEGOU A PRIMEIRA DIVISÃO DO CAMPEONATO BRASILEIRO EM 1979

 

               Goleiro Valtinho em treino do Itumbiara no JK

O GIGANTE NO ANO DE 1979

O mais longo campeonato goiano da história foi o de 1978,         que só chegou ao final em abril de 1979. Depois de alguns amistosos contra Uberaba, Atlético e Goiânia,  o Itumbiara  foi para mais uma participação no Campeonato Goiano de 1979 e chegou ao hexagonal final que classificou as equipes para a disputa do último campeonato brasileiro da antiga CBD, que chegou a 94 equipes. Itumbiara estava entre as oitenta que iniciaram a disputa da primeira divisão naquele ano, a única que o Gigante esteve. Em um grupo de dez equipes, as quatro melhores classificadas iriam para a próxima fase, mas o tricolor ficou em sexto lugar e parou na primeira fase. Fora de campo, o time estava organizado pelo presidente Nadir Nader, desde 1977. Com boas rendas e muitas negociações de atletas. O clube enfim estava preparado para disputar um campeonato brasileiro. No majestoso JK, destaques para o goleiro Valtinho que estava no clube desde a fundação em 1970 e a partir daquele ano, passaria a contar com um reserva que iria lhe suceder no gol, que era Donizete. Assim como Valtinho, o zagueiro Lima também seguia na equipe e ganhara a parceria na zaga de Juci, chamado de Canhão de Araripina, e que havia sucedido Zezinho Figueroa a partir de 1977. Joãozinho ainda reinava no meio campo e ganhara a presença de Souza e Donatinho. No ataque, Serginho Brasília, Roberto Bombinha e Wilson comandavam a artilharia tricolor. Alvair Barbosa, o gaúcho que deixara o Goiatuba no início da década, a partir de 1975 foi titular por várias temporadas no Gigante e agora era o treinador no Brasileiro.

 




os jogos






Os atletas

Valtinho

 Walter Gabriel Santana – nascido em Araguari no dia 27/01/1946

Faleceu em Itumbiara em 25/08/2014 – foi titular no Gigante do Vale entre 1970 e 1979.

 

Juci

 

NOME COMPLETO: Juci Tenório de Araújo

APELIDO: Juci

LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Recife (PE), 1º de maio de 1948

POSIÇÃO EM CAMPO: Zagueiro

 

LINHA DO TEMPO

 

1965

Começou a jogar futebol nos juvenis do Colombo, do Núcleo Bandeirante (DF).

 

1966

 

Estreia no time principal do Colombo no dia 11 de abril de 1966, no amistoso com derrota para o Atlético Goianiense (2 x 3), no Estádio de Brasília. O Colombo formou com Dico, Vonges, Juci, Sir Peres e Oliveira; Índio (Sabino) e Paulista; Tião I, Baiano, Cid e Crispim.

Convocado para amistoso em benefício das obras do Estádio de Brasília, entre as seleções do Distrito Federal e de São Paulo, no dia 11 de maio de 1966. Não entrou no jogo.

Segunda convocação para defender a Seleção do Distrito Federal, contra a seleção de Goiás, no dia 23 de novembro de 1966. Desta vez como titular. A seleção do DF venceu por 2 x 1 e formou assim: Zé Walter, Aderbal, Juci, Carlão e Oliveira; João Dutra e Ely; Zezé, Sabará (Invasão), Roberto e Arnaldo.

Fez parte da “Seleção do Ano”, escolhida pela Editoria de Esportes do Correio Braziliense, assim composta: Walmir (Luziânia), Aderbal (Rabello), Juci (Colombo), Carlão (Rabello) e Oliveira (Colombo); João Dutra (Rabello) e Beto Pretti (Rabello); Sabará (Luziânia), Cid (Colombo), Otávio (Rabello) e Reinaldo (Rabello).

Campeão do Torneio “Engenheiro Plínio Cantanhede”, realizado de 23 de outubro a 20 de novembro de 1966, e que contou com a participação das sete equipes profissionais do DF.

Foi titular em todas as partidas disputadas pelo Campeonato Brasiliense de 1966. O Colombo ficou com a terceira colocação.

 

1967

Convocado para a Seleção do DF que, no dia 16 de julho de 1967, enfrentou o Racing, do Uruguai. Não participou do jogo.

Disputou a Copa Brasil Central pelo Colombo.

No Campeonato Brasiliense de 1967, Juci esteve em onze dos treze jogos disputados pelo Colombo, que voltou a ficar em terceiro lugar.

Seu último jogo com a camisa do Colombo foi em 19 de novembro de 1967, no Estádio de Brasília, com derrota para o Rabello. O Colombo atuou com essa formação: Sílvio, Ivan, Juci, Sir Peres e Oliveira; Bolinha e Zezé; Índio, Paulista, Baiano e Crispim.

 

1968

Em janeiro de 1968, Juci e Crispim, ambos do Colombo, se transferiram para o América, de Belo Horizonte (MG). No final do mesmo mês, Juci já estava treinando entre os reservas do América.

No time titular fez sua estreia no dia 4 de fevereiro de 1968, no Mineirão, na vitória de 2 x 1 sobre o Democrata, de Sete Lagoas. O América jogou com Emílio, Décio Brito (Sabará), Juci, Caillaux e Vanderlei; Dirceu Alves e Carlos Pedro (Chiquito); Zé Carlos, Mosquito (Edvar), Samuel e Crispim.

 

1969

A primeira participação do Democrata, de Governador Valadares, no Campeonato Mineiro de Profissionais aconteceu em 1969, após a Federação Mineira extinguir a divisão especial e a primeira divisão em 1968, criando a divisão extra. O Democrata-GV foi convidado a participar desta divisão. Entre os jogadores inscritos para disputar o campeonato mineiro de 1969 estava Juci. O técnico era Henrique Frade.

No dia 2 de fevereiro de 1969, em jogo pelo Campeonato Mineiro, contra o América-MG, passou a formar a zaga com Elci. Além disso, seu companheiro Crispim na ponta esquerda.

 

1970

Disputou o Campeonato Mineiro no Democrata-GV. O clube ficou em segundo lugar no Grupo B na Fase de Classificação e não conseguiu passar para a Segunda Fase.

 

1971

Transferiu-se para a Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo, também formando a zaga com Elci. Em junho, a Desportiva perdeu a decisão numa série melhor de quatro pontos que apontou o campeão de Vitória, contra o Rio Branco.

 

1972

No dia 25 de janeiro de 1972, Rio Branco, campeão do 1º turno, e Desportiva, vencedora do segundo, voltaram a disputar um título - em série de melhor de três -, desta vez pelo Campeonato Capixaba de 1971. A Desportiva venceu por 1 x 0, gol de Chiquinho, sagrando-se campeã com essa formação: Edalmo, Walter, Juci, Elci (Serginho) e Nelson; Pinduca e Marcílio; Chiquinho, Elísio, Kleber e Carlinhos (Déo). Treinador: Beto Pretti.

Mas o Rio Branco recorreu à Justiça Desportiva e pediu a anulação do jogo, sob alegação de que os atletas Nelson e Walter pertenciam ao Valeriodoce, de Itabira (MG), time também patrocinado pela Companha Vale do Rio Doce, e que disputaram simultaneamente o campeonato mineiro. A CBD anulou o jogo, marcou nova data para a partida, mas a Desportiva não compareceu, ficando o título para o Rio Branco.

Depois de começar o ano de 1972 na Desportiva, disputou o Campeonato Mineiro pelo Valeriodoce, de Itabira (MG).

Retornou ao clube capixaba e no dia 10 de dezembro de 1972, de pênalti, marcou o gol da vitória de 1 x 0 da Desportiva sobre o Rio Branco, no primeiro jogo da melhor-de-três. Após derrota no jogo seguinte e um empate no terceiro, a Desportiva venceu o campeonato capixaba.

 

1973

No dia 31 de janeiro, marcou o gol do empate em 1 x 1 da Desportiva com o Botafogo-RJ, cobrando pênalti.

Em 26 de agosto, a Desportiva faz sua estreia no Campeonato Brasileiro, contra o Sergipe, com o técnico Beto Pretti comandando a equipe. Juci, de pênalti, marcou um dos gols da vitória de 2 x 0). A Desportiva formou com Jorge Reis, Walter, Juci, Elci e Nélson Souza; Wilson Pereira e Evandro (Baiano); Sérgio, Lucinho (Elísio), Zezinho e Fio Maravilha.

Logo após a derrota do Flamengo para a Desportiva Ferroviária, por 1 x 0, no dia 17 de outubro, o técnico do rubro-negro carioca, na edição do Jornal dos Sports de 19.10.1973, fez os maiores elogios ao time capixaba e apontou dois jogadores, Zezinho e Juci, a seu ver, em nível de seleção brasileira. Zagalo disse que Juci foi o melhor zagueiro que já viu atuar nesse Campeonato Brasileiro.

Curiosidade: No dia 11 de novembro de 1973, em Vitória, a Desportiva venceu o Ceub, de Brasília, por 1 x 0, gol de Juci, cobrando pênalti.

 

No dia 25 de julho de 1973, Juci retornava de um passeio à praia de Camboriú com o acadêmico Carlos Lima, do departamento médico do clube, quando um caminhão parou de repente na frente do Opala dirigido pelo sextanista de medicina. Resultado: Carlos Lima teve morte instantânea e Juci fraturou a clavícula esquerda.

 

1974

 

No dia 12 de fevereiro de 1974, a Desportiva venceu o Rio Branco, por 2 x 1, no jogo que apontou de quem seria a vaga do Espírito Santo para o Campeonato Brasileiro desse ano. No tempo normal de jogo, empate em 1 x 1. No segundo tempo da prorrogação, Juci marcou o gol da vitória da Desportiva.

Em julho de 1974, a imprensa carioca divulgava que o treinador Zagalo havia indicado o zagueiro Juci para fazer parte do elenco do Botafogo. Quem também estava interessado no zagueiro era o Atlético Paranaense, baseado em suas boas atuações em Curitiba, quando sempre foi o melhor jogador da Desportiva. Como o Botafogo decidiu investir nas categorias de base, em agosto de 1974, Juci foi emprestado ao Atlético Paranaense, e estreou no dia 4 de setembro de 1974, na vitória de 4 x 0 sobre o Paranavaí, substituindo Almeida, jogador em que esteve na reserva na maioria dos jogos.

 

1975

Retornou à Desportiva, onde foi vice-campeão capixaba e disputou o Campeonato Brasileiro.

 

1976

Disputou o Campeonato Goiano pelo Atlético Goianiense, ficado o clube na terceira colocação. No Torneio Seletivo que apontaria os dois clubes goianos ao Campeonato Brasileiro, o Atlético Goianiense empatou os seis jogos que disputou e ficou na terceira colocação, atrás de Goiás e Goiânia. Como este não se classificou, foi emprestado ao Goiânia.

 

1977

Juci estreou no dia 24 de março de 1977, na Copa Leonino Caiado, defendendo o Itumbiara, na vitória de 2 x 0 sobre o Vila Nova. O Itumbiara ficou com o vice-campeonato da competição.

Depois, o Itumbiara, disputou o Campeonato Goiano, ficando de fora do quadrangular final.

No Seletivo que apontaria o segundo representante goiano no Campeonato Brasileiro desse ano (o outro era o campeão estadual Goiás), o Itumbiara chegou na primeira colocação do quadrangular, juntamente com o Vila Nova, para quem perdeu a decisão, por 1 x 0.

Como o torneio foi vencido pelo Vila Nova, Juci foi emprestado ao Goiás para a disputa do Campeonato Brasileiro.

 

1978

Disputou o Campeonato Goiano, pelo Itumbiara.

 

1979

Disputou o Campeonato Goiano e o Campeonato Brasileiro da Série A pelo Itumbiara.

 

1980

Campeonato Brasileiro da Série B pelo Itumbiara.

 

1983

Última participação no futebol no Campeonato Brasileiro da Série B pelo Itumbiara.

 

2005

Faleceu no dia 21 de janeiro de 2005.



A estreia do ITUMBIARA no Campeonato Brasileiro aconteceu em 1979. Neste ano, a competição reuniu na Primeira Divisão ou Série A 94 clubes participantes

O Itumbiara fez parte do Grupo C, juntamente com Guará, Brasília e Gama, do DF, Mixto e Operário, do Mato Grosso, Comercial, do Mato Grosso do Sul, Atlético Goianiense de Goiás, Itabuna e Fluminense, de Feira de Santana, da Bahia.

Estreou jogando  na cidade de Itumbiara (GO), contra o Guará e venceu por 3 x 1.

O atacante Wilson marcou o primeiro gol do Itumbiara na história do campeonato brasileiro.

 

ITUMBIARA 3 x 1 GUARÁ

Data: 23 de setembro de 1979

Local: JK, Itumbiara (GO) 

Árbitro: Manoel Amaro de Lima (PE) 

Renda: Cr$ 333.280,00

Expulsão: Dionísio, do Guará 

Gols: Wilson, 11; Roberto, 17, Edvaldo, 37 e Joãozinho, 52 

ITUMBIARA: Donizetti, Tripiche, Juci, Lima e Tuíde (Cacá); Souza (Maurinho), Joãozinho e Rogério; Serginho, Roberto e Wilson. 

GUARÁ: Vilmar, Edvaldo, Dão, Gilberto e Geraldo Galvão; Warlan (Neto), Marquinhos e Jânio (Maurício); Paulo César, Dionísio e Aluísio. Técnico: Carlos José.

 

Fonte: historiadofutebolbrasiliense.blogspot.com

domingo, 5 de fevereiro de 2023

1978 – A MORTE DE MODESTO, INÍCIO DA ERA NADIR NADER NO GIGANTE DO VALE E GRANDE JOGOS NO JK CONTRA FLAMENGO, CRUZEIRO E FLUMINENSE.

 


Em 1976,  último ano de Modesto de Carvalho como prefeito de Itumbiara, marcou o final da influência do fundador e principal incentivador do clube da cidade. A partir de 1977, o MDB, partido de Modesto, foi vencedor das eleições e manteve no governo, mas houve um distanciamento político com o sucessor. A partir daquele ano, começava na presidência do clube,  a era de Nadir Nader que seguiria até o final da década de 1970. Foi o ano de tristeza para o ex-presidente e ex-prefeito, que segundo conta em livro, o ex-vereador Getúlio Lima, já falecido, que quando Nadir Nader assumiu como presidente, foi pedir apoio ao clube a Modesto de Carvalho, que encaminhou o presidente ao novo prefeito. Nadir Nader foi até o prefeito e recebeu um “não” para ajudar o clube e ainda ouviu que o ex-prefeito teria deixado as contas do município em situação ruim, por isso não poderia ajudar o time. Assim, a partir de 1977, Modesto já não tinha tanta influência no clube.

Modesto de Carvalho

Nasceu em 01/04/1933 em São Gotardo – MG e faleceu em 04/06/1978 em Itumbiara aos 45 anos de idade. Foi vice-prefeito na chapa de Sebastião Xavier Júnior (1965-1969), quando tinha 32 anos. Entre o final da década de 1950 e início da década de 1960, Modesto de Carvalho esteve fora de Itumbiara, ora trabalhando no serviço de terraplanagem da construção de Brasília, ora trabalhando na obra da construção da Rodovia Belém-Brasília. Ao voltar para Itumbiara, dedicou-se as atividades de comerciante. Foi fundador e o primeiro presidente do Itumbiara em 1970. Venceu as eleições em 1972, tornando-se prefeito (1973-1976)  com 40 anos de idade.

 

A MORTE DE MODESTO DE CARVALHO

O "Jornal da Cidade", periódico do município ligado ao MDB, anunciou em sua edição do dia 07/06/1978 a morte de Modesto de Carvalho:

  

"vítima de derrame cerebral, faleceu na manhã do último domingo, dia 4 de junho de 1978, o empresário Modesto de Carvalho, ex-prefeito de Itumbiara.

Quem é: Modesto de Carvalho é mineiro de São Gotardo, tendo nascido em 1 de abril de 1933. Novo ainda, Modesto veio para Itumbiara, em companhia de seus pais. Aqui seu pai, Floriano de Carvalho iniciou sua vida militando no comércio e chegou a Prefeito, tendo realizado uma administração condigna."

 


Em campo, o time faria grandes amistosos contra Flamengo, Cruzeiro e Fluminense. No mais longo campeonato goiano, que iniciou em 1978, que só terminou em 1979, Itumbiara foi o sexto colocado.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

1977 MARCA A MORTE DO JOGADOR GERALDO COM A CAMISA TRICOLOR E TAMBÉM DO ERRO DO ÁRBITRO JOSÉ MUNIZ BRANDÃO QUE TIROU O GIGANTE DO BRASILEIRO

 1977 MARCOU UM ANO DE TRISTEZAS PARA O ITUMBIARA ESPORTE CLUBE


             Jogador Geraldo do Itumbiara - morte em campo no ano de 1977

A morte de Geraldo em 1977

Sempre que ocorre a morte de um jogador em campo, é lembrado o caso da morte do atacante Geraldo que atuava pelo time do Itumbiara em 1977. Reportagem da revista Placar de setembro de 1977, relata que no dia 28 de agosto de 1977 no jogo entre Jataiense e Itumbiara pelo campeonato goiano, o jogador  subiu para cabecear uma bola e caiu estático no gramado. Foi retirado pela maca e levado para o Hospital. No intervalo do jogo, os jogadores foram avisados que Geraldo havia falecido e o árbitro  Gualter Portela Filho encerrou o jogo com apenas um tempo. Ninguém tinha condições de continuar o jogo. O atleta teria sofrido um enfarte, segundo laudo fornecido pelo Hospital de Jataí. Outros dois jogadores que passaram pelo Itumbiara em épocas diferentes, também morreriam após atividades de treino, como Zezinho Figueroa em 1986, aos 33 anos no Inter de Limeira e mais recente  em fevereiro de 2018, quando o atleta Danilinho que fez parte do elenco de 2017, também morreu de enfarte após treino no Juazerense da Bahia.

Em entrevista ao DI, o ex-jogador Lima, que faleceu em 2021 e fazia parte daquela equipe de 1977, o time do Itumbiara havia iniciado o campeonato goiano com vitória sobre a Anapolina por 1 a 0 e Geraldo fez o gol aos 12 minutos do primeiro tempo em jogo que apitou José Muniz Brandão e  três mil pessoas compareceram ao JK. Naquele dia o Itumbiara jogou com Valtinho, Tripiche, juci, Lima e Edilberto. Joãzinho, Alvair, Tonhão, Geraldo, Roberto e Maurinho (Serginho). Uma semana depois o time venceu o Atlético em Goiânia por 2 a 1. Na época, o time do Itumbiara era uma grande equipe e ficou em terceiro no primeiro turno com 12 pontos ganhos, atrás de Goiás e Vila Nova.
No segundo turno o time começaria vencendo o Goiás por 1 a 0 no JK, quando compareceram 10 mil torcedores no JK.

O JOGO CONTRA A JATAIENSE
No dia 28 de agosto de 1977, o time do Itumbiara jogava contra a Jataiense, quando se aproximava o final do primeiro tempo, segundo o ex-zagueiro do Itumbiara Lima, o atacante Geraldo preparava-se para dominar uma bola próximo a área do adversário quando sofreu o choque de dois jogadores. Geraldo teria caído e ficou sentado. Ainda segundo Lima, o treinador pedia para que Geraldo levantasse, para não ficar em posição de impedimento, mas ele não conseguia. Quando tentou, caiu e não levantou mais.  Quando o massagista chegou até o jogador, escorria sangue pelo seu nariz e boca.
Lima conta que Geraldo não havia conseguido dormir na noite que antecedeu o jogo contra o Jataí. Na manhã de domingo também não conseguiu lanchar no Hotel em que o clube estava hospedado, reclamando da boca amarga, mesmo sintoma que teria relatado durante o almoço que também não conseguiu realizar. Quando foi para o jogo, não conseguiu termina-lo e faleceu a caminho do Hospital. O jogo foi paralisado no intervalo.  Outro jogo foi realizado no dia 7 de setembro e o time de Itumbiara venceu por 3 a 1.

Torneio Seletivo para o Campeonato Brasileiro de 1977



O Itumbiara fez a melhor campanha do seletivo que escolheria mais um time goiano para disputar o campeonato brasileiro de 1977 e jogava pelo empate com o Vila Nova, que conquistou o polêmico torneio com um gol irregular nos minutos finais do segundo tempo. Na ocasião, o árbitro José Muniz Brandão, aos 43 minutos do segundo tempo, marcou uma falta para o Itumbiara, quando Juci ajeitou a bola para cobras, Luiz Márcio do Vila aproveitou uma distração do árbitro,  e seguiu a jogada, quando  passou a bola para o atacante Nivaldo Lacuna do Vila, que, tranquilamente fez o gol, enquanto os jogadores do Itumbiara aguardavam autorização para cobrança da falta. O auxiliar Lazaro Eurípedes não se manifestou. O árbitro deu por encerrada a partida e o Vila Nova se classificou para disputar o Campeonato Brasileiro da 1ª divisão daquele ano. O jogo ocorreu no Serra Dourada e bateu o recorde de público em um jogo do Itumbiara com 42328 torcedores.

Recurso

Em julgamento sobre a partida do seletivo, o Vila Nova teve dois votos favoráveis e cinco contra (2 Goiânia, 1 Goiás e 1 do Atlético), que concordaram com erro de direito do árbitro). Mesmo com a vitória no tribunal desportivo por 4 a 2, a CBD convidou o Vila Nova para disputar o Campeonato Brasileiro de 1977 e o Itumbiara ficou de fora. Na alegação da CBF, o município com 75 mil habitantes não tinha hotel com capacidade para receber as delegações do campeonato brasileiro e que teria sido um erro deixar o clube participar do seletivo. Em 1978, só os clubes da capital disputariam o seletivo. (Jayro Rodrigues - Revista Placar 384 - 2/9/1977).

O ano de 1977 também marcaria os confrontos em jogos amistosos no JK com grandes equipes, como Santos e Cruzeiro.




DIRETORIA

Presidente do honra: Modesto de Carvalho

Presidente: Nadir Nader


Os jogos de 1977


ITUMBIARA 1-0 ANAPOLINA
Data: 09 de abril de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 50.880,00.
Público: 3.029.
Árbitro: José Muniz Brandão.
Gols: Geraldo (12’ do 2º).
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Tonhão, Geraldo, Roberto e Maurinho (Serginho).
ANAPOLINA: Nelson Gama, Eulálio, Tininho, Deirote, Mura, Roberto Chaves, Armando, Barão, Sinomar, Lali e Raimundinho.

 

ATLÉTICO 1-2 ITUMBIARA
Data: 17 de abril de 1977.
Local: Goiânia.
Renda: Cr$ 119.096,00.
Público: 7.579.
Árbitro: Guálter Portela Filho.
Gols: Zé Luís (21’ do 2º) / Marinho (19’ e 31’ do 2º).
ATLÉTICO: Nonô, Maurício, Mário, Wilson, Valter, Zé Luís, Xisté, Reinaldo, Gilberto, Agnaldo e Marco Antônio (Japão)
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Geraldo, Roberto e Robertinho.

 

VILA NOVA 1-0 ITUMBIARA
Data: 24 de abril de 1977.
Local: Serra Dourada – Goiânia.
Renda: Cr$ 213.152,00.
Público: 14.476.
Árbitro: José Muniz Brandão.
Gol: Lula (1’ do 2º).
VILA NOVA: Jorge Vitório, Zé Luís, Jorge Fernandes, Hérton, Neném, Ademir, Toninho Almeida (Humberto Ramos), Almir, Luisinho, Carlinhos (Dionísio) e Lula.
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho (Tonho), Alvair, Maurinho, Geraldo, Roberto e Robertinho (Gélson).

 

ITUMBIARA 1-2 GOIÁS
Data: 30 de abril de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 85.390,00.
Árbitro: Hélio Cosso.
Gols: Roberto (3’ do 2º, de pênalti) / Edilberto (22’ do 1º, contra) e Rinaldo (6’ do 2º).
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Geraldo, Roberto e Gélson (Serginho).
GOIÁS: Amauri, Triel, Macalé, Alexandre, Nonoca, Alencar, Valdir Lima, Píter, Lúcio (Zezé), Marco Antônio e Rinaldo.

 

 

 

 

ITUMBIARA 4-2 JATAIENSE
Data: 07 de maio de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 29.570,00.
Árbitro: José Mario Vinhas.
Gols: Edilberto (35’ do 1º), Serginho (42’ do 2º e 41’ do 2º) e Mendes (8’ do 2º) / Oliveira Neto (45’ do 1º e 45’ do 2º).
ITUMBIARA: Valtinho (Donizetti), Tripiche, Juci (Wellington), Lima, Edilberto, Robertinho, Alvair, Maurinho, Geraldo, Serginho e Gélson.
JATAIENSE: Jair Conceição, Helinho, Tonhé, Bebeto, Mendes, Zé Roberto, Ari, Oliveira Neto, Marrom, Paulo César e Dejar.

 

RIO VERDE 2-0 ITUMBIARA
Data: 15 de maio de 1977.
Local: Rio Verde.
Renda: Cr$ 50.020,00.
Árbitro: José Muniz Brandão.
Gols: Radar (13’ e 44’ do 2º).
RIO VERDE: Sérgio, Tuca (Gesmar), Andrade, Toninho, César, Sousa, Chundi , Valtinho (Roberto Carioca), Mug, Radar e Humberto.
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Robertinho, Alvair, Maurinho, Geraldo (Serginho), Roberto e Gélson (Tuíde).

 

GOIATUBA 0-1 ITUMBIARA
Data: 29 de maio de 1977.
Local: Goiatuba.
Renda: Cr$ 61.970,00.
Árbitro: Urias Crescente Alves Junior.
Gol: Roberto (5’ do 1º).
GOIATUBA: Zé Borracha, Nélio, Douglas, Euri, Romeu, João Carlos, Tuíra (Roberto), Carlinhos (Luís Carlos), Jaci, Divino e Dadinho.
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Robertinho, Alvair, Maurinho, Geraldo (Serginho), Roberto e Gélson (Joãozinho).

 

 

ITUMBIARA 3-1 GOIÂNIA
Data: 04 de junho de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 26.440,00.
Árbitro: Hélio Cosso.
Gols: Maurinho (27’ do 1º) e Roberto (8’ e 9’ do 2º) / Delci (19’ do 2º).
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Robertinho, Alvair (Geraldo), Maurinho, Dião, Roberto e Robertinho (Serginho).
GOIÃNIA: Nílson, Adalberto, Benê, Odon, Alá, Lula, Gustavo (Robertinho), Palmi, Fantato, Delci e Marcelo.

 

 

 

 

GOIÁS 0-1 ITUMBIARA
Data: 24 de julho de 1977.
Local: Goiânia.
Renda: Cr$ 160.320,00.
Público: 10.707.
Árbitro: Hélio Cosso.
Gols: Maurinho (35’ do 2º).
GOIÁS: Luisinho, Triel, Macalé, Alexandre, Nonoca (Donizetti), Alencar, Pastoril, Rogério (Matinha), Rubinho, Marco Antônio e Rinaldo.
ITUMBIARA: Valtinho, Tuíde, Wellington, Juci, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Geraldo (Gelson), Roberto (Serginho) e Robertinho.

 

ANAPOLINA 1-0 ITUMBIARA
Data: 07 de agosto de 1977.
Local: Anápolis.
Renda: Cr$ 86.350,00.
Árbitro: Hélio Cosso.
Gols: Barão (41’ do 2º).
ANAPOLINA: Sídnei, Eulálio, Deirote, Tininho, Toninho, Luís Carlos, Armando (Jéferson), Barão, Sinomar, Toninho Pantera (Tino) e Raimundinho.
ITUMBIARA: Valtinho, Tuíde (Tripiche), Wellington, Juci, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Geraldo (Serginho), Roberto e Robertinho.

 

GOIÂNIA 1-0 ITUMBIARA
Data: 11 de agosto de 1977.
Local: Goiânia.
Renda: Cr$ 40.966,00.
Público: 2.674.
Árbitro: Guálter Portela Filho.
Gol: Fanfato (33’ do 2º).
GOIÃNIA: Nascimento, Cláudio, Lima, Dagoberto (Odon), Alberto, Zé Krol (Sídnei), Gustavo, Natálio, Fanfato, Bil e Éber.
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho (Edinho), Alvair, Maurinho, Dião, Roberto (Geraldo) e Robertinho.

 

ITUMBIARA 1-0 RIO VERDE
Data: 14 de agosto de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 68.790,00.
Árbitro: Jarbas de Castro Pedra.
Gol: Gélson (7’ do 2º).
ITUMBIARA: Donizetti, Tripiche (Tuíde), Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Serginho, Gélson e Robertinho (Geraldo).
RIO VERDE: Serginho, Cidinho, Almir, Heleno, Gesmar, Paulo Soares, Chundi (Humberto), Elimar, Mug, Radar e Ferraz.

 

ITUMBIARA 2-2 MINEIROS
Data: 16 de agosto de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 37.850,00.
Árbitro: Urias Crescente Alves Junior.
Gols: Tuíde (34’ do 1º) e Gélson (21’ do 2º) / Ernâni (20’ do 1º) e Evaristo (6’ do 2º).
ITUMBIARA: Donizetti, Tuíde, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair (Robertinho), Maurinho, Serginho, Gélson e Geraldo.
MINEIROS: Luís Carlos, Manga, Pereira, Vivaldo, Nílson, Nílton, Mequel, Arnaldo, Titão, Ernâni e Evaristo.

 

ITUMBIARA 2-1 GOIATUBA
Data: 21 de agosto de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 27.100,00.
Árbitro: Antônio Job.
Gols: Gelson (8’ do 1º) e Juci (19’ do 2º) / Divino (29’ do 2º)
Expulsão: Mosquito.
ITUMBIARA: Valtinho, Tuíde (Tripiche), Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Dião, Serginho (Geraldo) e Gélson.
GOIATUBA: Zé Borracha, Nélio, Euri (Paulo), Romeu, William, Douglas (João Carlos), Jaci, Mosquito, Divino, Serginho e Dadinho.

 

JATAIENSE 0-0 ITUMBIARA
Data: 28 de agosto de 1977.
Local: Jataí.
Obs: Partida suspensa ao final do 1º tempo, em virtude do falecimento do jogador Geraldo, do Itumbiara, durante o jogo. Nova partida foi realizada em 07 de setembro.

JATAIENSE 1-3 ITUMBIARA
Data: 07 de setembro de 1977.
Local: Jataí.

ITUMBIARA 2-1 VILA NOVA
Data: 04 de setembro de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 44.850,00.
Árbitro: Jarbas de Castro Pedra.
Gols: Dião (35’ do 1º, de pênalti) e Serginho (45’ do 1º) / Humberto Ramos (48’ do 1º).
ITUMBIARA: Valtinho,Tripiche(Tuíde), Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair, Serginho (Maurinho), Robertinho, Dião e Gélson.
VILA NOVA: Gabriel, Ivan, Jorge Fernandes, Zé Luís, Sérgio Donizetti, Toninho Almeida, Humberto Ramos, Lino (Luisinho), Almir, Carlinhos (Luís Márcio) e Lula.

 

ITUMBIARA 0-0 ATLÉTICO
Data: 18 de setembro de 1977.
Local: Itumbiara.
Renda: Cr$ 30.540,00.
Árbitro: Édson Paulino da Silva.
ITUMBIARA: Valtinho, Tripiche, Juci, Lima, Edilberto, Joãozinho, Alvair (Edinho), Maurinho, Robertinho, Dião e Gélson.
ATLÉTICO: Hermes, Edvaldo (Silva), Jairo, Ticão, Valter, Luís Antônio, Xisté, Gilberto, Valtair, Baltazar e Japão..

 

 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

EM 1976, GIGANTE É VICE DO CENTRO OESTE E BICAMPEÃO DO INTERIOR NO CAMPEONATO GOIANO

 O LEGADO DO MODESTO DE CARVALHO PARA O TIME DO ITUMBIARA EM 6 ANOS – DA FUNDAÇÃO AO ESTÁDIO JK


                               Roberto Dinamite do Vasco e Roberto Bombinha do Itumbiara - 1976

O primeiro capítulo da história do Itumbiara esporte clube tem em Modesto de Carvalho, o principal personagem. A ele coube como líder político em 1970, unir ARENA e MDB, Nacional e Goiás para fundar o Itumbiara. Entre 1973 e 1976, como prefeito de Itumbiara, deu o apoio necessário para o time ser o melhor do interior e ter um dos melhores e maiores campos de futebol, o Modestão, que ganhou o nome de JK, após a morte do ex-presidente do Brasil no ano de inauguração do Estádio JK. Coube ao time de coração de Modesto de Carvalho, inaugura o monumental Estádio JK. Com recursos próprios do município e gestão direta do então prefeito Modesto de Carvalho, foi investido 15 milhões  para construção de um estádio com capacidade para 40 mil pessoas no então Bairro Vila Vitória, hoje Planalto. Foram construídos 5 vestiários, 8 cabines de rádio, tribuna de honra, pista de atletismo, estacionamento para mil veículos e 16 sanitários. A proteção do campo não contou com o tradicional alambrado, mas sim um fosso. No jogo, frente a frente o Itumbiara de Roberto Bombinha contra o Vasco da Gama de Roberto Dinamite.

A construção do Estádio

Para construir o campo, Modesto levou o projeto para votação na Câmara de Vereadores, conta Getúlio Lima, ex-vereador já falecido. Também havia uma divisão no Legislativo entre Arena e MDB, o último partido de Modesto e que tinha um vereador a menos. Ele precisava do apoio de um vereador da Arena e mexeu com a paixão de Chavante, que era da Arena e torcedor do Vasco. Modesto prometeu, se construísse o Estádio, que viria para a inauguração seria o Vasco. Ganhou o voto da oposição e fez maioria para aprovar a construção do Estádio. Depois de passar quase um ano diretamente cuidando da obra, chegou o dia 10 de outubro de 1976, marcado para a inauguração do Estádio. Uma alvorada acordou a população naquele dia. Ao iniciar a tarde, quase 30 mil torcedores já esperavam no campo de futebol. Vieram paraquedista de Goiânia e não faltou o foguetório para entrada do Vasco da Gama e Itumbiara em campo. O jogo não teve gols, mas a renda passou de 850 mil cruzeiros.


                              O prefeito Modesto de Carvalho e sua obra, o Estádio JK

 

ITUMBIARA 0 X 0 VASCO DA GAMA
Data: 10/outubro/1976
Motivo: Amistoso
Estádio: JK - Juscelino Kubitscheck de Oliveira
Árbitro: Urias Crescente Alves Junior
Assistentes: Alvaro da Fonseca e João Antônio do Nascimento
Itumbiara - Valtinho, Toninho, Zezinho Figueroa, Lima, Edilberto, Nedo, Joãozinho, Alvair, Maurinho, Roberto e Robertinho.
Vasco da Gama - Mazaropi, Toninho, Abel, Renê, Luiz Augusto, Gaúcho, Zandonaide, Jorge mendonça, Luiz Carlos, Roberto Dinamite e Dé.

 

 

O time do Itumbiara



Durante o ano de 1976, último com influência direta de Modesto de Carvalho, os presidentes no período foram Raul Jota Santos e Nadir Nader, que marcará uma nova época a partir de 1977 com a morte do primeiro presidente do Itumbiara e prefeito entre 1973 e 1976, Modesto de Carvalho. A revista Placar, por meio do jornalista Jayro Rodrigues retratou estes melhores momentos do Itumbiara na década de 1970 e sintetizou o sucesso do clube na época. Para financiar o time, havia mais de 500 colaboradores com 200 cruzeiros por mês e a prefeitura, repassava a tarifa cobrada na rodoviária para o clube. Mas o faturamento alto vinha da venda de passe de jogadores e das rendas. Em 1975, o time teve uma renda bruta das arquibancadas de 179 mil cruzeiros e sobrou liquido 75 mil cruzeiros. Em 1976, quando começou a contar com o JK a partir de outubro, as rendas foram muito maiores e o clube faturou mais de 1,1 milhão de cruzeiros e teve despesas no ano de 415 mil cruzeiros. O sucesso do clube era completado com a negociação de jogadores, que eram encontrados quase de graça no interior de São Paulo e depois valorizavam no Gigante do Vale. A época foi de poucas revelações de pratas da casa, em que sobressaiu Bill em 1973 por 100 mil cruzeiros. Já o recorde veio com a venda de Zezinho Figueroa para o Cruzeiro no final de 1976, onde o melhor zagueiro do campeonato goiano foi negociado por 600 mil cruzeiros.  O time do Itumbiara venderia ainda os passes do Miranda para o Uberaba, Dionísio para o Vila Nova e que depois iria para o Atlético MG, Reinaldo e Japão para o Atlético Goianiense, Sérgio Luiz para o Vila Nova, Zé Luiz para o Anápolis, Fantato para o Goiânia, entre outros.  O time neste dois anos só ficava um pouco atrás do Goiânia e foi o melhor do interior entre 1975 e 1976. Chegou mais longe ainda e superou todos os goianos na Copa Centro Oeste e ficou com o vice campeonato ao perder a final para o Mixto em Cuiabá. Assim encerrava o ciclo vitorioso de Modesto de Carvalho como patrono do Itumbiara entre 1975 e 1976. Um grande time e um grande estádio. O clube estava preparado para enfrentar o campeonato brasileiro mais a frente.

 

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