domingo, 12 de dezembro de 2021

EC BRASÍLIA É O NOVO CAMPEÃO AMADOR DE ITUMBIARA

 NO JK, EQUIPE DO BAIRRO BRASÍLIA DESBANCOU O PENTACAMPEÃO KBM COM GOLEADA DE 4 A 1




         Elenco campeão do E.C Brasília, campeão amador de Itumbiara em 2021


Cerca de mil torcedores que compareceram ao Estádio JK neste sábado (11), para a decisão do campeonato amador da Primeira Divisão na edição de 2021, conheceram o novo campeão, o E.C. Brasília, que desde 2017 tentava desbancar o pentacampeão amador  da cidade, a temível KBM. Logo, aos cinco minutos, a KBM assustou com um gol de Denian, mas foi só. Daí em diante, houve um domínio completo do time vermelho do Bairro Brasília que marcou aos 14 e 21 minutos com o centro avante Vinicão. O primeiro, de cabeça, após cobrança de falta de Thiaguinho e o segundo, depois de jogada individual de Nena que chutou a bola na trave e no rebote, depois de duas tentativas, o atacante empurrou a bola para as redes. Sem poder de reação, a equipe da KBM sentiu a virada e novamente de bola parada, depois de um escanteio, apareceu livre na área o camisa 10 Kelinho para fazer 3 a 1. Na volta para o segundo tempo, o técnico Amarildo tirou o volante Henrique e colocou mais um atacante, e o time ficou mais vulnerável ainda, até levar o quarto gol, após cruzamento de Sorriso, novamente dentro da pequena área, Kelinho chegou sozinho e tocou rasteiro para fazer 4 a 1 e garantir o gol do titulo. Depois foi só festa com a entrada de um cachorrinho em campo e até invasão de torcedor para abraçar o goleiro André do Bairro Brasília. Após o final do jogo, foi entregue o troféu Zezão do Marolina ao campeão amador de Itumbiara em 2021.

Ficha técnica

KBM -   Pablo, Franklin, Denes, Luiz Felipe e Deivison. Leone, Henrique, Zé Augusto e João Manoel. Denian e Bruninho.

EC Brasília - Yuri (André), Alemão, Vinicius Eucário, Diego Carlos e Sorriso. Felipinho, Thiaguinho, Kelinho e Aguito. Vinicão e Nena.

Arbitragem; Oziel Rosa - Assistentes Júlio Dantas e Adelor Maciel

Classificação Final

Campeão EC Brasília  - Vice KBM

Mantidos na primeira divisão: Cachoeira Dourada, Marolina, Cruzeiro, Sarandi, Araporã, Milan, Ponte Preta e Borracharia Itarumã

Rebaixados: Save Engenharia e América

Acesso: Sport Mercearia e Santa Inês


SEGUNDA DIVISÃO

O Estádio JK recebeu também no sábado, a decisão da segunda divisão, que ocorreu na preliminar da  primeira Divisão. Favorito ao titulo, o Sport Mercearia Cristo Rei derrotou a equipe do Santa Inês e ficou com o título do campeonato. Os dois clubes conquistaram o acesso para a primeira divisão em 2022.  O campeão levou o troféu Mané Garrote.






sábado, 11 de dezembro de 2021

HOJE TEM FINAL DO AMADOR DE ITUMBIARA ENTRE KBM E E.C BRASÍLIA NO JK

 KBM BUSCA O SEXTO TITULO E E.C BRASÍLIA TENTA PELA TERCEIRA VEZ SER CAMPEÃO DA PRIMEIRA DIVISÃO EM ITUMBIARA


           KBM FOI CAMPEÃO DO TORNEIO INICIO E BUSCA HEXACAMPEONATO


Hoje a tarde no Estádio JK em Itumbiara será conhecido o campeão amador da cidade na edição de 2021, com o jogo entre a KBM, que é pentacampeão amador da cidade e o E.C Brasília, que chega pela terceira vez a decisão desde 2017 e tenta o primeiro título. O jogo começa as 17 horas. Na fase semifinal, a KBM derrotou o Marolina e o E.C Brasília derrotou a equipe de Cachoeira Dourada.  O vencedor desta tarde vai levar o troféu Zezão do Marolina, ex-comandante do Marolina e que faleceu neste ano.

Na última década entre 2011 e 2020, com nove edições do amador de Itumbiara, a equipe da KBM dominou as competições desde 2014, quando herdou a vaga da equipe da Ulbra após fusão. Só não venceu em 2016, quando perdeu para o campeão daquela edição o Operário, nas semifinais por 2 a 1. Dos cinco titulos conquistados, três foram nos penaltis, após empate de 2 a 2 em 2014 com o Unicereais, outro empate com o mesmo placar em 2018 com o E.C Brasília e no último campeonato após empate em 1 a 1 com o Araporã. Nas outras edições, venceu o Marolina por 4 a 3 em 2015 e o E.C Brasília em 2017 por 2 a 0.

SEGUNDA DIVISÃO

O Sport Mercearia Cristo Rei favorito ao título de 2021 vai enfrentar o Santa Inês, que havia caído da primeira divisão em 2019 e está de volta com a classificação para as finais desta edição. O jogo começa as 15 horas no Estádio JK e o vencedor leva o troféu Mané Garrote, que também faleceu neste ano e foi jogador profissional do antigo Goiasinho e do Itumbiara, quando marcou o primeiro gol oficial do clube em 1970.

TERCEIRA DIVISÃO

Com melhor campanha na competição, o Real Clube foi proclamado campeão da edição 2021, após jogar 26 minutos de jogo na última quinta-feira (9), quando o jogo estava empatado em 0 a 0 e foi marcado um penalti a favor da equipe. Inconformada com a marcação, já que a jogada da falta teria sido fora da área, a equipe do CRB abandou o campo.

RESULTADOS DAS FINAIS NA ÚLTIMA DÉCADA



CAMPEÕES DA PRIMEIRA DIVISÃO




quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

PEC ESTADUAL INCLUI NOVOS INDICADORES DE EDUCAÇÃO E SAÚDE NA REPARTIÇÃO DO ICMS EM GOIÁS

VEJA O QUE PODE MUDAR PARA ITUMBIARA A PARTIR DE 2022 COM A INCLUSÃO DO ICMS EDUCACIONAL

          sede da secretaria municipal de educação em Itumbiara


Está em tramitação na Assembleia Legislativa de Goiás, uma proposta de emenda a Constituição estadual, que vai mudar os critérios para repartição do ICMS entre os municípios goianos. A medida é obrigatória e atende ao que foi aprovado com a Emenda Constitucional 108 de 26 de agosto de 2020, que alterou a proporção quando da apuração do IPM - Índice de Participação dos Municípios e as unidades estaduais  devem se adaptar para aplicar no mínimo o Valor adicionado de 65% e 35%, a partir de lei estadual com indicadores específicos, sendo que pelo menos 10% deve ser constituído como indicador da aprendizagem e aumento da equidade, considerando o nível  sócio econômico na área de educação.

Com a PEC - Proposta de Emenda a Constituição de Goiás, o valor adicionado que hoje representa 85% na apuração do IPM, passará a ser de 70% a partir de 2022. 10% segue sendo repartido de maneira igualitária entre os 246 municípios goianos. Os demais 20% serão distribuídos  na proporção de cumprimento de exigências a serem estabelecidas em lei complementar específica relacionada ao desempenho dos municípios nas áreas de educação, saúde e meio ambiente. Para cumprir a EC 108, 10% será o índice educacional, 7% correspondente ao desempenho da área de saúde e o ICMS ecológico deixa de representar 5% no cálculo e passa para 3%. Informações de simulações de cálculos pela Secretaria estadual de educação mostram que cerca de 200 municípios ganham com a nova formula de cálculo.

Veja como é hoje o cálculo com o IPM provisório do município de Itumbiara para o ano de 2022 e o que pode ocorrer a partir do próximo ano com o cálculo para 2023.

1 - Cálculo do Valor adicionado - hoje representa 85% - vai passar para 70%

como é feito o cálculo -  ano base 2020 - cálculo em 2021 - para valer em 2022 - valores adicionados de 2019 e 2020

Valor adicionado 2019 R$ 2.996.414.969,00 - indice de 1,86

Valor adicionado 2020 R$ 4.160.229.656 - indice de 2,21

média dos dois anos 2,03  - 85% da média do VA 1,7302523

COM A PEC - Esta média passa a ser de 70% para cálculo do IPM

2 - DIVISÃO DE 10% igualitária para 246 municípios de Goiás - indice 0,040650041

segue sem mudanças

3 - ICMS ECOLÓGICO 5% (vai ser considerado 3% com a PEC estadual

cálculo em 2021 para 2022

3% calculado para município que atenderam 6 critérios e acima  entre 9 de lei estadual

118 municípios entre 246 atenderam em 2021 - 

1,25% calculado para municípios que atenderam 4 critérios pelo menos

169 municípios atenderam (118 que atenderam 6 e mais 51 que atenderam 4)

0,75% calculado para municípios que atenderam pelo menos 3 critérios

184 municípios atenderam pelo menos 3 critérios (118 que atenderam a 6, 51 que atenderam a 4 e 15 que atenderam a 3)

62 municípios ficaram sem o ICMS ecológico por não atenderem pelo menos 3 critérios

IPM Ecológico

0,004076 para 15 municípios que atenderam 3 critérios

0,0114725 (soma de 0,004076 e 0,007396) para 51 municípios que atenderam 4 critérios

0,036896 (soma de 0,004076 + 0,007396 + 0,025424) para 118 municípios que atenderam 6 ou mais critérios - Itumbiara está incluído neste grupo

O IPM provisório de Itumbiara para 2022 é de 1,8077990 

Valor adicionado  1,7302523 (85%) - passará a representar 70% em 2022

Divisão igualitária 10% - 0,0406504 - seguirá da mesma maneira em 2022

IPM Ecológico 0,0368963 - muda a partir de 2022


Como será calculado em 2022

70% do Valor adicionado - como base em 2021 - seria levado em consideração 1,424914

10% de maneira igualitária - igual 2021 - 0,0406504

20% com novos indicadores - sendo 10% para indicadores da educação, 7% para indicadores de saúde e 3% para indicadores do meio ambiente.


Por que é importante o cálculo do IPM

É por meio deste índice apurado é que se reparte 25% do ICMS arrecadado pelo estado de Goiás.

Em um exemplo em que o Estado de Goiás arrecade R$ 20 bilhões, 25% ou R$ 5 bilhões é repartido para os municípios de acordo com o IPM

O IPM atual de 2021 é de 1,72 - representaria R$ 86 milhões de arrecadação para Itumbiara

O IPM provisório para 2022 é de 1,80 - representaria R$ 90 milhões para arrecadação

Sem os critérios da lei específica para o cálculo de 20% do IPM a partir de 2022, não é possível simular se haverá perdas ou ganhos em receitas com o ICMS para o município a partir de 2023. Em 2022, ainda será repartido com base no IPM calculado neste ano para valer em 2022.


sexta-feira, 26 de novembro de 2021

O REAL CLUBE DE ITUMBIARA NO FUTEBOL PROFISSIONAL EM GOIÁS - 1998 A 2004

 AS GLÓRIAS NO INÍCIO DESTE SÉCULO E A QUEDA EM 2004



Em 2001, o então presidente do Real Clube de Itumbiara, Ronei Freitas, hoje vice-presidente da Federação Goiana de Futebol, comemorava quatro anos de fundação e falava orgulhoso de seu clube do coração que teria sido fundado como empresa, para evitar que interesses políticos pudessem desvirtuar o papel do clube no esporte. Vinte e três anos depois, o clube ainda encontra-se ativo no futebol goiano, não mais no futebol profissional que encerrou a participação em 2004, mas tão somente em competições amadoras, em especial nas categorias de base sub-13 e sub-15. Entre 2016 e 2019, disputou as competições da Federação Goiana de Futebol e neste ano disputa a terceira divisão do futebol amador em Itumbiara na categoria adultos. A diretoria na época contava além de Ronei Freitas na presidência, com Ewerton Mortosa Júnior, hoje supervisor no Atlético Clube Goianiense. O advogado Cleuber Cardoso era segundo vice-presidente. Wellington Carlos Valadão, conhecido como Galo e hoje, secretário de esportes do município, tinha o cargo de diretor de futebol profissional. Artilheiro do time em 2001, Galo que já havia jogado no Itumbiara Esporte Clube, encerrou a carreira profissional aos 34 anos e além de fundador do Real, também tomava conta das categorias de base do clube. Foi o autor do primeiro gol do clube na derrota em amistoso para o Atlético Clube Goianiense por 4 a 3.  Já o primeiro gol oficial foi marcado por Henrique contra o Bom Jesus no campeonato goiano da segunda divisão. O primeiro treinador do clube foi o ex-jogador do Itumbiara Souza. e nas competições oficiais, Juci Tenório comandou o time pela primeira vez em uma competição oficial. Hoje, 23 anos depois da fundação, o clube tem como presidente Ademar Machado e voltou a ser uma associação civil sem fins lucrativos. O mascote do clube é o lobo.

1998

Fundado em 15 de fevereiro de 1998, naquele ano o clube realizou quatro amistosos, com vitórias sobre o Buriti Alegre por 2 a 0 e 4 a 1, vitória contra o Bom Jesus por 1 a 0 e derrota para o Atlético Goianiense por 4 a 3.  O time inicial tinha a base de jogadores da região e teve como técnicos Juci Tenório, ex-zagueiro do Itumbiara e Luiz Renato que também atuou no Gigante do Vale. O elenco contava com os goleiros Donizete, Anderson, Rildo e João Paulo. Na defesa contava com Novo, Leonardo, Beléu, Butina, Osmar Galé, Rochinha, Cleubão, Feijão e Japão. O meio campo tinha Lindivam, Jean Carlo, Edmar Malaquias, Miro, Marciel, Eder, Carrara. No ataque, o clube contava com Mauricio, Capetinha, Galo, Glênio, Warley.


1999

A primeira participação oficial do clube no campeonato goiano da segunda divisão ocorreu em 1999.     No primeiro jogo contra o Itumbiara, em jogo amistoso houve empate em 1 a 1. Quando se enfrentaram em jogo oficial, o Itumbiara venceu por 1 a 0 e perdeu os pontos por utilizar jogador irregular. O jogo aconteceu em 05/08/1999 e a equipe do Itumbiara utilizou o jogador Alessandro que não tinha condições legais de jogo.

Entre os amistosos daquele ano, houve empate em 2 a 2 com a Rioverdense, vitória de 1 a 0 sobre o Bom Jesus e empate com a mesma equipe. Derrota para a Rioverdense por 1 a 0, dois empates com o América de Morrinhos em 2 a 2 e 0 a 0, goleada sobre o Centralina por 8 a 2, 4 a 1 sobre o Pontalina, 1 a 0 sobre o Quirinópolis, 11 a 2 contra o Real Cajubá de Uberlândia, 6 a 2 no Araporã e 3 a 1 no AECD de Cachoeira Dourada. Neste ano, o Itumbiara disputava a primeira divisão, quando caiu e retornou no mesmo ano, ao disputar a segunda divisão.


 2000

Enquanto o Itumbiara caia para a segunda divisão, onde ficaria até 2003, o Real Clube começava a subir no futebol goiano, onde com a quarta colocação iria para a Primeira Divisão, onde ficou até cair em 2004 e não mais retornar ao futebol profissional.


2001 

O clube disputa o campeonato brasileiro da série C, com os seguintes jogos:

Derrota para o Atlético Goianiense por 1 a 0, derrota para o CENE MS por 2 a 1, empate com o União Rondonópolis em 1 a 1, vitória sobre o Comercial MS por 2 a 1, derrota para o Goiânia por 2 a1, empate com o Atlético Goianiense em 1 a 1, vitória contra o CENE por 3 a 1, derrota para o Goiania por 4 a 0, derrota para o Brasiliense por 3 a 1, derrota para o União de Rondonópólis por 2 a 1 e derrota para o Comercial MS por 2 a 0.

2002 e 2003

Faz boas campanhas na primeira divisão do Campeonato goiano

2004 

Transforma-se em clube empresa e fica em último lugar no campeonato goiano. Cai para a segunda divisão e não volta mais ao futebol profissional.

Confira todos os jogos oficiais do Real de 1999 a 2004;


CAMPEONATO GOIANO DE 2004
18/01 - 16h00 - 1x4 - Jataiense - Jerônimo Fraga
21/01 - 20h30 - 0x3 - Grêmio Inhumense - J.K.
25/01 - 16h00 - 0x4 - Goiás - J.K.
28/01 - 20h30 - 0x4 - Anapolina - Jonas Duarte
01/02 - 16h00 - 3x3 - Itumbiara - J.K.
08/02 - 16h00 - 1x2 - Novo Horizonte - J.K.
11/02 - 20h30 - 2x5 - Novo Horizonte - Durval Franco
15/02 - 16h00 - 1x2 - Itumbiara - J.K.
18/02 - 20h30 - 2x3 - Anapolina - J.K.
21/02 - 16h00 - 1x2 - Goiás - Serrinha
26/02 - 20h30 - 0x2 - Grêmio Inhumense - Zico Brandão
29/02 - 16h00 - 1x5 - Jataiense - J.K.
06/03 - 16h00 - 0x2 - Anápolis - J.K.
10/03 - 20h30 - 2x5 - CRAC - Genervino Fonseca
14/03 - 17h00 - 5x2 - Goiatuba - J.K.
21/03 - 16h00 - 1x8 - Vila Nova - J.K.
24/03 - 15h30 - _x_ - Rioverdense - Mozart Velloso
Obs: O jogo Rioverdense x Real Clube foi cancelado já que o resultado não iria interferir na classificação final do campeonato.

CAMPEONATO GOIANO DE 2003
12/01 - 17h00 - 3x1 - Anapolina - J.K.
20/30 - 20h30 - 2x3 - Goiás - Serrinha
19/01 - 17h00 - 1x0 - Goiatuba - J.K
22/01 - 20h30 - 3x1 - Atlético - J.K.
26/01 - 17h00 - 0x1 - Grêmio Inhumense - Zico Brandão
29/01 - 20h30 - 1x1 - Vila Nova - J.K.
01/02 - 17h00 - 1x1 - Goiânia - Serra Dourada
05/02 - 20h30 - 2x0 - Rioverdense - J.K.
09/02 - 17h00 - 1x1 - Anápolis - Jonas Duarte
12/02 - 20h30 - 1x1 - Novo Horizonte - J.K.
16/02 - 17h00 - 3x4 - Jataiense - Jerônimo Fraga
23/02 - 16h00 - 1x1 - Anapolina - J.K.
26/02 - 20h30 - 2x3 - Anapolina - Jonas Duarte
06/03 - 20h30 - 1x1 - Goiás - J.K.
09/03 - 16h00 - 1x7 - Goiás - Serrinha

CAMPEONATO GOIANO DE 2002
27/01 - 3x1 - Goiatuba - J.K.
03/02 - 2x2 - Novo Horizonte - Durval Franco
07/02 - 1x1 - Goiânia - Serra Dourada
17/02 - 3x1 - CRAC - J.K.
24/02 - 2x3 - Rioverdense - Mozart Velloso
27/02 - 5x1 - Anapolina - J.K.
03/03 - 1x1 - Santa Helena - J.K.
10/03 - 3x2 - Grêmio Inhumense - Zico Brandão
17/03 - 2x0 - Atlético - J.K.
24/03 - 0x2 - Goiatuba - Divino G. Roda
28/03 - 1x2 - Novo Horizonte - J.K.
07/04 - 3x0 - Goiânia - J.K.
14/04 - 0x0 - CRAC - Genervino Fonseca
21/04 - 0x1 - Rioverdense - J.K.
28/04 - 0x5 - Anapolina - Jonas Duarte
01/05 - 0x0 - Santa Helena - Pedro R. Cabral
05/05 - 2x4 - Grêmio Inhumense - J.K.
12/05 - 1x2 - Atlético - Serra Dourada
19/05 - 2x2 - Goiatuba - Divino G. Roda
26/05 - 1x1 - Goiás - J.K.
02/06 - 2x1 - Anapolina - J.K.
09/06 - 1x4 - Atlético - Serra Dourada

CAMPEONATO GOIANO DE 2001
20/01 - 0x1 - Atlético - Serra Dourada
27/01 - 1x3 - Anapolina - J.K
04/02 - 2x0 - União Inhumas - J.K.
10/02 - 1x1 - Caldas - Serra de Caldas
17/02 - 1x1 - Goiânia - Serra Dourada
24/02 - 1x3 - Grêmio Inhumense - Zico Brandão
03/03 - 2x1 - Goiás - Serrinha
10/03 - 0x0 - Anápolis - J.K.
14/03 - 1x0 - Rioverdense - J.K.
24/03 - 2x1 - Novo Horizonte - Durval Franco
01/04 - 0x2 - Santa Helena - Pedro R. Cabral
07/04 - 2x0 - Vila Nova - J.K.
14/04 - 3x2 - Goianésia - Valdeir José de Oliveira
22/04 - 2x1 - Anapolina - Jonas Duarte
29/04 - 1x0 - Santa Helena - J.K.
06/05 - 2x3 - Grêmio Inhumense - Zico Brandão
12/05 - 0x2 - Vila Nova - J.K.
19/05 - 3x3 - Goiás - Serrinha

CAMPEONATO GOIANO SÉRIE B DE 2000
06/08 - 0x3 - Iporá - Ferreirão
13/08 - 3x1 - JAC - J.K.
20/08 - 1x0 - Bom Jesus - Gilmar Alves
27/08 - 1x1 - Atlético - J.K.
07/09 - WxO - Goiatuba - Divino G. Rosa
17/09 - 0x3 - Minaçu - Pereirão
24/09 - 1x1 - Grêmio Inhumense - J.K.
30/09 - 0x1 - Monte Cristo - Abrão Manoel da Costa
11/10 - 2x2 - Vila Nova - J.K.
15/10 - 0x0 - Iporá - J.K.
22/10 - 4x3 - Bom Jesus - Gilmar Alves
25/10 - 2x0 - Atlético - Serra Dourada
28/10 - 2x2 - Bom Jesus - J.K.
05/11 - 5x1 - Real - Ferreirão
08/11 - 0x1 - Atlético - J.K.
12/11 - 3x1 - Monte Cristo - J.K.
15/11 - 0x1 - Vila Nova - Serra Dourada
19/11 - 2x4 - Grêmio Inhumense - Zico Brandão
26/11 - 1x1 - Minaçu - J.K.

CAMPEONATO GOIANO SÉRIE B DE 1999
01/08 - 0x1 - Itumbiara - J.K.
08/08 - 0x3 - Goiatuba - Divino G. Rosa
15/08 - 1x2 - Bom Jesus - Gilmar Alves
22/08 - 1x3 - CRAC - J.K.
29/08 - 1x3 - Caldas - Serra de Caldas
07/09 - 2x2 - JAC - Ronan Maia
12/09 - 2x1 - América - J.K.
26/09 - 0x1 - Jataiense - J.K.


quinta-feira, 25 de novembro de 2021

SEM CAPACIDADE DE INVESTIMENTOS, PREFEITURA DE ITUMBIARA SÓ TEM RECURSOS PARA FOLHA E MÁQUINA ADMINISTRATIVA

 COM 70% DE DESPESAS NA FOLHA DE SERVIDORES E 25% PARA OUTRAS DESPESAS CORRENTES, FALTA INVESTIMENTOS NO MUNICÍPIO DE ITUMBIARA


Com base nos dados de despesas de capital relacionadas a investimentos desde o ano de 2005, seja dos relatórios de Execução Orçamentária e nos últimos cinco anos do Portal do Cidadão no TCM GO, o DI comparou que o município de Itumbiara perdeu a capacidade de investimentos, que foi de 2,4% de todas as despesas liquidadas em 2020. No mesmo ano, cerca de 70% de todas as despesas  foram para pagamento de servidores ativos e inativos, ou seja R$ 240 milhões de um total de R$ 343 milhões liquidados pela Prefeitura. Outros R$ 88 milhões foram para custear a máquina como outras despesas correntes. Nos últimos cinco anos, o melhor em investimento alcançou 4,3% de todas as despesas liquidadas com R$ 12,9 milhões em 2017. Esta decadência de investimentos, ocorre desde 2014 e neste ano não deve ser diferente, já que os dados do relatório de execução orçamentária até agosto apontavam R$ 3,8 milhões de investimentos no município de Itumbiara.

 POR QUE O MUNICÍPIO NÃO TEM RECURSOS PARA INVESTIMENTOS?

ENTENDA OS CONCEITOS:

VALORES DE DESPESAS LIQUIDADAS EM 2020 R$ 343.061.582,75

LIQUIDAÇÃO: consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito e tem por objetivo apurar a origem e o objeto do que se deve pagar, a importância exata a pagar, e a quem se deve pagar a importância para extinguir a obrigação.

A classificação econômica da Despesa é constituída por:

-  duas categorias econômicas da despesa:

CATEGORIA ECONÔMICA: a despesa orçamentária, assim como a receita orçamentária, é classificada em duas categorias econômicas:

 DESPESAS CORRENTES: classificam-se nesta categoria todas as despesas que não contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital.

   DESPESAS DE CAPITAL: classificam-se nesta categoria aquelas despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital.

  

GRUPO DE NATUREZA DE DESPESA: é um agregador de elementos de despesa com as mesmas características quanto ao objeto de gasto, conforme discriminado a seguir:

 O MUNICÍPIO GASTOU R$ 240 MILHÕES COM PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS

1 - Pessoal e Encargos Sociais: despesas orçamentárias com pessoal ativo, inativo e pensionistas, relativas a mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espécies remuneratórias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios, proventos da aposentadoria, reformas e pensões, inclusive adicionais, gratificações, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência, conforme estabelece o caput do artigo 18 da Lei Complementar 101, de 2000.

 

 O MUNICÍPIO GASTOU R$ 600 MIL COM JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA

2 - Juros e Encargos da Dívida: despesas com o pagamento de juros, comissões e outros encargos decorrentes de operações de crédito internas e externas contratadas, bem como da dívida pública mobiliária.

 COM OUTRAS DESPESAS CORRENTES, ITUMBIARA GASTOU R$ 88,8 MILHÕES

3 - Outras Despesas Correntes: despesas com aquisição de material de consumo, pagamento de serviços prestados por pessoa física sem vínculo empregatício ou pessoa jurídica independente da forma contratual, pagamento de diárias, contribuições, subvenções, vale-alimentação, vale-transporte, despesas com a contratação temporária para atender à necessidade de excepcional interesse público, quando não se referir à substituição de servidores de categorias funcionais abrangidas pelo respectivo plano de cargos do quadro de pessoal, além de outras da categoria econômica “despesas correntes” não classificáveis nos grupos anteriores.

SOBROU PARA INVESTIMENTOS R$ 8,3 MILHÕES

4 - Investimentos: despesas com o planejamento e a execução de obras, inclusive com a aquisição de imóveis considerados necessários à realização, das mesmas, e com a aquisição de instalações, equipamentos e material permanente.

5 - Inversões Financeiras: despesas com a aquisição de imóveis ou bens de capital já em utilização; aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou entidades de qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe aumento do capital; e com a constituição ou aumento do capital de empresas.

PARA AMORTIZAR DÍVIDAS, FORAM LIQUIDADOS OS VALORES DE R$ 4,9 MILHÕES

6 - Amortização da Dívida: despesas com o pagamento e/ou refinanciamento do principal e da atualização monetária ou cambial da dívida pública interna e externa, de natureza contratual ou mobiliária.

 

 Como demonstrado, o município tem poucos recursos para investimentos e depende muito de transferências  de receitas de capital dos governos estadual e federal para realização de seus investimentos e como nos últimos anos, caíram estes repasses, diminuíramos investimentos.


O município tem como realizar investimentos de R$ 50 milhões em 2022. Veja a relação prevista de obras:

 



Orçamento de 2022

A Lei Orçamentária do município para 2022 está em análise no Poder Legislativo do Município e tem despesas com investimentos que supera a R$ 50 milhões. Com base nos dados dos últimos 15 anos, verifica-se que terá dificuldade de atingir 20% do que está previsto. O DI relacionou pelo menos 50 obras que o município pretende aplicar recursos:



segunda-feira, 1 de novembro de 2021

MUNICÍPIO DE ITUMBIARA CONTRATOU MAIS DE R$ 20 MILHÕES EM OBRAS E DEMORA ATÉ CINCO ANOS PARA TROCAR PEDRAS EM UMA PRAÇA

 MAIS DE R$ 20 MILHÕES FORAM CONTRATADOS E R$ 14 MILHÕES REPASSADOS, MAS MUNICÍPIO DE ITUMBIARA NÃO CONSEGUE CONCLUIR OBRAS COM RECURSOS DO GOVERNO FEDERAL


         Praça Sebastião Xavier - Centro de Itumbiara - troca das pedras


Por meio de pesquisa no Portal da Transparência do governo federal, o DI analisou 14 contratos desde o ano de 2006 entre a União por meio de diversos ministérios e o município de Itumbiara, com objetos de obras públicas. Do total de R$ 20,6 milhões contratados, R$ 14,7 milhões foram repassados, mas nesta relação de obras, nenhuma foi concluída e está sendo utilizada pela população de Itumbiara. Em pelo menos 5 contratos que envolve a construção de 30 casas populares e o Pier na Orla do Rio Paranaíba, as obras não andam após várias contratações públicas e atualmente estão com litígios entre os contratados nos processos de licitação.  São mais de R$ 6 milhões  e o primeiro contrato destas obras foi assinado em 2008. Tem obra considerada concluída, como a terceira etapa da Vila Olímpica, mas o campo de futebol e os vestiários nunca foram utilizados e a iluminação nunca foi ligada. Outra equipamento que deveria ser utilizado para prática de esportes com investimento superior a R$ 3 milhões é o Centro de Iniciação Esportiva José Mendes Pereira, que  já conta com 7 anos e 4 meses de contrato e ainda não foi concluído. Além do Pier que tem três contratos de repasses, o Parque Beija Flor também é outra obra com recursos que foram contratados em 2006 na primeira etapa e também não foi concluída. Pelo menos o acesso, que teve contrato mais recente, deve ser entregue este ano, mas a obra principal segue sem previsão com mais de R$ 3 milhões contratados. 

últimos contratos

Nos últimos quatro anos, os contratos foram sendo reduzidos e não há nenhum publicado ainda em relação ao ano de 2021. Entre 2017 e 2020, pelo menos três estão ainda a iniciar, como pavimentação da Avenida Mauro Borges, Implantação de videomonitoramento e construção de uma pista de motocross.. Entre as obras paralisadas, estão dois campos de futebol soçaite com contrato há mais de três anos e a drenagem e pavimentação da Avenida Jorge Carroceiro no córrego Buritys. Pelo menos, uma obra andou ou está perto de ser reiniciada, que é a pavimentação de 14.000 m2 da Avenida Celso Maeda.

Outras obras

Não fizeram parte do levantamento do DI, obras como da Unidade Básica de Saúde Doutor José Camilo, com recursos de R$ 750 mil contratados via Secretaria de Saúde e com obra paralisada, assim como um CMEI no conjunto Maria Luiza Machado, com contrato há mais de 3 anos.


A PRAÇA

Um dos mais ilustrativos das dificuldades do município para executar uma obra com recursos de outros governos é a Praça Sebastião Xavier com contrato assinado em 2016, que tem como objeto a troca e reparos nas pedras. A obra que deveria ter sido entregue em abril, ainda segue em andamento no valor de R$ 250 mil.

Secretaria de Convênios

Depois de 12 anos de criação para fazer a gestão dos convênios, o município de Itumbiara não colocou recursos para este órgão em 2022, o que pode significar o fim da área de gestão em convênios. O governo atual, após  realização de audiência pública em maio deste ano, fez contratação de assessorias para acelerar as obras a partir deste ano.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

O Uso da Análise de BPMN na Implantação de RPA

 

Yuri Ian Freire Diniz – yuri_fd@hotmail.com 
Universidade Federal de Uberlândia

Jean Carlos Domingos – jdomingos@ufu.br

Universidade Federal de Uberlândia

 

Resumo

O presente artigo tem o propósito de apresentar uma pesquisa-ação em Call Center de grande porte no contexto da prestação de serviços a uma organização do segmento de varejo bancário. Com o objetivo de delinear como a análise de processos pode contribuir para as decisões estratégicas relacionadas à TI de uma Operação de Call Center, foi realizado um levantamento de características de análise BPM e BPMN que influenciaram em tomada de decisões de gestores na liberação de investimento para implantação de RPA. O estudo foi realizado no departamento de Transformação Digital e ocorreu em uma célula de atendimento com média mensal de 90 mil chamadas, 46% do volume geral. Nesta célula, o processo de Requisição de Boleto foi selecionado para análise devido a sua representativa, com volume médio mensal de 47 mil chamadas, correspondendo a 52% do volume. Os resultados deste trabalho apontam falhas na validação para o investimento em TI como erro no Planejamento Anual de Orçamento OPEX, falha no escopo de trabalho e na alocação de recursos humanos para levantamento de indicadores, comunicação de baixa assertividade, levantamento e análise financeira limitada, e limitação de conhecimento técnico no dimensionamento de ganhos financeiros, em capital humano e de capacidade.

Palavras-chave: Análise de Processos, Call Center, Investimento, Robot Process Automation e Tecnologia de Informação.


1.  Introdução

O relatório disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao ano de 2019 (p.25), destaca que o setor de Informação e Comunicação, que contempla o serviço de Telesserviços, representava no período 3,0% do Produto Interno Bruto (PIB). A relevância do segmento é percebida quando o compara com os indicadores que seguem, como por exemplo o segmento de Atividades Imobiliárias, com 2,7% e o de Eletricidade e gás, esgoto, atividade de gestão de resíduos com 2,4%.

Expandindo o contexto sobre as empresas de Telesserviços, comumente chamadas de Call Center, são responsáveis por compor grande parte dos indicadores de empregabilidade no Brasil nos últimos anos, segundo apontam os dados da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT,2019). As maiores empresas pertencentes ao setor são representadas pela ABT, associação que foi criada para representar organizações do setor no país, de pequeno à grande porte, podendo ser nacionais ou multinacionais de capital aberto ou fechado. Baseado em indicadores providos pela própria ABT (2019), o setor de Call Center empregou 550 mil colaboradores em 2016 nas empresas associadas. Em 2017 o número de pessoas trabalhando nesta atividade era de 412 mil e em 2018, apesar da queda, o setor ainda contava com o exorbitante número de 387 mil funcionários. Ainda em publicações realizadas pelo site Canal de Notícias G1 (2019), destaca-se que do total de 1.053.276 (um milhão, cinquenta e três mil, duzentas e setenta e seis pessoas) empregos, 24,40% dos colaboradores estão trabalhando em empresas de Teleatendimento ou Telecomunicação (Telesserviços).

A prestação de serviços via Call Centers está presente na rotina de Brasileiros a todo momento, seja em casa, trabalho e também em serviços com maior sensibilidade na interação com clientes finais, como atendimento à saúde e emergências. Assim, observa-se que o setor de estudo deste trabalho tem grande importância para o país, sendo analisado um caso no estado de Minas Gerais, onde cinco das maiores empresas de Call Center do estado tem uma composição de cerca de 72,5 mil funcionários (ABT, 2019).

A análise BPM está diretamente ligada a Geração de Valor das organizações para seus clientes. É uma disciplina organizacional praticada através da adoção de métodos e práticas que visam a implementação de melhoria contínua dos processos de Negócio. Segundo Capote (2018), o cenário do BPM no Brasil ainda carece de estudos e investimentos nas organizações visto que na pesquisa realizada somente 5% das organizações encontram-se em nível avançado de BPM e demonstram capacitadas para transformar produtos e serviços e seus modelos de negócios.

O presente trabalho buscou levantar dados e informações para responder o problema: como as características de análise de processos organizacionais podem influenciar a tomada de decisão estratégica da Gestão de uma Operação de Call Center (no contexto de prestação de serviços a um Banco), com objetivo de validar a viabilidade de investimento junto ao departamento de Tecnologia da Informação para implementação de melhorias.

O objetivo geral deste trabalho é descrever como a análise de processos pode contribuir para o embasamento das decisões estratégicas relacionadas à Tecnologia da Informação de uma Operação de Call Center. Justificando, de forma criteriosa, a necessidade de investimento em TI para desenvolvimento de soluções com valor agregado ao negócio, sejam estas sistêmicas e/ou operacionais.

Devido à dificuldade para validação da viabilidade de investimento para desenvolvimento de soluções com objetivo de implantar inovações em melhorias sistêmicas e/ou operacionais, essa pesquisa se justifica através da síntese de como as características de análise de processos


podem subsidiar de forma assertiva a Tomada de Decisão em prol deste tipo de investimento. Visando assim, elevar a eficiência operacional no que tange o faturamento mensal.

 

2.  Revisão da Literatura

A fim de contextualizar os elementos que embasam a pesquisa proposta por este trabalho, foi realizada uma revisão baseada na literatura sobre os temas pertinentes a este trabalho nos últimos seis anos, sendo estes desde 2015 ao ano de elaboração do trabalho, 2020.

Os materiais que suportam o trabalho contemplam a conceituação de análise de processos organizacionais por meio das abordagens Business Process Management (BPM) e Business Process Modeling Notation (BPMN), e a importância da correlação entre os departamentos de Tecnologia da Informação e uso das abordagens citadas.

2.1  Business Process Management e Business Process Modeling Notation

De acordo com a Association of Business Process Management Professionals Brazil (2013), referência mundial em Gerenciamento de Processos do Negócio, BPM é a representação de um novo formato de visualização das operações do negócio que excedem as estruturas funcionais tradicionais nas empresas.

Capote (2018) cita que a metodologia é parte de um cenário dinâmico de mud anças, em que é necessário acompanhar recorrentemente a evolução tecnológica, robotização de processos (via Robot Process Automation – RPA – ou Robot Desktop Automation – RDA), softwares (sistemas de workflow management) e novas metodologias complementares a BPM. É destacado por Capote (2012) a importância do entendimento do ciclo BPM apresentando as etapas sequenciais: Planejamento e Estratégia; Análise de Processos; Desenho e Modelagem; Implementação; Monitoramento e Controle; Refinamento dos processos.

Ensslin, Ensslin, Dutra, Nunes e Cassiano (2017), em seu artigo sobre Governança de Processos publicado na Business Process Management Journal, volume 23, destacam o importante e notável papel do BPM. Citam também que a Governança de Processos via BPM está diretamente ligada à Criação de Valor para companhia e também pelo seu impacto na validação da Estratégia Operacional. Kolbacher (2010), em seu artigo ‘The effects of processs orientation: a literature review’, também publicado no Business Process Management Journal, volume 16, afirma que os efeitos provenientes do uso da Gestão por Processos, refletem positivamente na performance corporativa. Seja através da melhoria na velocidade do processo (diminuição em seu ciclo de vida), otimização de características do produto ou forma de execução do serviço, aumento na satisfação do cliente e por fim, mas não limitado à, melhorias em indicadores financeiros de rentabilidade e/ou econômicos (redução de custos).

A representação dos processos, seja na visão ‘no’ ou ‘do’ cliente, é realizada na linguagem de Notação de Modelagem de Processos do Negócio, segundo Capote (2012). A linguagem é conhecida pela sigla BPMN, Business Process Modeling Notation e que de acordo com próprio autor, está em sua versão 2.0. É por meio desta linguagem completa e poderosa de BPMN, que se torna possível realizar a descrição dos processos com formato mais abstrato, para direcionamento de discussões iniciais, até por fim a entrega do artefato que é a modelagem com maior nível de detalhamento, gerando assim uma visão completa (CAPOTE, 2012). Por meio deste nível de detalhamento, é então possível, que os processos possam ser automatizados através de Business Process Management Suite ou System (BPMS).

2.2  Business Process Management e Tecnologia da Informação


A mensuração da performance organizacional, segundo Ensslin et al. (2017) está associada ao estágio crítico de seus processos de negócio. Logo, segundos os autores, baseado em seu nível de criticidade avaliado pelo método BPM, os processos devem ser acompanhados via monitoramento de seus resultados intermediários e finais. Schmiedel, Recker e Brocke (2019), indicam conforme o resultado de sua pesquisa com 581 praticantes do método BPM que a aplicação do método indiretamente contribui para uma Cultura Organizacional baseado em BPM, e que a devida e correta aplicação do método resulta diretamente em benefícios para performance organizacional.

É destacado por Moura, Lima, Pinto e Rocha (2017), que vários indicadores são provenientes do uso de Tecnologia da Informação e estes podem contribuir diretamente na performance organizacional. A capacidade ‘ambidestra’ da TI, seja para sua habilidade de crescimento de sua eficiência ou a habilidade de ser inovadora e eficaz ao mesmo tempo, de acordo com Ferraris, Monge e Mueller (2017), é um fator que afeta diretamente a performance organizacional. No entanto, também ressaltam o fato de que os processos de negócio possuem papel essencial na geração de valor entre a conversão do investimento no uso de TI no consequente impacto esperado em performance. Logo, a gestão BPM está correlacionada com a efetividade deste tipo de investimento.

A visão de TI deve ser então interpretada como potencial de vantagem competitiva da empresa, tanto em relação aos seus concorrentes quanto em relação aos usuários que fazem uso das soluções provenientes destas (colaboradores e clientes), apontam Laurindo, Shimizu, Carvalho e Jr (2001).

2.3  Indicadores Call Center

Considera-se de suma importância para este trabalho contextualizar quais indicadores de performance mais comuns que suportam a mensuração de produtividade e rentabilidade de uma empresa prestadora de serviço da atividade de Call Center. Conforme divulgado pelo Blog da empresa de Tecnologia da Informação Assertiva Soluções (2019) - organização com mais de 30 anos de mercado - considera-se relevante para este trabalho citar os indicadores utilizados como métrica de performance:

•                     Tempo Médio de Atendimento: tempo total da chamada dividido pela quantidade de chamadas realizadas/recebidas; Tempo Médio de Espera: tempo total de espera dividido pelo tempo total das chamadas; Tempo cíclico do processo: tempo mensurado desde o início da jornada do cliente em qualquer que seja o canal de entrada do atendimento, até a conclusão deste;

•                     Best time to call: traduzido literalmente como melhor momento para ligar. Demonstra historicamente qual melhor horário do dia para contatar os clientes;

•                     Contato com a pessoa certa: indicador que garante que o contato está sendo realizado com eficácia no direcionamento à pessoa certa;

•                     Nível de Serviço (Service Level Agreement - SLA): Considera o tempo limite para que uma chamada seja atendida e demonstra quantas destas foram cumpridas conforme acordado contratualmente.

•                     Chamadas abandonadas: mensura a eficiência de uma operação ao atender as chamadas dentro do SLA, pois ao fazer com que os clientes esperem tempo elevado, estes abandonam a ligação antes mesmo de serem atendidos;

•                     Retenção na URA: corresponde à Unidade de Resposta Audível, sendo a ‘voz’ que atende e direciona o cliente para o atendimento humano. Em alguns casos, de acordo com a tecnologia disponível, o cliente já tem sua solicitação atendida por um autosserviço provido


por esta. Eliminando assim a necessidade de falar com humano, geralmente utilizado para serviços de baixa complexidade;

•                     Taxa de conversão: utilizado como indicador de produtividade para Vendas e/ou Cobranças em relação aos contatos efetivados;

•                     Net promoter score (NPS): de acordo com Reichheld e Markey (2011), criadores do conceito, este é um indicador que mensura a lealdade do cliente à marca através de uma simples pergunta: ‘Qual a probabilidade de indicar a empresa à um amigo ou familiar?’, com respostas de 1 a 10, sendo 0 a 6 detratores, 7 e 8 neutros e 9 e 10 promotores da marca. O cálculo da NPS é composto pelo percentual (%) de Promotores menos percentual de Detratores, divididos pelo número total de respondentes.

 

3.  Metodologia

O método de pesquisa utilizado neste trabalho é o de Pesquisa-ação. Segundo Menelau, Santos, Castro e Nascimento (2015), trata-se de uma metodologia de pesquisa qualitativa, a qual é ministrada em uma forma de pesquisa que contempla conteúdos relacionados às ações coletivas e suas formas. De modo que, o pesquisador é envolvido no objeto de estudo e atua com ações para modifica-lo ou avalia-lo.

De forma complementar, Thiollent (1997), define que este tipo de pesquisa tem como objetivo a geração de informações a fim de que seja produzido conhecimento em busca de melhorias e novas soluções para as Empresas. Além disto, o autor destaca que no ambiente de mercado dinâmico de constantes mudanças que a empresa está inserida, a aplicação desta pesquisa proporciona uma forma participativa da construção de resultados.

3.1  Contexto da Organização

O presente trabalho foi elaborado através da análise do contexto de negócios em que é prestado serviço de Terceirização de Negócios (teleatendimento via Call Center) para um cliente do segmento financeiro. Ambas as empresas, tanto a prestadora de serviços quanto seu cliente do segmento financeiro, não terão seus nomes oficiais compartilhados neste trabalho, mantendo-os em sigilo por questões de Segurança da Informação e Autorização de Compartilhamento. A empresa que presta serviço como Terceira é uma multinacional com mais de 20 anos de mercado e faz parte de um Grupo com mais de 80 anos de atuação e com cerca de 20 mil profissionais.

O cliente do segmento financeiro do qual é realizado diagnóstico, é descrito como organização do setor financeiro de varejo, pertencente à um banco com mais de 30 anos de mercado. O principal produto comercializado por tal é o Financiamento de Veículos, Crédito Pessoal, Cartões de Crédito, Seguros e serviços de Capitalização.

A prestadora realiza serviços de soluções via atendimento ao consumidor por telefone e canais digitais, para processos de negócios relacionados à: alteração e emissão de boletos (quitação e avulso); atualização de dados cadastrais; renegociação e transferência de dívidas; reembolso; suspensão de cobranças; compartilhamento de documentos como: 2ª via de contrato, comprovantes de pagamento, demonstrativo de liquidez e portabilidade; venda, alteração de plano e cancelamento de seguros; venda e manutenção de cartões de crédito; entre outros serviços de orientação ao cliente final.

4.  Descrição e Análise de Resultados

A organização responsável pelo atendimento ao consumidor via telefone e canais digitais, registra para este cliente a média de 190 mil atendimentos/mês e fatura aproximadamente R$


565.000 (quinhentos e sessenta e cinco mil reais) também mensalmente pela prestação de serviços. O formato do faturamento é realizado por valor de cada chamada subtraído de Bônus e Penalidades relacionados a: Nível de Serviço (Service Level Agreement – SLA); Rechamadas; Shortcalls (chamadas curtas atendidas com abandono em menos de 30 segundos); Erros Operacionais; Transferência para Pesquisa de Satisfação (Net Promoter Score – NPS); e Pesquisa de Satisfação (NPS).

Os serviços são realizados através de ‘células’ segmentadas em: Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC); Central de Relacionamento; Crédito Consignado e Chat via Web (página de internet) ou celular. O maior canal de entrada entre as células é a Central de Relacionamento, com aproximadamente 46% do volume recebido sendo proveniente de tal, em média de 90 mil chamadas/mês. Por sua representatividade, a célula citada foi escolhida para análise de um de seus processos chave, a ser explicitado na sequência. São vários os tipos de serviços requisitados pelo cliente através dos canais citados, tais como exemplificados pelo top 10: 1) Requisição de boleto; 2) Nova senha para acesso ao site, 3) Tabulação Lembrete de Acesso ao site; 4) Transferência para Renegociação de Dívida – Adimplente; 5) Análise de Reembolso; 6) Reclamação atraso 2ª via de carnê; 7) Análise de cobrança indevida; 8) Tabulação 1ª via de contrato e, 9) 2ª via; 10) Registro de site indisponível; etc. A classificação por volumetria do serviço é demonstrada na figura 1 pelos indicadores de 2019, referente a Novembro, Outubro e Setembro.


FIGURA 1 – Os 10 ma iores motivos de contato - Call Center: Novembro, Outubro e Setembro 2019 . Fonte: Autores (2021).

O processo definido para análise utilizando método BPMN, foi o de ‘Requisição de Boleto’. A justificativa de escolha do processo deu por sua representatividade, em média 52% do volume mensal de solicitação dos clientes. Trata-se de um processo recorrentemente considerado pelo Coordenador e pela Gerente desta Operação como de maior potencial de automatização, porém sem estudos científicos para comprovação de tal apontamento, outro fator que justifica a necessidade de análise via método BPMN.

Os registros de atendimentos são realizados através da abertura de tarefas e tabulações, que são indicadores das ações e manutenções realizadas pelos operadores do Call Center em sistema do próprio cliente Bancário de Customer Relationship Management. Tarefas são atendimentos direcionados/transferidos à outra Prestadora de Serviços e Tabulações correspondem as manutenções realizadas sem necessidade de transferência. O controle de registros por parte da empresa de Call Center é realizado por sua área de Planejamento e Controle da Produção (PCP), por meio de registros do sistema de Business Intelligence (BI) chamado ‘SAS’, sigla para Statistical Analysis System, que são compartilhados diariamente por gestores da empresa para qual é prestado o serviço. Através destes registros, são mensuradas as tratativas mensais e então dimensionada a capacidade necessária para atendimento.


A partir do forecast realizado pelo cliente do segmento financeiro a cada 45 dias, é realizada a mensuração de volume e capacidade de atendimento, para que então sejam providos os atendimentos aos próximos contatos dos clientes finais. Posteriormente, conforme solicitação do cliente, o volume direcionado a Prestadora de Serviços pode ser redirecionado à outra prestadora de serviço, caso o Nível de Serviço não atenda à critérios contratuais.

Outra área relevante para este estudo é a de Transformação Digital, que é responsável pela análise de processos, mapeamento de oportunidades, sugestão e implantação de melhorias, análise de viabilidade financeira e monitoramento de resultados. A área trabalha por meio de métodos de BPM e BPMN para subsidiar as análises e direcionar estas aos tomadores de decisão.

4.1  Análise dos Resultados

O indicador de boletos, objeto deste estudo, é analisado via método BPMN na célula de Central de Relacionamento, correspondente ao maior canal de entrada. Conforme citado anteriormente, possuindo média mensal de 46% do volume de solicitações para a prestadora de serviços, referente a este cliente do segmento financeiro.

O processo da requisição de boleto é descrito na figura 2 por meio de um mapa de processos.


FIGURA 2 - Mapeamento de processos de negócios “AS IS” do processo Requisição de Boleto. Fonte: Autores (2021).

O processo demonstrado na figura 2 apresenta em média de 276 segundos (36 segundos acima do limite contratual) durante o período da amostragem contendo 3097 ligações dentro de 3 meses. Para mensuração, utilizou-se a base da área de Qualidade da Prestadora, que é responsável pelo monitoramento amostral das ligações. Desde o evento inicial até sua conclusão, o processo é dividido em três etapas nomeadas pelo método de análise de processos como baias, nas quais as duas primeiras sob responsabilidade do Cliente e da URA ocorrem em média de 30 segundos até efetivo início do atendimento humano. A média de tempo máximo para navegabilidade na URA respeita a regra contratual.

Já a última etapa realizada pelo Operador de Call Center apresenta o tempo médio de 246 segundos, nos quais ocorrem a interação entre Operador e Cliente. Por fim, ocorre a etapa do processo considerada como gargalo e também oportunidade, sendo o gargalo a manutenção sistêmica com potencial de 79 segundos de substituição/automação.

Contratualmente, a prestadora de serviços deve atender às chamadas nos canais de voz em até 240 segundos, ou seja, em até 4 minutos. Caso contrário, são incididas penalizações no faturamento das chamadas, tais como: Nível de Serviço (sendo obrigatório atendimento de 70% das chamadas em até 30 segundos de espera do cliente na linha), shortcalls e rechamada, considerada como nova interação com cliente dentro de 24h da ligação inicial com a mesma solicitação.

Também contratualmente, é garantido volume mínimo de chamadas para faturamento mensal de acordo com planejamento do forecast por parte do cliente financeiro a seu prestador de


serviços. A clausula possui o princípio de equilíbrio financeiro (comumente utilizado pelo termo Break Even), para garantir que os custos de operacionalização da prestação de serviços não sejam impactados financeiramente em caso de desvio do volume de chamadas, como por exemplo: falha sistêmica, indisponibilidade do servidor de chamadas, casos fortuitos (efeitos não planejados que não podem ser evitados ou impedidos), erro no planejamento do dimensionamento; entre outros que podem ser acordados via aditivo contratual.

Nota-se no contrato uma particularidade peculiar, na qual quando há falha no dimensionamento para menos chamadas, são garantidos os valores financeiros para faturamento conforme critério informado. Entretanto, há uma clausula específica com faturamento ao ‘teto’ de 110% do volume planejado, ou seja, caso o volume oscile para ‘a maior’ do que o planejado em reunião de forecast, não são faturadas as chamadas. Em outras palavras, quando mesmo com capacidade disponível, são atendidas as chamadas acima dos 110%, o prestador de serviços não deverá receber pelo excedente de chamadas.

O processo de boleto pode ser solicitado em meio a outras requisições do cliente, logo, com objetivo de avaliação do potencial de automatização do processo, optou-se por mensurá-lo somente na parte de manutenção sistêmica. Segundo os registros da amostragem do processo AS IS, somente a manutenção representava em média 79 segundos (01 minuto e 19 segundos) de uma chamada.

Por meio de análise via BPMN, identificaram-se oportunidades de substituição das ações humanas sem valor agregado ao processo de envio de boleto ao cliente, pela plataforma RPA (Robot Process Automation) da empresa Automation Anywhere®. As oportunidades identificadas resultaram na proposta de um novo mapa para o processo de requisição de boleto, apresentado na figura 3 como versão “TO BE”.


Figura 3 - Mapeamento de processos de negócios “TO BE” do processo Requisição de Boleto. Fonte: Autores (2021).

Dentre as oportunidades de melhorias apresentadas com o novo mapa de processos da figura 3, destacam-se a substituição das ações de verificação manual de atendimento à regra d e negócio e a orientação sobre Assessoria responsável pela negociação com cliente, ambas dentro da ação: Verificar se cliente atende a regra de negócio. Destacam também as ações repetitivas a seguir: Selecionar os boletos; Selecionar Data do pagamento solicitada; Gravar saldo no sistema; Selecionar forma de envio; Clicar em enviar; Confirmar forma de envio; Registrar informações de atendimento; Agradecer cliente; Solicitar participação na Pesquisa de Satisfação; Encerrar ligação.

O mapa TO BE, com novo fluxo operacional, apresenta um ganho potencial de 40 segundos na realização do processo no cenário Conservador e 79 segundos no Otimista. Dado que no


início do trabalho de mapeamento, o PCP informou que no período amostral de Junho 2019 o volume de 22% das solicitações no período de amostragem eram Boletos, prosseguiu-se para etapa de mensuração de ganho real na proporção total do volume de atendimento.

A mensuração de ganho considerou a avaliação do potencial de redução do tempo da chamada, caso as ações fossem substituídas pela RPA assistida (com parcial intervenção humana), seguindo a orientação do coordenador da operação. Foi sugerido pela Gerência e Coordenação o cenário Conservador, no qual os 40 segundos de ganho na proporção de 22% do volume geral de chamada, representaria um ganho de 9 segundos. Assumindo que as chamadas devem durar no máximo 240 segundos, o volume final das chamadas passaria a ser atendido em 231 segundos, dado impacto deste atendimento no volume geral. Tornou-se então necessária a avaliação financeira da situação.

O valor do investimento para a implementação da automação foi orçado com custo total de aproximadamente R$30 mil (trinta mil reais), a serem pagos no prazo de três meses da data a ser definida para implantação. O custo foi informado pela empresa de Tecnologia da Informação que prestaria o serviço de implantação, operação assistida de um mês e treinamento para área de TI da empresa de Call Center, para que os responsáveis de TI pudessem dar sustentação de 1º nível à ferramenta.

A tabela 1 contendo o comparativo do custo mensal atual da operação versus o custo com uso da RPA para o período de três meses de investimento, conforme premissa da Gerência e Coordenação da Operação. Na tabela 1, assume-se a premissa de redução mínima de cinco colaboradores por mês (memorial de cálculo detalhado na sequência) para cobertura custos da RPA. Destaca-se que não está sendo mensurada a projeção de maior quantidade de atendimentos/manutenções realizadas que seria possível de acordo com o ganho de TMO proposto potencializando maior faturamento em chamadas, uma vez que a mensuração deste ganho não foi possível pelo fato de a RPA não ter sido aprovada e implantada.

 

At

ual

 

 

RPA

 

 

Setembro

Outubro

Novembro

Média

Setembro

Outubro

Novembro

Média

R$

361.002,92

R$

344.085,00

R$

277.417,63

R$

327.501,85

R$

361.002,92

R$

344.085,00

R$

277.417,63

R$

327.501,85

-R$

11.998,01

-R$

11.748,11

-R$

1.675,97

-R$

8.474,03

-R$

11.998,01

-R$

11.748,11

-R$

1.675,97

-R$

8.474,03

-R$

205.023,13

-R$

164.703,93

-R$

156.640,09

-R$

175.455,72

-R$

194.943,33

-R$

144.544,33

-R$

126.400,69

-R$

155.296,12

R$

-

R$

-

R$

-

R$

-

-R$

10.000,00

-R$

10.000,00

-R$

10.000,00

-R$

10.000,00

R$

143.981,77

R$

167.632,95

R$

119.101,57

R$

143.572,10

R$

144.061,57

R$

177.792,55

R$

139.340,97

R$ 153.731,70

 

 
TABELA 1 - Análise da Organização de Custos Operacionais Atuais versus Custos com RPA

 


 

 

Valor Faturado Bônus/Penalidades Custo com pessoas Custo com RPA

Receita Líquida


 

 

 

 

 

 

 

Redução natural ocorrida no cenário Real


 

 

 

 

 

 

 

Redução mínima de 5 colaboradores/mês com investimento


Caixa de Texto: 102	82	78

                   Caixa de Texto: 97	72	63

Fonte: Autores (2021).

No cenário Atual, já ocorreu uma redução natural de 102 para 82 colaboradores do primeiro mês em Outubro e para 78 em Novembro. Então, para simulação do cenário com custo da RPA, consideram-se as reduções naturais assumindo a premissa de implantação da redução de no mínimo cinco colaboradores por mês, resultando em 97, 72 e 63 colaboradores ao final do período de simulação requisitado pela Gerência e Coordenação da Operação, para custear o investimento.

A empresa fornecedora da RPA assume a premissa de que a proposta de automatização pode ser executada para 100% dos atendimentos simultâneos dentro da célula de relacionamento capturados via URA. Em outras palavras, a robotização via RPA foi precificada para suportar a execução do processo de requisição de boletos para quantidade total de operadores disponíveis no período de amostragem. Para este estudo, não foram considerados os custos de ‘Processamento de dados’ requisitados pela plataforma RPA para rodar a automação em todas os computadores para atendimento desta célula. Ressalta-se que o custo existe, entretanto, o fato de não considerar o custo de processamento de dados é prática da empresa, uma vez que


a mesma já possui capacidade instalada de data center com servidores disponíveis (capacidade ociosa) para processar a RPA em questão.

O custo é referente ao valor de um ano de contrato para disponibilidade da plataforma com dois robôs (custo unitário da automação é variável conforme nível de cognição das automações), requisitando novo aditivo contratual após este período com ajustes aos valores negociados. O orçamento contemplava: horas/homem para desenvolvimento da programação dos robôs, etapa de implantação, um mês de operação assistida, treinamento para área interna que realizaria atendimento de 1º nível, e por fim um Service Desk com escala 24 horas por 7 dias da semana, pela empresa disponível para atendimentos de chamados de 2º nível (incidentes técnicos que impactassem no trabalho a ser executado pelo robô).

A Operação de Call Center na qual foi orçada a implementação opera com uma margem de lucratividade mensal considerada como baixa pelo departamento de Planejamento Financeiro e também a de Estratégia da Empresa, tendo custos operacionais altos e dentre estes o custo de pessoas. Para que o investimento fosse tangível, de acordo com a premissa básica definida pela Gerência e Coordenação da Operação, após o teste que apontou o ganho de 79 segundos, deveria ocorrer a redução do quadro de pessoas para compensar o investimento total de R$30.000,00.

A premissa citada apontava que para subsidiar o valor de investimento nos três meses era necessário a redução de 15 colaboradores da célula de trabalho, a ação foi considerada pela gestão devido a este investimento não estar provisionado no orçamento do ano e, por não haver recursos financeiros disponíveis no momento para apoiar a tomada de decisão. A demissão de colaboradores disponibilizaria o Saving que poderia ser direcionado ao pagamento do investimento.

Para tal conclusão sobre a potencial demissão de colaboradores, foi realizada mensuração através da memória de cálculo do custo mensal de um colaborador, sendo o custo igual ao do salário mínimo do momento de R$998,00 a ser multiplicado por 2,02 (fator multiplicador adotado pela empresa para custos e encargos trabalhistas calculados sobre os valores de rescisão), ou seja, R$2.015,96 multiplicado por cinco, totalizando R$10.079,80 mensais.

Ressalta-se que o investimento reduziria a receita/margem de lucratividade da Operação no 1º mês de implantação, já considerada baixa pelas áreas da empresa, como citado anteriormente. Outro fator influenciador de destaque, é o de que não havia sido orçado no Planejamento Anual da Operação o custo do investimento em TI pela Gerente ou pelo Coordenador da Operação. O custo na empresa é classificado como OPEX (Operational Expenditure) e é categorizado no período de Dezembro do ano anterior.

Considerando os fatos e dados citados, a robotização parcial do processo de boleto, que se demonstrava vantajosa superficialmente nas reuniões de trabalho conduzidas até o momento junto a Gerência e Coordenação da Operação, passou então a não apresentar ganhos na perspectiva destes gestores da Operação. Primeiramente, pelo fato da falta de planejamento de recursos que não contemplou o investimento em Implementação desta Tecnologia da RPA no orçamento anual. Em complemento a este fator, verificou-se que a análise realizada não apresentou dados suficientes para uma tomada de decisão potencialmente mais assertiva, além do fato destacado pela Gerência de não haver garantia da demissão de colaboradores para geração do Saving requisitado.

Outra perspectiva considerada relevante para este trabalho foi criada em contraponto à análise de viabilidade realizada para os três meses com as premissas estabelecidas pela Gerência e Coordenação da Operação. Nesta nova perspectiva é proposta neste trabalho a análise do projeto considerando uma projeção do total de 12 meses, como apresentado nas tabelas 2 e 3.


Estas projeções não consideram os fatores de juros e correção monetária de acordo com indicadores da Inflação no país. A definição por não incidência destes fatores deu-se pelo fato de que os custos do investimento são fixados no valor informado e porque o valor das chamadas e a quantidade de recursos humanos se mantém constantes no período, apresentando variabilidade muito baixa.

Média Simulada 2019/2020 - Otimista 79s

set/19

out/19

nov/19

dez/19

Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

R$

361.002,92

R$

344.085,00

R$

277.417,63

R$

327.501,85

R$

327.501,85

R$

327.501,85

R$

327.501,85

R$ 327.501,85

R$ 327.501,85

R$ 327.501,85

R$ 327.501,85

R$ 327.501,85

-R$

11.998,01

-R$

11.748,11

-R$

1.675,97

-R$

8.474,03

-R$

8.474,03

-R$

8.474,03

-R$

8.474,03

-R$ 8.474,03

-R$ 8.474,03

-R$ 8.474,03

-R$ 8.474,03

-R$ 8.474,03

-R$

205.023,13

-R$

144.545,98

-R$

136.482,14

-R$

136.482,14

-R$

136.482,14

-R$

136.482,14

-R$

136.482,14

-R$ 136.482,14

-R$ 136.482,14

-R$ 136.482,14

-R$ 136.482,14

-R$ 136.482,14

-R$

10.000,00

-R$

10.000,00

-R$

10.000,00

R$

-

R$

-

R$

-

R$

-

R$         -

R$         -

R$         -

R$         -

R$         -

R$

133.981,77

R$

177.790,91

R$

129.259,53

R$

182.545,68

R$

182.545,68

R$

182.545,68

R$

182.545,68

R$ 182.545,68

R$ 182.545,68

R$ 182.545,68

R$ 182.545,68

R$ 182.545,68

Colaboradores/mês

 

102

72

68

 

 
TABELA 2 - Análise Otimista da Projeção para 12 meses

 

Mês

Valor Faturado Bônus/Penalidades Custo com pessoas Custo com RPA

Receita Líquida

 

 

 

 

Fonte: Autores (2021).

 

 

 

 

Média Simulad

a 2019/2020 - Conservadora

40s

 

 

 

 

 

set/19

out/19

nov/19

dez/19

Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

R$

361.002,92

R$

344.085,00

R$

277.417,63

R$

327.501,85

R$

327.501,85

R$

327.501,85

R$

327.501,85

R$ 327.501,85

R$ 327.501,85

R$ 327.501,85

R$ 327.501,85

R$ 327.501,85

-R$

11.998,01

-R$

11.748,11

-R$

1.675,97

-R$

8.474,03

-R$

8.474,03

-R$

8.474,03

-R$

8.474,03

-R$ 8.474,03

-R$ 8.474,03

-R$ 8.474,03

-R$ 8.474,03

-R$ 8.474,03

-R$

205.023,13

-R$

154.497,37

-R$

146.433,53

-R$

146.433,53

-R$

146.433,53

-R$

146.433,53

-R$

146.433,53

-R$ 146.433,53

-R$ 146.433,53

-R$ 146.433,53

-R$ 146.433,53

-R$ 146.433,53

-R$

10.000,00

-R$

10.000,00

-R$

10.000,00

R$

-

R$

-

R$

-

R$

-

R$          -

R$          -

R$          -

R$          -

R$          -

R$

117.417,50

R$

160.825,14

R$

119.308,13

R$

172.594,28

R$

172.594,28

R$

172.594,28

R$

172.594,28

R$ 172.594,28

R$ 172.594,28

R$ 172.594,28

R$ 172.594,28

R$ 172.594,28

Colaboradores/mês

 

102

77

73

 

 
TABELA 3 - Análise Conservadora da Projeção para 12 meses

 

Mês

Valor Faturado Bônus/Penalidades Custo com pessoas Custo com RPA

Receita Líquida

 

 

 

 

Fonte: Autores (2021).

Para ambos os cenários, assume-se que contratualmente cada colaborador deve estar disponível 6 horas por dia de Segunda a Sábado (escala reduzida), considerando em média 22 dias trabalhados, totalizando 132 horas mensais. Destes indicadores, a métrica adotada pelo PCP é de 21% de improdutividade por pessoa, que contempla: pausas necessárias, treinamentos previstos, tempo para feedback e reuniões diárias com supervisores e outras necessidades. Logo, a capacidade de atendimento real disponível por operador diária é de 4,74 horas ou 4 horas, 44 minutos e 24 segundos, aproximadamente. Isto representa 104,28 horas mensais.

Comparando os cenários de utilização da RPA, sendo o Otimista com a redução de 79 segundos e o Conservador com 40s, identifica-se potencial de acréscimo da capacidade do atendimento humano em horas de 1042,71 e 527,96 horas, respectivamente para célula de atendimento. Isto indica um potencial redução ou realocação do quadro de profissionais da célula em 10 ou 5,06 pessoas. Financeiramente, dentro da Célula da Central de Atendimento, o custo varia da redução de potenciais R$20.157,96 e R$10.206,56, uma diferença de R$9.951,40 mensais. A tabela 4 dispõe de forma visual os indicadores citados anteriormente com a média de ligações para boleto de 47516 chamadas (46% do volume geral médio do trimestre analisado).

TABELA 4 – Comparativo de potenciais ganhos em capacidade Real x Conservador x Otimista

 

Cenários

Potencial de Receita

% de variação do Real

Ganho em horas

Recursos Humanos

Potencial de Redução RH

Real

R$          1.722.865,18

0%

0

78

0

RPA Otimista

R$          2.083.943,33

20,96%

1042,71

68

-10,00

Diferença Otimista x Real

R$             361.078,15

RPA Conservador

R$          1.950.899,32

13,24%

527,96

73

-5,06

Diferença Conservador x Real

R$             228.034,15

Fonte: Autores (2021).

Os valores referentes ao custo do investimento na RPA são fixos, ou seja, não serão alterados por não estarem relacionados à quantidade de demandas. Logo, para simulação dos ganhos acumulados realizados, estes permanecem com valor precificado pelo fornecedor de TI, sendo


R$30.000,00. Isto demonstra que no período, o principal indicador com potencial de alteração, é o quadro pessoal, tornando possível a redução ou realocação destes recursos humanos.

Complementando a análise sobre o potencial de retorno econômico/financeiro, duas perspectivas Financeiras podem ser consideradas através das métricas de Payback (prazo para retorno do investimento) e ROI (Return Over Investiment). O Payback no Cenário RPA Otimista, seria R$30.000,00 / R$361.078,15, resultando em 0,08 (aproximadamente 1 mês). Já para o cenário RPA Conservador seria R$ 30.000,00 / R$228.034,15, resultando em 0,13 (pouco mais de 1 mês). Pelo fato desta métrica de payback não considerar os fluxos de caixa recebidos em períodos diversos, julga-se necessária a análise complementar através do ROI.

Anteriormente ao cálculo deste outro indicador, é importante reforçar que este, tanto como payback, não é uma ferramenta de análise absoluta e independente, ou seja, requisita a consideração de outras variáveis para uma análise mais assertiva, para que então possa ser mensurada a performance da organização na aplicação de recursos para investimento em RPA. Sendo assim, no cenário RPA Otimista o cálculo é realizado da seguinte forma (361.087,15– 30.000,00) / (30000), resultando em 1103,59%. E para o cenário RPA Conversador, o indicador é obtido através do cálculo (228.034,15 – 30.000,00) / (30000), resultando em 660,11%. Ambos os cenários possuem indicadores representando ganhos que enfatizam a atratividade do investimento, complementados pelo payback que apresenta curto prazo para retorno destes investimentos.

Fator de alta relevância que deve ser destacado é de que baseado na informação de que no momento de levantamento de informações para este trabalho não havia volume/demanda represada, portanto, não se assume a premissa de afirmar que a quantidade de horas aumentadas na capacidade resultaria consequentemente em maior faturamento por atendimento de mais chamadas. Do ponto de vista contratual, o fato geraria abertura para renegociação em busca de Break-even, dado fato que a capacidade disponível estaria maior, potencializando o recebimento de maior volume de chamadas que foram direcionados à outra Prestadora de Serviços, concorrente da prestadora de serviços na qual se realizou este trabalho.

Outro ponto, é o de que há a alternativa de migrar a quantidade de funcionários não mais necessários na célula de atendimento para outra, aproveitando então a expertise dos operadores para realocação. A alternativa poderia agregar em dois pontos de vista, sendo primeiramente importante por economia de custos com desligamento de funcionários e pagamento de ônus trabalhistas. Além de poder suprir potenciais demandas de outras células de atendimento, reduzindo custos de contratação e treinamentos como de Integração e Técnico para execução de atividades. Contudo, podendo gerar então até duas formas de reduções dos custos com pessoas, considerados elevados. Caso não seja possível dentro da própria Operação, estes colaboradores poderiam ser migrados para prestar serviços para outros clientes.

Mudando a perspectiva de contexto, aponta-se que os tomadores de decisão da empresa não tinham a seu dispor recursos financeiros para este investimento específico, o que pode ser reflexo de ‘potencial falha gerencial’ no Planejamento Financeiro da Operação. Entretanto, a falta de planejamento de recursos financeiros por si só não é considerada motivo preponderante de recusa no investimento em robotização. Uma vez que, identificou-se que o dimensionamento de ganhos subsidiado pela análise BPMN em parceria com a área PCP não obteve/computou variáveis e justificativas suficientes para que o investimento na RPA se tornasse autossustentável no período de três meses (em outras palavras, se custeasse mensalmente e também incrementasse potencialmente a receita prevista).


Destaca-se que o método BPMN, por meio da área de Transformação Digital da empresa, demonstrou sua eficiência em etapas como: mapeamento do cenário atual (AS IS); identificação das oportunidades de ações humanas sem valor agregado; ações com potencial automação parcial (RDA) ou total (RPA, assistida ou não); acompanhamento de ganho em Tempo Médio de Atendimento (TMO) propostos através da amostragem estatística de ganho total em substituição das ações humanas; apresentação de cenário proposto (TO BE) com validação de usuários da operação, supervisores, coordenador e gerente da operação; por fim, porém não menos importante, o subsídio de indicadores à área de PCP responsável pelo dimensionamento.

Todavia, para que os resultados da análise BPMN apoiassem de forma mais assertiva a tomada de decisão, é destaque a falha gerencial na premissa de que a alocação de recurso humano da área de Transformação Digital qualquer outro tipo de análise de Processos da Organização, deva estar imprescindivelmente alinhada também à disponibilidade de recursos financeiros OPEX para investimento em TI.

Outro ponto em consideração à análise BPMN, é o de que o direcionamento inicial foi única e exclusivamente para automação total ou parcial deste processo na Operação podendo também ter tido o direcionamento com viés de eliminação de ações humanas que não agregassem valor percebido ao cliente final, que requisitariam análises profundas para classificação deste tipo de valor e o como este é avaliado pelo cliente final.

Enfim, são demonstrados neste trabalho pontos de atenção para que haja melhor eficiência, eficácia e então efetividade em potenciais resultados provenientes de análises via método BPMN. Dentre estes, destacam-se:

•                     Planejamento de capital financeiro OPEX para investimento em TI a ser realizado no orçamento Anual;

•                     Alocação de recursos de processos com premissas e escopo dos entregáveis visando além da automação (eliminação de ações e não substituição total/parcial);

•                     Comunicação mais assertiva e recorrente entre Gestão da Operação e Analistas envolvidos, para eliminar esforços em análises cujas premissas básicas já invalidariam a alocação de recursos em projetos com estes cenários;

•                     Levantamento e análise de variáveis financeiras consideradas relevantes dimensionamento a ser realizado em ação conjunta de Analistas de Processos, PCP, Supervisão e Gestão da Operação;

•                     Dimensionamento de ganhos em capital Humano (Pessoal), capacidade e financeiro. Tudo isso para acompanhamento dos valores realizados, sejam estes em curto, médio ou longo-prazo.

 

5.  Conclusão

Tendo em vista os aspectos observados, entende-se que esta pesquisa-ação alcançou o objetivo proposto. De modo que demonstrou como a análise de processos apresenta potencial de contribuição no embasamento de decisões estratégicas relacionadas à investimento na área de TI, em uma Operação de Call Center. Reforçando a necessidade de planejamento para investimento em TI com objetivo de gerar soluções tecnológicas com valor agregado ao negócio.

Ter conhecimento sobre os processos de negócio que geram valor agregado para as empresas alcançarem seus objetivos financeiros/econômicos e também para satisfação de seus clientes,


têm seu devido destaque reforçado pela literatura pesquisada. Logo, conclui-se que dominar os processos da organização, monitorá-los e aplicar efetivamente a Gestão por Processos (BPM visando melhoria contínua), tende a gerar informações relevantes e essenciais para os responsáveis pela Tomada de Decisões, podendo então torna-las mais assertivas em relação ao futuro das organizações. Neste ponto, considera-se que gestores competentes identificam ineficiências econômicas nos processos da organização e podem atuar com Plano de Ações que mitiguem potenciais falhas que impedem a empresa de ser mais efetiva e lucrativa.

Destaca-se então a oportunidade de parceria entre a aplicação de BPM para subsidiar a área de TI a prover soluções mais efetivas e lucrativas. Porém, a conversão entre os potenciais resultados apresentados e o custo de investimento em TI, pode ser uma barreira financeira desafiadora, pois soluções tecnológicas apresentam custos elevados. Além de outro fator, que em situações de substituição ou implementação de tecnologia, existe a barreira humana da curva de aprendizado dos colaboradores para utilizarem as ferramentas disponíveis e explorarem o máximo de suas funcionalidades.

É também importante destacar que o investimento em tecnologia pode se tornar vantagem competitiva das organizações perante seus concorrentes. De modo que pode gerar impactos positivos durante a interação e experiência do cliente com a empresa e também dos próprios funcionários.

Uma outra vantagem da tecnologia é a geração de indicadores chave do negócio para subsidiar os tomadores de decisão. Muitas vezes não é simples quando se possui processos dos quais não há mensuração ou por mais repetitivos que sejam, dependem de ações comportamentais para aumento da produtividade, são impactados por fadiga muscular ou até aspectos mentais, que substituídos pela tecnologia, não seriam impactados em sua performance no alcance de resultados.

Contudo, previamente à tomada de decisões, como nesta pesquisa-ação realizada, recomenda- se em complemento à análise BPM, o uso de métodos e técnicas de análise de investimentos. Com isto, os gestores devem possuir a maior gama de informações relevantes e essenciais para que avaliem o potencial de efetividade e retorno do investimento em tecnologias, como neste caso a RPA. No caso deste trabalho, conclui-se então que os gestores (coordenador e gerente) em questão apresentaram falhas em três principais aspectos, o 1º no qual não foi realizado planejamento de orçamento anual para investimento em tecnologia, mesmo em um ambiente que demanda atualizações constantes para melhoria do atendimento aos clientes e também para melhor efetividade dos funcionários da Operação, visando então maior lucratividade.

O 2º aspecto refere-se à ausência de direcionamento para os Analistas de Processos, para que fossem levantadas informações suficientes visando uma tomada de decisão assertiva, a qual foi complementada por este trabalho com análise do período de 12 meses contemplando ROI e Payback. Portanto, por carecerem de análises de cenários com maior senioridade, que então contemplassem variáveis relevantes para tomada de decisão, estes limitaram-se à uma perspectiva de redução de custos com pessoas para custear o investimento na plataforma de RPA, afim de que este fosse autossustentável.

O 3º principal aspecto destacado, é a cultura juntamente com perfil dos gestores, que apresentaram comportamentos conservadores em relação ao risco versus possibilidade de ganhos em um período maior do que o estudado, comumente avaliado em 12 meses e no momento da pesquisa-ação, apenas em três meses. O período limitado, não pôde agregar com perspectivas diferentes para os potenciais resultados.


Considerando todas as informações, fatos e dados até aqui citados, esta pesquisa ação foi elaborada com a intenção de fornecer informações a respeito do contexto de uma organização que faz uso de BPM em sua área de Processos e possui também expertise considerada e um nível elevado por uma área de TI que trabalha constantemente com Transformação Digital. Destacando que apesar de possuir a área de TI com tal expertise, a mesma quando chamada participou ativamente de todo processo de suporte com tecnologia, se envolvendo nesta pesquisa-ação. Porém, a participação da área ocorreu de forma reativa, dada falta de alinhamento inicial com a Estratégia da Operação, que falhou no planejamento do investimento citado.

Como limites do estudo, considera-se que este se restringiu ao avaliar uma única Operação em questão e, vista gama de clientes da prestadora de serviços, poderiam ter sido avaliados cenários diferentes para clientes com mesmo porte e/ou segmento do banco qual se prestava o serviço. A fim de que a análise comparativa pudesse ser realizada em confronto à diferentes Planejamentos Orçamentários e Aversão ao risco por parte dos gestores.

Por fim, sugere-se que pesquisas futuras possam avaliar o contexto cultural de organizações que fazem uso das metodologias citadas e que em paralelo, invistam em TI como diferencial competitivo. Com isto, avaliar qual alinhamento da Estratégia da Organização com sua área de TI.

 

6.  Referências

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